segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Garça perda 14 postos de trabalho ao longo de outubro

Retração nos empregos. Esse foi o cenário verificado ao longo de outubro em Garça. A baixa, porém, se mostra modesta, conforme mostram os números mais recentes apresentados pelo Ministério do Trabalho, dentro do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). 
Ao longo do mês de outubro, a cidade registrou um saldo negativo de 14 postos de trabalho com carteira assinada. O volume de contratações e de demissões no município foi de 281 trabalhadores admitidos, contra 295 que perderam o emprego.
O setor de comércio fechou outubro com a contratação de 89 colaboradores, mas viu a demissão de outros 82, gerando um saldo positivo de sete. Os serviços continuam a demostrar desaceleração. Esse setor teve 89 admissões em outubro, contra 107 demissões, com saldo negativo de 18. A construção teve 34 admissões e 20 demissões (+ 14).
A indústria voltou a ter recuo nos postos de trabalho, com saldo negativo de dois postos. Foram 62 demissões e 60 contratações. O segmento agrícola também registrou baixas. Foram identificadas nove contratações, contra 24 desligamentos, gerando um saldo desfavorável de 15 postos. 
Por sua vez, nos primeiros dez meses de 2021, a cidade de Garça acumula um saldo positivo de 593 postos de trabalho, com 3.466 admissões e 2.873 demissões.
Entre janeiro e outubro, os serviços mantiveram-se como o maior contratante em Garça, com saldo positivo de 532 postos, com 1.515 admitidos e 983 demitidos. O comércio teve saldo favorável de 134 postos, com 886 contratados e 752 baixas. O setor agrícola contratou 183 profissionais, mas desligou 195 (- 12), ao passo que a indústria teve 630 contratações e 664 demissões (- 34). A construção civil teve 252 contratados e 279 demitidos (- 27). 
Durante o mês de outubro, a cidade de Gália teve o registro positivo de oito postos de trabalho, com 40 admitidos e 32 demitidos. Já Fernão contou com a assinatura de quatro carteiras de trabalho e com a demissão de oito trabalhadores, com saldo positivo de quatro.
No ano, Gália tem saldo positivo de 43 postos de trabalho, com 354 admissões e 311 demissões. Já Fernão teve a criação de 147 vagas de trabalho e 135 desligamentos (+ 12).
O Brasil registrou um saldo de 253.083 empregos com carteira assinada em outubro. No acumulado de 2021, já são 2.645.974 postos formais de trabalho criados. Dos cinco setores da atividade econômica acompanhados, apenas a agropecuária registrou mais demissões do que admissões em outubro. A maior parte das novas vagas foi ofertada pelo setor de serviços, seguido pelo comércio.
De 1992 até dezembro de 2019, os dados sobre o mercado de trabalho formal tinham como base somente o Caged, que monitorava admissões e demissões no regime da CLT. A partir de janeiro de 2020, a divulgação trouxe informações de três sistemas: Caged, eSocial e Empregador Web, no qual se registram os pedidos de seguro-desemprego. Essa fusão de dados complementares foi batizada de Novo Caged.
O eSocial é um sistema digital criado em 2014 que unifica registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Por ser mais amplo que o Caged, o eSocial capta dados mais detalhados. No eSocial, todos os trabalhadores formais precisam ser registrados, inclusive bolsistas, temporários, agentes públicos e dirigentes sindicais. Já o antigo Caged dispensava o registro de diversas categorias, incluindo avulsos, domésticos, cooperados. Assim, apontam os especialistas em dados trabalhistas, o novo sistema passou a incluir muito mais gente, com o resultado de emprego se mostrando diferente do que era obtido antes dessa mudança, com a tendência dos números serem mais robustos.

Fonte: Jornal Debate



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