terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Exportações da cidade de Garça atingem 69 milhões de dólares ao longo de 2021

Apesar da crise deflagrada com a pandemia do covid-19, a economia deu sinais de recuperação no ano passado Garça fechou 2021 com superávit na balança comercial. As exportações superaram em US$ 62,23 milhões as importações realizadas. Em tempos de crise a Sentinela do Planalto exportou mais que importou, comemora o presidente da Acig (Associação Comercial e Industrial de Garça), Mauro José de Sá. De acordo com dados do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Garça registrou no ano passado US$ 69,07 milhões em exportações e US$ 5,83 milhões em importações.
“O cenário vinha nos mantendo preocupados. Mesmo com toda a crise em 2020 tivemos um desempenho muito favorável com um aumento nas exportações e uma queda nas importações, na comparação com 2019, e fechamos o ano com um superávit de U$$75,3 milhões. Infelizmente a conta da pandemia chegaria. Todos os empresários sofreram com matéria prima, com as dificuldades tanto para importar como para exportar e temíamos que o ano fosse ruim. Tivemos sim uma queda nas exportações em 2021 e um aumento nas importações, mas ainda assim fechamos o ano com superávit”, disse Mauro José de Sá que também é empresário atuante na economia garcense.
No ano passado, em relação a 2020, as exportações caíram 12,1% enquanto as importações aumentaram 76,6%.
De acordo com o dirigente e empresário, o aumento no número de importações também é uma mostra da retomada dos serviços na cidade. É o reflexo do trabalho dos empresários, das indústrias que buscaram matéria prima, para atender a linha de produção.
“Se formos analisar, o contexto verificado em Garça é uma cópia do que aconteceu em nível nacional. O Brasil, impulsionado pela recuperação da economia e pela alta do preço internacional do petróleo, registrou um aumento nas importações”, disse Mauro.
Segundo divulgado, no ano passado, o Brasil importou US$ 219,39 bilhões, com alta de 38,2% em relação a 2020, também pelo critério da média diária. 
"O ano passado foi um período de reação da economia, uma retomada das compras, uma confiança maior do nosso empresário. A alta, de acordo com o Ministério, decorre da recuperação da economia, que impulsionou as compras externas, principalmente de bens de capital (máquinas e equipamentos usados para a produção)", disse Mauro
No cenário das exportações, Garça responde por 0,1% das movimentações no Estado de São Paulo e figura em 135º lugar no ranking estadual, entre janeiro e dezembro do ano de 2021. Já no ranking nacional, no mesmo período, a cidade ocupa a posição 497. Já no cenário das importações, a cidade responde por 0,009% das movimentações no Estado de São Paulo e fica em 178.º lugar no Estado. Na classificação nacional Garça ocupa a 736.ª posição no ranking das importações em 2021.
Os principais destinos dos produtos garcenses são Estados Unidos (13,8%), Itália (14,3%), Alemanha (10,2%), Argentina (9,25%), Japão (7,088%) e Espanha (5,046%).
Liderando o ranking dos produtos exportados está o café torrado e descafeinado, com 72%, movimentando US$ 49,9 milhões. Em segundo lugar estão as máquinas e aparelhos mecânicos, com função própria, que representam 22% das exportações feitas e movimentaram US$ 15,3 milhões.
A China se manteve como principal polo de importação garcense. De lá vieram 88,1% dos produtos adquiridos no ano passado em Garça. Mas os empresários garcenses também adquiriram produtos de outros países como: Rússia que respondeu por 3,24% das importações, movimentando US$ 189 mil; Estados Unidos – 2,099% - US$ 122 mil; Alemanha – 1,80% - US$ 105 mil.
“Nós, me coloco entre esses empresários, buscamos matéria prima nos mais diferentes países. Tem-se o registro de importação da Índia, Tailândia, Vietnã, Indonésia, Japão. A China é nosso principal destino na busca de produtos, mas outros países também estão neste círculo”, falou Mauro.
Os produtos mais importados foram:
- fios, cabos (incluídos os cabos coaxiais) e outros condutores, isolados para usos elétricos (incluídos os envernizados ou oxidados anodicamente) mesmo com peças de conexão; cabos de fibras ópticas, constituídos de fibras embainhadas individualmente – 11% das importações, movimentando US$632 mil;
-  Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria, não especificados nem compreendidos em outras posições deste capítulo – 11%; 
- Rolamentos de esferas, de roletes ou de agulhas – 9,9%; 
- Circuito impresso 6,2%

Fonte: Acig



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