segunda-feira, 11 de julho de 2022

Garça fica entre 100 municípios brasileiros com desenvolvimento sustentável

Garça se posiciona na posição 97, entre 5.570 municípios brasileiros, numa avaliação das questões de sustentabilidade. O resultado faz parte de um levantamento que fez do Brasil o primeiro país do mundo a mapear o nível de engajamento das suas cidades nos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas), que avaliam, entre outros aspectos educação, saúde, preservação do meio ambiente e combate à violência. O estudo, denominado Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades, foi realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis.
Garça obteve a nota 60,30, numa escala de zero a 100, sendo que esse número foi avaliado diante do atendimento (ou não) de 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. O município atendeu plenamente três desses objetivos: energia limpa e acessível; indústria, inovação e infraestrutura; e vida na água. No aspecto água limpa e saneamento, a cidade esteve próxima do atendimento dos requisitos.
Seis objetivos foram apenas parcialmente atendidos por Garça: erradicação da pobreza; trabalho decente e crescimento econômico; cidades e comunidades sustentáveis; ação contra a mudança global do clima; paz, justiça e instituições eficazes; e parcerias e meios de implementação. Já em sete aspectos o município ainda está distante de atingir o padrão exigido pela ONU: fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; educação de qualidade; igualdade de gênero; redução das desigualdades; consumo e produção responsáveis; e proteger a vida terrestre.

Índice — Da análise individual dos municípios surge esse ranking que permite a comparação entre cidades, Estados, regiões, e até mesmo biomas diferentes, quanto ao nível de desenvolvimento sustentável. "São nesses territórios urbanos que o desenvolvimento sustentável deve ser trabalhado, de forma que possam construir um mundo melhor para todos", observou Jorge Abrahão, diretor presidente do Instituto Cidades Sustentáveis.
O Índice reúne dados e indicadores dos 5.570 municípios brasileiros, de modo que se possa verificar as virtudes e as fragilidades de cada um no cumprimento dos 17 ODS. 
O lançamento desse estudo se deu nesta sexta-feira, 08, na abertura do na primeira edição do Fórum de Desenvolvimento Sustentável das Cidades, evento que faz parte da programação da Virada ODS, organizada pela Prefeitura de São Paulo. "É nas cidades que está grande parte da população mundial, e onde se enfrentam os maiores desafios quanto à mudança do clima, violência e geração de renda", afirmou Abrahão.
A metodologia para elaboração do Índice já havia sido testada em 2021, quando houve a análise de 770 municípios brasileiros: a pequena cidade paulista de Morungaba ficou no topo do ranking, dominado por municípios do Sudeste. As cidades da região Norte ficaram nas últimas posições. 
Para Jorge Abrahão, para além da dificuldade no cumprimento das metas da ONU, a má colocação dos municípios da região Norte é ponto de atenção, uma vez que se trata da área onde o bioma predominante é a floresta amazônica. 
"O ineditismo do IDSC-Br está na possibilidade de acompanhar os avanços e desafios de todas as cidades brasileiras, mas com a possibilidade de um olhar específico sobre áreas mais vulneráveis, como é o caso da região amazônica", explicou.
O ranking do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades tem no top 10 os seguintes municípios: São Caetano do Sul (65,62 pontos); Jundiaí (65,44); Valinhos (65,16); Saltinho (64,51); Taguaí (64,35); Vinhedo (63,78); Sertãozinho (63,64); Limeira (63,53) e Borá (63,45). 
Fernão atingiu a pontuação de 60,62 e ficou na posição de número 79, ao passo que Gália ocupa a classificação 383, com 56,88 pontos. Marília ficou na posição 1.225, com 51,90 pontos, contra 55,57 pontos de Bauru, que ficou na posição 580.

Fonte: Jornal Debate



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