quarta-feira, 16 de junho de 2021

Presas em Pirajuí aprendem e debatem sobre a covid-19

Um projeto desenvolvido na Penitenciária Feminina “Sandra Aparecida Lario Vianna” de Pirajuí busca ensinar e debater sobre a covid-19 de forma didática, utilizando ferramentas educacionais para transmitir mais conhecimento às reeducandas. A atividade consiste na produção de cartazes, poemas e apresentações de música e teatro, cujas ações têm como tema a pandemia do novo coronavírus.
Diretora do Centro de Trabalho e Educação (CTE) da unidade prisional, Ana Cláudia Silva Dias explica que o projeto ocorreu durante o mês de maio e as presas tiveram sete dias para confeccionar os trabalhos. Posteriormente, se apresentaram nos três pavilhões habitacionais e também na Ala de Progressão.
“Elas foram muito criativas e puderam transmitir as informações atuais da covid-19 de forma dinâmica, clara e objetiva”, frisa Dias, destacando que a ação, semelhante à atividade realizada no ano passado, tem o objetivo de orientar e esclarecer sobre a pandemia e o enfrentamento da doença no ambiente penal.
Ao todo, 80 reeducandas participaram do projeto. Elas produziram cartazes com dados e números reais do novo coronavírus, paródias, poemas e teatro. Na apresentação teatral, inclusive, duas presas fizeram o papel da Covid-19.
“Houve depoimentos de fatos vivenciados por elas, como, por exemplo, a perda de familiares por conta do vírus”, detalha Dias.
Para a elaboração de todo o material, as detentas tiveram acesso às informações por meio de telejornais e programas de rádio, além de conversas com familiares durante as visitas virtuais. “Como prêmio pela participação no projeto, todas as reeducandas ganharam uma sessão de cinema com pipoca”, finaliza Dias.
“Já é o segundo ano que a unidade faz um trabalho sobre Covid-19 e o legal foi ver minhas companheiras se desempenhando para darem o melhor. Com isso, nós podemos aprender, uma com as outras, a se cuidar e a se prevenir da doença”, pontua uma das reeducandas que participou das atividades.
A diretora interina da Penitenciária Feminina de Pirajuí, Ana Carolina Sorrentino dos Santos Manzato, observou que a pandemia tocou de uma forma diferente a população que vive atrás das grades.
“O projeto fez com que elas pudessem externar seus sentimentos e demonstrar que, apesar de estarem em uma prisão, não estão alienadas ao que acontece no mundo”, enfatiza Manzato.

Redação do Garca.Jor



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