quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Garça fecha setembro com saldo positivo de 26 postos de trabalho

Mais uma vez, as oscilações de geração de emprego em Garça se mostraram contidas. Essa é a principal avaliação do mais recente levantamento dos números disponibilizados no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), desenvolvido pelo Ministério do Trabalho, referente a setembro passado.
Naquele mês, a cidade registrou um saldo positivo de 26 postos de trabalho, com 310 cidadãos sendo admitidos com carteira assinada, contra 284 desligamentos.
Ao longo do nono mês de 2021, o setor da construção civil de Garça manteve o comportamento positivo no que se refere à empregabilidade. Esse segmento registrou 36 contratações e 17 desligamentos, com um saldo positivo de 19. O comércio também manteve um comportamento animador e registrou 103 admitidos, com as demissões somando 85, com saldo positivo de 18 postos. A agricultura teve saldo de 18 postos, sendo 25 admissões e sete desligamentos.
O segmento industrial teve um mês próximo da estabilidade, empregando 70 garcenses, ao passo que 68 trabalhadores foram demitidos, gerando um saldo de dois postos. Os serviços, por seu turno, que foram o destaque na retomada recente pós medidas restritivas, freou seu fôlego. Em setembro, o setor demitiu 107 pessoas e agregou apenas 76, gerando um saldo negativo de 31 postos.
Ao longo dos nove primeiros meses de 2021, Garça tem um saldo positivo de 707 empregos gerados, com 3.069 contratações e 2.362 desligamentos. O melhor desempenho no emprego em Garça ao longo do exercício foi no segmento de serviços, que gerou 1.370 contratações e teve 775 pessoas desligadas (saldo positivo de 595). Por outro lado, o comércio teve índice positivo de 131 empregos (627 desligamentos e 758 admissões), ao passo que a indústria teve 555 contratações e 556 demissões (- 1 posto).
Gália também teve um comportamento positivo para a empregabilidade em setembro, com 15 postos sendo acrescidos à economia local (43 admissões e 28 desligamentos). Ao longo dos primeiros nove meses, a cidade teve o registro de 292 pessoas empregadas e 265 que perderam seus postos. Já em Fernão, em setembro, houve 14 contratações registradas e 39 desligamentos. Em 2021, até o final de setembro, a cidade aferia um saldo positivo de 21 postos (143 demissões e 122 contratações).
O Brasil gerou 313.902 postos de trabalho em setembro deste ano, resultado de 1.780.161 admissões e de 1.466.259 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2021, o saldo positivo é de 2.512.937 novos trabalhadores no mercado formal. 
De 1992 até dezembro de 2019, os dados sobre o mercado de trabalho formal tinham como base somente o Caged, que monitorava admissões e demissões no regime da CLT. A partir de janeiro de 2020, a divulgação trouxe informações de três sistemas: Caged, eSocial e Empregador Web, no qual se registram os pedidos de seguro-desemprego. Essa fusão de dados complementares foi batizada de Novo Caged.
O eSocial é um sistema digital criado em 2014 que unifica registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Por ser mais amplo que o Caged, o eSocial capta dados mais detalhados. No eSocial, todos os trabalhadores formais precisam ser registrados, inclusive bolsistas, temporários, agentes públicos e dirigentes sindicais. Já o antigo Caged dispensava o registro de diversas categorias, incluindo avulsos, domésticos, cooperados. Assim, apontam os especialistas em dados trabalhistas, o novo sistema passou a incluir muito mais gente, com o resultado de emprego se mostrando diferente do que era obtido antes dessa mudança, com a tendência dos números serem mais robustos.

Fonte: Jornal Debate



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