quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Com poucas chuvas, nível do Córrego do Barreiro está a 30% da capacidade

O nível do Córrego do Barreiro está muito abaixo no normal. Sem chuvas suficientes para recuperar a crise hídrica gerada pelos longos períodos de estiagem, hoje o principal manancial da cidade opera com uma vazão média de 150 metros cúbicos por hora, ou seja, 30% da capacidade registrada nos últimos anos. Esta situação preocupa e coloca em alerta o Saae (Serviço Autônomo de Águas e Esgotos de Garça).
O último registro de chuva na cidade foi dia 28 de outubro, com 16,5 milímetros de água. De lá para cá as altas temperaturas e o consumo têm exigido da Estação de Captação e Recalque B1 verdadeiros malabarismos para manter o abastecimento no município.
Segundo o Saae, não fosse a captação subterrânea do sistema aquífero Guarani, Garça já estaria vivendo uma crise sem precedentes.
No entanto, a vazão captada pelo poço, de 200 metros cúbicos/hora é insuficiente para atender toda a cidade. "Se não houver um consumo consciente, racional e sem desperdícios, teremos sérios problemas daqui para frente. Atualmente, estamos no período seco, o volume de chuva é muito pequeno e o que chove está abaixo da média", afirmou o diretor do Saae, André Pazzini Bomfim. 
Moradores de cidades da região, como Bauru, já tem sentido na pele os resultados da falta de água. Em Garça, apesar de o Saae ainda não falar em rodízio ou racionamento da água, a situação já é alarmante.
As águas superficiais dos rios, córregos e minas que abastecem a cidade estão secando. Diante disso, a autarquia intensifica a fiscalização para evitar o uso abusivo da água. Lavar calçadas, quintais e carros com mangueiras podem gerar multas de até R$ 876.

Redação do Garca.Jor



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