segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Encontro destaca potencialidades de Arranjo Produtivo Local

Foi realizado nesta sexta-feira, 26, no Sindicato Rural de Garça, uma palestra sobre APL (Arranjo Produtivo Local). O encontro teve a coordenação da subsecretária de Desenvolvimento Regional e Territorial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, Adriana Tedesco Telerman. 
O APL é um conjunto de agentes de natureza diversa, que participam nas tarefas principais de uma união produtiva, podendo incluir empresas de um mesmo setor ou serviço e fornecedoras, centros de pesquisa, agentes do governo, instituições do setor, universidades e demais entidades privadas ou públicas. 
Segundo Adriana Telerman, Garça conta com um Arranjo Produtivo Local focado no café e que ele pode ser um agente de desenvolvimento para região, incluindo a distribuição de renda e impactos positivos para a economia.
"Esse encontro teve como objetivo conscientizar e buscar verificarmos onde podemos entrar como Estado, já que um arranjo produtivo existe independentemente de o Estado estar envolvido. A gente busca estimular, tentamos fomentar, mas não criamos. O arranjo é uma coisa da iniciativa privada e nós viemos para apoiar. Sempre que se fala de Arranjo Produtivo se tem uma entidade gestora e toda vez que falamos dessa entidade apontamos uma cidade. No caso do café é Garça. Não quer dizer que só Garça esteja envolvida. Outros municípios estão presentes", explicou Adriana.
A palestrante indicou que a união de empresas, produtores e outros agentes na APL permite a troca de experiência, o compartilhamento de compras, capacitações, entre outros benefícios. "Como está todo mundo unido é possível alavancar muito mais rapidamente o setor. Isoladamente uma empresa demora anos para crescer, se cresce muito mais rápido com a experiência do outro, com o que deu certo e o que deu errado, com fornecedor, podendo minimizar o custo de frete", indicou.
O papel do governo estadual é a busca de fomentar o trabalho do Arranjo, reconhecendo o pedido da unidade gestora, abrindo editais de fomento e aportando recursos. Caso os projetos do APL sejam aprovados é possível alocar até R$ 490 mil a fundo perdido. 
"A Secretaria também oferta vários cursos técnicos profissionalizantes, que a gente pode fazer de acordo com a necessidade da região, custeados pelo Estado", complementou Adriana.

Reconhecimento — O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Bruno Severino, indicou que Garça teve o reconhecimento de seu APL do café da região no início deste ano, sendo que a entidade gestora é o Congarça (Conselho do Café da Região de Garça).
"A partir de agora estamos desenvolvendo um trabalho para começar a realização de projetos voltados para esse Arranjo. Essa palestra foi uma orientação das pessoas que compõem o APL, buscando desenvolver projetos para o segmento da cafeicultura local, visando trazer uma competitividade para o café da região", disse o secretário.
De acordo com o presidente do Congarça, Tamis Lustri, o APL do café local contempla 18 municípios, sendo 15 que fazem parte do projeto de IG (Indicação Geográfica) da região. O Conselho faz a gestão do Arranjo Produtivo e também da Indicação, que está prestes a ser contemplada para o município.
Lustre sustentou que algumas regiões já contam com APL baseado no café, como é o caso de Caconde, porém, ainda não contam com indicações geográficas.
"Garça está saindo lá de trás, quando não tínhamos nada, e agora estamos prestes a ser contemplados com a Indicação Geográfica e já temos o certificado da APL para podermos começar a trabalhar. Essa palestra buscou trazer informações a produtores, empresários, com o foco no desenvolvimento regional, já que poderemos ter recursos a fundo perdido para desenvolver projetos na região", complementou.

Fonte: Jornal Debate



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