quinta-feira, 25 de novembro de 2021

DIG conclui que coronel que assassinou funcionário não agiu em legítima defesa

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) concluiu o inquérito policial sobre o caso do coronel da reserva Dhaubian Braga Brauioto Barbosa, de 57 anos, acusado de matar o ajudante Daniel Ricardo da Silva, de 37 anos, em 31 de outubro, em um motel na zona Norte de Marília.
O delegado Luís Marcelo Perpétuo Sampaio, titular da especializada explica que a polícia descartou a tese de legítima defesa apresentada pelo acusado.
“Entendemos que não houve legítima defesa, e sim premeditação. Entendemos também, que a vítima não teve condições de defesa e que foi surpreendida em local escolhido pelo autor, ao final de um corredor, onde não tinha muita condição de mobilidade”, diz o delegado.
O caso segue sob segredo de Justiça e mais detalhes do relatório da investigação não foram divulgados. O inquérito foi entregue para análise do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para que a denúncia seja oferecida.
O coronel já teve dois pedidos de liberdade indeferidos pela Justiça e permanece preso no presídio Romão Gomes, em São Paulo, destinado a militares.
O coronel se apresentou na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), no dia 3 de outubro, onde prestou depoimento. Ele passou a noite sob custódia no quartel da Polícia Militar em Marília e foi transferido para o presídio Romão Gomes, em São Paulo.
Dhaubian alegou que descobriu que a esposa estava tendo um relacionamento com Daniel e foi até o local para conversar com a vítima.
Segundo ele, quando chegou, o rapaz teria feito esboço de sacar uma arma e, o acusado, que também estava armado, sacou e disparou.
A mulher do coronel chegou a confirmar em depoimento o relacionamento com a vítima. Ela ainda teria dito que tem muito medo do marido.
O coronel alegou que deixou a arma no local do crime, mas o objeto ainda não foi localizado. Nova operação realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília, na terça-feira (9), apreendeu diversas pistolas e revólveres de propriedade do coronel em imóveis de cidades da região.
A polícia também trabalha com a hipótese de que a cena do crime tenha sido prejudicada, já que o crime aconteceu por volta das 6h e a PM só foi acionada às 8h.
O celular da vítima teria sido retirado do local e devolvido depois pelo filho do coronel. O aparelho está sendo periciado fora de Marília.
O laudo necroscópico indica que a vítima tomou dois tiros pelas costas. Um pouco acima da cintura e outro nas nádegas. E mais um tiro de raspão. Daniel morreu de hemorragia interna, já que um dos tiros atingiu uma veia.

Fonte: Marília Notícia



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