terça-feira, 8 de junho de 2021

Concluído inquérito sobre suspeita de 'fura-fila' na vacinação contra covid-19 em Bauru

A delegada responsável pelas investigações da suspeita de fraude na aplicação de doses da vacina contra a covid-19, em Bauru, concluiu nesta segunda-feira, 07, o inquérito após ouvir o último depoimento de envolvidos no caso.
O inquérito que apurava o crime de peculato foi aberto em abril depois que uma técnica de enfermagem que atuava na Unidade de Saúde da Família da Vila São Paulo foi demitida após a descoberta de que quatro pessoas da família da profissional foram vacinadas sem estarem nos grupos prioritários.
A delegada Cássia Regina Viranda Canzian informou que remeteu o inquérito para o Ministério Público com conteúdo de todos os depoimentos e as informações das investigações, porém não houve indiciamento da investigada. Segundo a delegada, o MP deve decidir nos próximos se oferece denúncia à Justiça, pede mais investigações ou se arquiva o caso.
Durante as investigações, a técnica de enfermagem foi ouvida e disse que usou as vacinas que sobravam do dia, mas precisavam ser aplicadas na data. Para a polícia, a profissional disse que a orientação era vacinar quem estivesse no posto ou nas redondezas e que diante disso ligou para os familiares irem até a unidade.
"Ela disse que não acreditada estar cometendo algo irregular, já que eram as sobras da vacina. Informou que nos dias da vacinação estava somente ela e os parentes na sala de vacinação", afirma a delegada.
Também foram ouvidos todos os parentes que receberam a dose, a coordenadora da Unidade de Saúde de Vila São Paulo e outras profissionais que trabalhavam nos dias em que houve a vacinação irregular.
A suspeita de irregularidade na vacinação em Bauru foi divulgada no dia 22 de abril, após a técnica de enfermagem ser desligada pela Sorri, responsável pelo atendimento na unidade por meio de um convênio com a prefeitura.
De acordo com as informações levantadas pela Secretaria de Saúde, a funcionária vacinou, sem permissão, o filho dela de 24 anos, o esposo de 44, o cunhado de 35 e a nora de 24 anos.
Para isso, teria utilizado o resto dos imunizantes que havia aplicado nas outras pessoas. De acordo com a Polícia Civil, a nora teria recebido as duas doses da CoronaVac e os outros familiares a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca.
Segundo as testemunhas ouvidas pela polícia, a suspeita de irregularidade foi constatada por causa do sobrenome de quatro pessoas vacinadas na unidade, que seria o mesmo da técnica de enfermagem que foi demitida suspeita de aplicar a dose nos parentes. Além disso, eles aparecem cadastrados como idosos e profissionais da saúde, mas não se encaixam nesse público.
Ainda segundo a delegada, o inquérito policial foi instaurado inicialmente para apurar o crime de peculato, que é quando um funcionário público se apropria ou desvia bens aos quais tem acesso. A pena para o crime de peculato, segundo a Polícia Civil, é de dois a 12 anos de reclusão.

Fonte: TV Tem



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