segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Geração de postos de trabalho em Garça continua a se mostrar tímida

Aumento de empregos a conta-gotas. Esse tem sido o cenário para Garça ao longo dos últimos meses. Depois de um 2020 bastante complexo, com muitos postos tendo sido fechado, o 2021 vem apresentando um processo de recuperação, mas ela se dá de forma bastante lenta. É isso o que se depreende dos números mais recentes apresentados pelo Ministério do Trabalho, dentro do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). 
Ao longo do mês de agosto, a cidade de Garça registrou um saldo positivo de somente sete postos de trabalho com carteira assinada. O volume de contratações e de demissões no município foi de 287 trabalhadores admitidos, contra 280 que perderam o emprego.
O setor que fez o maior número de contratações em agosto foi o comércio, que teve um volume de admissões de 103 trabalhadores, ao passo que os desligamentos foram de 65 profissionais, gerando um saldo positivo de 38. Os serviços, que vinham liderando as contratações, também teve um saldo positivo, mas ficou em segundo lugar no mês, com 16 postos. Esse setor teve 99 admissões em julho, contra 83 demissões. A construção teve 18 admissões e 17 demissões (+1).
A indústria voltou a ter recuo nos postos de trabalho, com saldo negativo de 18. Foram 80 demissões e 62 contratações. O segmento agrícola também registrou baixas. Foram identificadas cinco contratações, contra 35 desligamentos, gerando um saldo desfavorável de 30 postos. 
Nos primeiros oito meses de 2021, a cidade de Garça acumula um saldo positivo de 682 postos de trabalho, com 2.759 admissões e 2.077 demissões.
Entre janeiro e agosto, os serviços mantiveram-se como o maior contratante em Garça, com saldo positivo de 626 postos, com 1.294 admitidos e 668 demitidos. O comércio teve saldo favorável de 113 postos, com 655 contratados e 542 baixas. O setor agrícola contratou 146 profissionais, mas desligou 160 (-14), ao passo que a indústria teve 485 contratações e 488 demissões (-3). A construção civil teve 179 contratados e 219 demitidos (-40). 
Durante o mês de agosto, a cidade de Gália teve o registro negativo de 17 postos de trabalho, com 32 admitidos e 49 demitidos. Já Fernão contou com a assinatura de 11 carteiras de trabalho e com a demissão de 14 trabalhadores, com saldo positivo de 11.
No ano, Gália tem saldo positivo de 12 postos de trabalho, com 249 admissões e 237 demissões. Já Fernão teve a criação de 129 vagas de trabalho e 83 desligamentos (+46).
O Brasil registrou um saldo de 372.265 novos trabalhadores contratados com carteira assinada em agosto de 2021. Esse número é o resultado de um total de 1.810.434 admissões e 1.438.169 desligamentos. No acumulado no ano, o saldo passou a somar 2.203.987 postos ocupados, decorrente de 13.082.860 de admissões e de 10.878.873 demissões. 
De 1992 até dezembro de 2019, os dados sobre o mercado de trabalho formal tinham como base somente o Caged, que monitorava admissões e demissões no regime da CLT. A partir de janeiro de 2020, a divulgação trouxe informações de três sistemas: Caged, eSocial e Empregador Web, no qual se registram os pedidos de seguro-desemprego. Essa fusão de dados complementares foi batizada de Novo Caged.
O eSocial é um sistema digital criado em 2014 que unifica registros fiscais, previdenciários e trabalhistas. Por ser mais amplo que o Caged, o eSocial capta dados mais detalhados. No eSocial, todos os trabalhadores formais precisam ser registrados, inclusive bolsistas, temporários, agentes públicos e dirigentes sindicais. Já o antigo Caged dispensava o registro de diversas categorias, incluindo avulsos, domésticos, cooperados. Assim, apontam os especialistas em dados trabalhistas, o novo sistema passou a incluir muito mais gente, com o resultado de emprego se mostrando diferente do que era obtido antes dessa mudança, com a tendência dos números serem mais robustos.

Fonte: Jornal Debate



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