segunda-feira, 14 de junho de 2021

Chuvas voltam a ser registradas e trazem alívio para lavouras de café

O sinal de alerta nas lavouras de café está ligado há várias semanas. Depois da seca na fase de floração do ano passado, uma nova onda de estiagem vinha sendo registrada e havia o temor de que as plantas do grão pudessem ser ainda mais afetadas pela falta de disponibilidade hídrica no solo. As recentes chuvas verificadas nesta semana foram um alívio para essa situação.
O engenheiro agrônomo Gustavo Guerreiro, um dos maiores especialistas em cultura cafeeira da região, diz que as chuvas que atingiram Garça e região interrompem esse ciclo de preocupação para as lavouras.
"A estiagem, nos meses de abril e maio e parte de junho estava mais prejudicando lavouras novas, em plantação e de primeira produção do que as adultas ou que vão produzir café no ano que vem. Essa chuva agora atrapalha um pouquinho a colheita que está em curso, mas, como costumamos dizer, é preferível a lama do que o pó", fala.
Os níveis de precipitações dos últimos dias variaram entre 30 e 50 milímetros da maio parte das propriedades rurais e, como dito por Gustavo Guerreiro, vai repor as reservas hídricas do solo, principalmente num momento em que as plantas passam a necessitar de um menor volume de água, já que os dias são mais curtos e frios. "Essa chuva só traz benefício para qualquer tipo de cultura agrícola", diz.
O agrônomo lembra que alguns plantios, como o milho de segunda safra, já estavam comprometidos com a estiagem prolongada e, infelizmente, isso se mostra agora como irreversível. Já no café de Garça a cidades circunvizinhas, algumas lavouras tiveram perdas, mas elas são pequenas em relação a outras regiões produtoras do país.
"Como este ano é de safra baixa, estava ocorrendo nas lavouras, que tinham carga pendente, uma passagem direta da fase de verde para seco, ou uma evolução muito rápida da fase de cereja, prejudicando um pouco a qualidade. Com as chuvas, algumas plantas irão reverter um pouco esse processo, principalmente daqueles grãos que ainda não amadureceram", completa Gustavo Guerreiro, que finaliza reafirmando que "a chuva é sempre boa" para culturas como a do café.

Fonte: Agnocafé



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