segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Garça volta a estar em estado de alerta quanto à transmissão da dengue

O ano de 2022 está na segunda semana de fevereiro e, em tão pouco tempo, já registra 22 casos de dengue e outros 40 são suspeitos, em aguardo de resultados de exames no âmbito do município de Garça. 
O temor de que uma nova epidemia da doença se verifique na cidade é real e, portanto, novamente os órgãos públicos de saúde pedem a colaboração da população para evitar que se verifique um aumento dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Segundo a diretora da Vigilância Sanitária de Garça, Edna Semensato, algumas avaliações foram realizadas ao longo dos últimos dias e os indicadores apontados se mostraram preocupantes. 
O Índice de Breteau, que é uma avaliação da densidade larvária do mosquito transmissor, varia entre 1 e 3,9 e, quanto maior o valor, maior é o risco de transmissão da dengue. E o que se verificou em Garça recentemente fez com que o sinal de alerta fosse acionado.
"Nós precisamos combater o mosquito, o nosso Índice de Breteau, realizado agora em janeiro, dentro do município, deu 3,76. Isso significa que nós já estamos num estágio de alerta, com uma preocupação grande de ter uma transmissão e até mesmo uma epidemia. O município já está preparando uma série de ações para que a gente, dentro de nossas possibilidades, até onde o poder público possa alcançar, para que essa transmissão seja interrompida", disse Edna. 
Dentre os trabalhos desenvolvidos para tentar conter o avanço do mosquito estão ações focadas em educação, com comunicação, atividades voltadas para a limpeza no município, com um possível mutirão de coleta de materiais, para que a população possa se mostrar também engajada e ajude o município a ficar livre de mais uma doença.
"É uma responsabilidade compartilhada. O município está fazendo a parte dele, que são as nebulizações, os bloqueios, a conscientização. Então, solicitamos ao munícipe que mantenha sua casa limpa, compartilhe com seus vizinhos a responsabilidade de manter áreas limpas", sustentou a secretária municipal da Saúde, Deyse Serapião Grejo.
Segundo a Secretaria da Saúde, mesmo diante de um cenário atípico causado pela pandemia, as equipes da saúde fazem diariamente o controle de criadouros nas residências, porém, sem a colaboração da população é impossível evitar a proliferação do mosquito e novos casos de contaminação.
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão se dá pelo mosquito. A passagem do vírus do mosquito para o homem pode demorar de dez a 14 dias depois da picada.
O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após esse período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. 
O Aedes aegypti procria rapidamente e o mosquito da dengue adulto vive, em média, 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de três a 15 dias para a doença se manifestar.
Os principais sintomas da dengue clássica são febre alta com início súbito (entre 39º a 40º C); forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos; manchas e erupções na pele, pelo corpo todo, normalmente com coceiras; extremo cansaço; moleza e dor no corpo; muitas dores nos ossos e articulações; náuseas e vômitos; tontura e perda de apetite e paladar.

Fonte: Jornal Debate



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