segunda-feira, 12 de julho de 2021

Dia do Engenheiro Florestal: profissão vem ganhando importância ante a sustentabilidade

Em 12 de julho se comemora o Dia do Engenheiro Florestal. A data busca ressaltar a importância desse profissional, que vem ganhando corpo cada vez mais, em um mundo em que vê a necessidade de se contar com estratégias de preservação ambiental e de garantia de políticas de sustentabilidade. 
Os engenheiros florestais são profissionais que se dedicam ao planejamento e análise dos ecossistemas florestais e a importância desses profissionais vai aumentando consideravelmente diante do ampliação da conscientização sobre preservação ambiental e a necessidade de se existir um cenário cada vez mais sustentável.
Maria Ângela de Castro Panzieri, vice-presidente da AEAAG (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Garça) e engenheira florestal, ressaltou que a formação do profissional dessa área é muita específica, já que ele transita entre a engenharia básica, que é integrada por cálculos e conhecimentos definidos, e a biologia, já que deve ter um conhecimento efetivo de áreas como entomologia, fauna e flora para, desse modo, poder fazer as implantações e usos da engenharia nesse meio.
Na visão da vice-presidente da Associação, a Engenharia Florestal vem ganhando espaço por haver uma mudança na sociedade, que passa a levar em conta aspectos relevantes e que, até pouco tempo atrás, eram relegados a um segundo plano.
"Atualmente, a Engenharia Florestal tem ganhado bastante espaço por conta das tecnologias desenvolvidas para uso do material árvore. Isso devido ao fato de o plástico ser uma matéria que é muito usada e muita coisa que é feita em plástico está sendo substituída pela celulose. Muita tecnologia envolvida na área de floresta por conta da utilização da celulose em materiais e objetos que a gente nem imagina”, observou.
Ela exemplifica isso com uma visita que fez a uma fábrica quando atuava como conselheira do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo). “Era uma fábrica de produtos de celulose e dentro dessa empresa de produção de celulose para papel havia um centro de desenvolvimento, no qual estavam usando celulose na aplicação de tintas, de cosméticos, na aplicação junto de outros materiais para introduzir o material orgânico e de fácil decomposição e sustentável", explicou.
Sendo assim, o atual cenário global passou a levar bastante em conta diversos aspectos em que a natureza — e a sua preservação — vai se tornando protagonista e profissionais gabaritados, como os engenheiros florestais, têm função importante espaço nesse contexto para garantir que trabalhos específicos possam ser desenvolvidos junto à sociedade local.
"Para poder viver neste mundo há de ser sustentável e tudo o que você produz, partindo de uma matéria orgânica, tem similaridade com o meio ambiente e acaba sendo benéfico para o planeta. Temos várias áreas de conhecimento que envolvem o engenheiro florestal e a celulose é uma delas. Ganha destaque pelo fato de que o conhecimento das florestas faz com que tenhamos ferramentas para desenvolver tecnologias para melhorar a nossa existência no planeta", avaliou Maria Ângela, que ressaltou que a "árvore a gente conhece desde criança, que ela produz o oxigênio que nós respiramos, mas também produz materiais e esses materiais são o que hoje estão sendo pesquisados e desenvolvidos", complementou.

Ensino — A cidade de Garça possui, há vários anos, uma faculdade de Engenharia Florestal na Faef (Faculdade de Ensino Superior e Formação Integral), curso que vem, ano a ano, ganhando notas relevantes nas avaliações do Ministério da Educação. A vice-presidente da AEAAG é formada nessa instituição e ressalta que o curso local tem uma linha de trabalho específica e que dá ao aluno uma visão interessante da profissão.
"O curso puxa bastante para o lado da sustentabilidade, até pelo fato de ter um braço muito forte no estudo de fauna e flora do que em outras faculdades. É uma identidade que essa faculdade desenvolvível. É uma pena que estejamos hoje no ensino à distância [devido à pandemia], pois há muito conhecimento a ser adquirido na parte biológica da coisa, algo que se vê nas aulas práticas, que se visualiza aquilo que o professor quer passar. O curso oferecido em Garça conta com vários anos de experiência e forma bons engenheiros florestais, sendo que vários deles estão empregados em grandes empresas", indicou.
A própria Maria Ângela ao sair do curso de Engenharia Florestal vem colocando em prática seus conhecimentos acadêmicos atuando em uma área bastante específica e que vem ganhando cada vez mais importância.
"Desde que me formei estou trabalhando na Prefeitura de Garça em uma área que é muito nova, que é a área de floresta urbana. Por que floresta urbana? Para minimizar o nosso ambiente urbano, que deveria ser concreto só, descobriu-se que deve haver uma convivência integrada entre natureza e materiais artificias", complementou.

Data — E qual o motivo de fixar o 12 de julho como o Dia do Engenheiro Florestal? A escolha dessa data é uma homenagem a São João Gualberto, que morreu em 12 de julho de 1073. Esse santo foi um monge italiano que dedicou toda a sua vida ao cultivo de bosques florestais durante o século 10 e, por isso, e foi consagrado pelo papa Pio XII como o “Protetor dos Florestais”.

Fonte: Jornal Debate



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