segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Vacinação de segundo semestre contra aftosa já está em curso

Cerca de 78 milhões de bovinos e bubalinos, com até dois anos de idade, são o alvo da segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021, que foi iniciada nesta semana. A doença, que também afeta caprinos, ovinos e suínos, traz prejuízos e restrições na comercialização de produtos pecuários.
O último foco da doença no Brasil ocorreu em 2006. Desde 2018, todo o território brasileiro é reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa (zonas com e sem vacinação) pela OIE (Organização Mundial da Saúde Animal). Das 19 unidades da federação que fazem a vacinação neste período, no Amazonas e em Mato Grosso participam apenas os municípios que ainda não têm reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação.
Nos Estados reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação — Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, parte do Amazonas e Mato Grosso —, é proibida a aplicação e comercialização desse imunizante.
Conforme o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa 2017-2026, a meta é que todo o território brasileiro seja considerado livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. Atualmente, em torno de 70 países têm esse reconhecimento pela OIE.
Segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, os criadores devem adquirir as vacinas em revendas autorizadas e mantê-las entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização — incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de dois mililitros na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação do imunizante.
Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar o procedimento ao órgão de defesa sanitária animal de seu Estado. A declaração de vacinação deve ser feita de forma on-line ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados. Em caso de dúvidas, o criador deve procurar o órgão de defesa sanitária animal da sua região. Em Garça, esse órgão está localizado na rua Wilson Abel de Oliveira, 583.

Redação do Garca.Jor



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