segunda-feira, 5 de julho de 2021

PF mira grupo suspeito de desviar dinheiro em negociações com criptomoedas

A Polícia Federal realiza nesta segunda-feira, 05, uma operação contra um grupo suspeito de desviar milhões de reais em negociações envolvendo criptomoedas. A ação foi batizada de Operação Daemon. Cerca de 90 policiais federais cumprem um mandado de prisão preventiva, quatro mandados de prisão temporária e vinte e dois mandados de busca e apreensão em Curitiba-PR e região metropolitana.
Segundo as investigações, desde 2019, vítimas vêm denunciando fraudes relacionadas ao grupo criminoso. No início do ano de 2020, foi constatado que o grupo não cumpria as obrigações determinadas por ocasião da decretação da recuperação judicial e, para promoção de suas atividades e atração de novos clientes, seguia oferecendo ao público contratos de investimento coletivos sem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A incumbência das investigações acabou sendo deslocada para a Justiça Federal, momento em que a Polícia Federal passou a conduzir a apuração da possível prática de crime contra o sistema financeiro nacional e os demais conexos.
A PF apurou que os valores movimentados através do mecanismo criado, pela área de TI da corretora, não correspondiam à realidade. Em plano de fundo, os recursos transferidos ao grupo pelos clientes eram desviados de acordo com os interesses do líder da organização criminosa. Desta forma, como os clientes acreditavam que estavam realizando operações nas corretoras e obtendo lucros diários e garantidos, não havia suspeitas da prática de irregularidades, o que só veio a ocorrer no início de 2019 com o bloqueio dos saques.
As ordens judiciais cumpridas nesta segunda visam não só acabar com os crimes, mas chegar a outros participantes, bem como o rastreamento patrimonial para viabilizar, ainda que parcialmente, a reparação dos danos gerados às vítimas.
Será concedida coletiva de imprensa, ao longo desta segunda-feira, no auditório APF Edson Matsunaga, na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba.

Fonte: Jornal de Brasília



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