segunda-feira, 28 de junho de 2021

PF prende pai e filho em Garça por contrabando de cigarros do Paraguai

A Polícia Federal em Marília deflagrou nesta segunda-feira, 28, a Operação Famulus, com o objetivo de desarticular associação criminosa que atuava na revenda de cigarros contrabandeados do Paraguai para os comerciantes de Garça.
As investigações, segundo a PF, se iniciaram após denúncia de que membros de uma mesma família estariam contrabandeando cigarros do Paraguai, e efetuando a revenda aos estabelecimentos da cidade.
Foram expedidos cinco mandados judiciais de busca e apreensão. Durante o cumprimento, a polícia localizou três depósitos de cigarros contrabandeados, sendo presas em flagrante duas pessoas (pai e filho), autuados pelo crime de contrabando e associação criminosa.
O nome Famulus faz alusão à etimologia da palavra “família”, proveniente do latim.

Fonte: Marília Notícia



Fim da novela: após 20 dias, Lázaro Barbosa é morto em Goiás

Após 20 dias de buscas, Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anos, morreu durante confronto policial na manhã desta segunda-feira, 28. A informação foi confirmada pela assessoria da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-G0). De acordo com informações compartilhadas por agentes que participavam da operação, Lázaro estava próximo a um córrego onde houve um confronto. A informação do fim da caçada por Lázaro foi confirmada mais cedo, por volta das 09h30, pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).  
Ele foi atingido e chegou a ser levado para uma viatura do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu. Vídeo que está circulando pelas redes mostra momento em que ele é retirado por policiais de uma viatura da polícia e levado para um veículo do Corpo de Bombeiros.
Durante a madrugada, equipes policiais intensificaram o cerco em uma região de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF, após uma denúncia afirmar que teria visto o investigado em uma casa na região, na noite deste domingo, 27.
A informação foi confirmada por meio de uma publicação no Twitter pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. "Temos a informação das forças de segurança que estão na região de Cocalzinho de que o Lázaro foi preso. Quero cumprimentar a todos aqueles que estão ali há vários dias trocando informações para chegar a esse resultado final, a prisão do Lázaro. Meus cumprimentos a todas as forças de segurança que ali interagiram, trabalharam com determinação para mostrar que a lei está acima de tudo."
Após os crimes cometido por Lázaro, foi criada uma força-tarefa para as buscas com mais de 200 policiais de diferentes batalhões e cães farejadores. Duas pessoas chegaram a ser presas por auxiliar o fugitivo durante a fuga. O caseiro Alain Reis de Santana, de 33 anos, foi liberado em audiência de custódia e o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 74, segue preso.
O rastro de mortes cometidas pelo lavrador Lázaro Barbosa de Souza, de 32 anos, começou com o assassinato de um homem visto como “amigo” dele e do padrasto deste, na madrugada de 17 de abril de 2008, no povoado de Melancia, a 8 quilômetros de Barra do Mendes (BA), onde o acusado nasceu e cresceu. Na época, Lázaro tinha 18 anos, morava em Goiás e estava no local “a passeio”, segundo o mesmo em depoimento. Ele chegou a ficar um tempo preso, mas conseguiu fugir e, até hoje, corre um mandado de prisão pelo crime.
O POPULAR teve acesso à denúncia feita pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e aos depoimentos de testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, além da do próprio Lázaro. Ele confessou ter matado José Carlos Benício de Oliveira e Manoel Desidério Silva, mas disse que o primeiro foi de forma acidental e o segundo por medo de vingança. Para a promotoria, Lázaro matou porque o primeiro defendeu uma moça que estava sendo ameaçada pelo acusado.
Na noite anterior, Lázaro tinha saído com um amigo e passado por bares e uma boate da região, bebendo até por volta de 2h. Ambos estavam em uma moto e o acusado foi deixado em Melancia pelo amigo. Ele então foi até a casa de Adriana Rosa Sales, por quem tinha interesse armado com uma espingarda, de touca e uma capanga carregada de munição. Consta no processo que Lázaro possa ter ido até lá para roubar uma moto, o que ele nega. Assustada, Adriana gritou por socorro e foi acudida por vizinhos. Até então ninguém tinha visto Lázaro, que estava escondido.
Os depoimentos colhidos pela promotoria apontam que Lázaro entrou na casa de José Carlos por volta das 4h pensando que a família deste estava protegendo a jovem e o filho dela de 5 anos. A filha da vítima chegou a dizer que o lavrador poderia levar “DVD, leva a televisão, mas deixa a nossa vida em paz”. Lázaro respondeu que “só queria a Adriana”.
José Carlos, que havia aproveitado que tinha acordado para prender um cachorro no quintal do vizinho, encontrou com Lázaro do lado de fora da casa e perguntou o que estava fazendo ali. Segundo as testemunhas, o rapaz não respondeu nada, apenas efetuando um disparo que atingiu a vítima, fugindo em seguida. A vítima deu “uns quatro passos e caiu”, foi levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Neste interim, Lázaro foi até a casa de Manoel, padrasto de José Carlos, no povoado Melancia II, bateu na porta, foi recebido pelo filho da segunda vítima, Edejalma Desiderio de Novais, e, segundo este, disse: “Eu quero seu pai.” O dia estava amanhecendo já. Manoel aparece nos fundos em direção aos dois, Lázaro pede para o outro se afastar, o padrasto de Carlito chega mais perto da porta e pergunta: “o quê?”. O acusado, segundo Edejalma, responde secamente: “Adeus”, e dispara um único tirou que acerta a vítima no peito. Manoel morreu a caminho do hospital.
Assim como está fazendo agora, Lázaro se escondeu no matagal da região, mas na época não houve a mobilização policial da mesma proporção. Após oito dias escondido, o lavrador resolveu se entregar, indo até a fazenda de um conhecido. Em audiência na Justiça, disse que estava cansado de fugir. Para a polícia, a decisão se deu por falta de recursos no mato.
Tanto Lázaro como as testemunhas dizem que ele mantinha uma relação de amizade com José Carlos. O acusado disse que ia todos os dias à casa do amigo, o que foi confirmado por um dos filhos da vítima. Na audiência, este filho disse que “o pai era amigo demais da conta do acusado”, “que o acusado vivia na casa” deles “para comer, beber e ouvir música”.
Lázaro chegou a ser ouvido pela Justiça pelo duplo homicídio e confessou a autoria. Entretanto, disse que matou o amigo de forma acidental, “no susto”, e o segundo por temer que quisesse se vingar do crime, já que com este tinha uma “rixa antiga”. Por causa desta desavença, o acusado disse que chegou a morar por mais de um ano em Goiás, ainda adolescente, tentou voltar para o povoado, sem sucesso, e estava lá visitando os familiares.
O acusado diz que estava bêbado e tinha ido até a casa de Adriana para “fazer medo para ela”, mas não explicou o motivo. Ainda segundo ele, a jovem começou a gritar e então aparece um vulto atrás dele com um cachorro, quando atirou e só neste momento percebeu que se tratava de Carlito. Fugiu para casa, “pensou no que fez” e que foi conversar com Manoel, mas na casa deste ao vê-lo se aproximar, achou que estava armado e atirou primeiro.
Ele também disse que durante o tempo em que ficou escondido na mata não ameaçou ninguém e ficava entrando nas chácaras para se alimentar sem que ninguém percebesse. Numa das casas, ele trocou a espingarda usada no crime por uma cartucheira e tentou escapar com um carro, mas o mesmo quebrou no caminho, por isso ficou sempre a pé.
A forma como Lázaro se escondeu da polícia em Barra de Mendes é semelhante à atual, porém agora de forma mais violenta, já que tem encontrado famílias nas casas invadidas nos distritos de Eudilândia e Girassol e em Ceilândia, onde foi autor de uma chacina no dia 9 de junho. No processo ao qual O POPULAR teve acesso não fica claro como Lázaro conseguiu fugir após a prisão em Barra do Mendes ou mesmo quando isso ocorreu.
Em abril de 2020, Lázaro teria invadido uma chácara próxima a Santo Antônio do Descoberto (GO) e feito quatro idosos reféns. Ele teria acertado a cabeça de um homem com um machado. A vítima sobreviveu.
Já em maio, o suspeito teria invadido outra chácara, próxima à da família assassinada em Ceilândia. Nela, ele amarrou as vítimas e as ameaçou com revólver e faca, obrigou todos a ficarem nus e as moças da família a cozinharem para ele.

Fonte: Jornal O Popular de Goiânia



Região de Garça pode ter temperatura de até 03º C ao longo desta semana

A região de Garça deve registrar temperatura mínima de 03°C na próxima quarta-feira, 30, de acordo com a previsão do IPMet (Instituto de Pesquisas Meteorológicas) da Unesp (Universidade Estadual Paulista de Bauru).
Nesta segunda-feira,  28, a temperatura pode variar entre 13ºC e 25ºC. O meteorologista Thiago Guerreiro Ferreira explica que, na terça-feira, 29, as temperaturas já começam a cair e chegam à mínima de 09°C e máxima de 18°C, por causa de uma frente fria que se desloca pelo Estado.
Já o frio intenso, a partir de quarta-feira, deve ser resultado da “entrada de uma forte massa de ar frio, ocasionando queda acentuada nas temperaturas em todo o Estado de São Paulo”.
A partir de quinta-feira, 01, as mínimas começam a subir gradativamente de 05°C para 11ºC no fim de semana. Já as máximas vão de 18°C na terça-feira, 29, para 27°C no sábado, 03.
Em algumas regiões do Estado deve haver chuva nos próximos dias, mas a previsão é de que a região não tenha precipitações, mas pode haver a ampliação de ocorrência de neblina.

Redação do Garca.Jor



Etecs de Garça: curso de Enfermagem continua a ter maior demanda de candidatos

Novamente o curso de Enfermagem é o mais procurado das escolas técnicas existentes em Garça. Ministrado pela Etec "Monsenhor Antônio Magliano", tal curso teve 302 inscrições para seu vestibulinho de segundo semestre, tendo uma demanda de 7,55 candidatados por vaga, já que o curso, oferecido no período noturno, tem 40 vagas em aberto.
Ainda no Magliano, o curso de Eletrônica (40 vagas noturnas) teve 123 inscritos, como 3,08 candidatos por vaga. Na mesma instituição, os demais cursos, todos noturnos e com 40 vagas em aberto, tiveram as seguintes inscrições: Administração, 68 inscritos, com 1,79 candidato/vaga; Informática Nova Matriz, 71 inscritos, 1,78 candidato/vaga; Mecânica, 78 inscritos, 195 candidato/vaga e Segurança no Trabalho, 63 inscritos, 1,58 candidato/vaga.
Na escola técnica "Deputado Paulo Ornellas de Carvalho", para o curso de Agronegócio, oferecido no período noturno, com 35 vagas, o número de inscritos foi de 54, com uma média de 1,54 candidato por vaga.
No âmbito global do Estado, os cursos técnicos da área de saúde ficaram entre os mais concorridos no vestibulinho das Escolas. Enfermagem, por exemplo, lidera em oito unidades do Centro Paula Souza em diferentes regiões do Estado, incluindo Garça, Suzana e várias unidades na capital do Estado.
Para o coordenador do Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza, Almério Melquíades Araújo, o processo seletivo para o próximo semestre aponta duas tendências: a consolidação da procura pela formação técnica na área de saúde e o aumento do interesse pelos cursos on-line. 
"Enfermagem e Farmácia que sempre registram uma demanda alta mantêm o interesse dos candidatos nesse período de pandemia. Sobre a evolução da modalidade on-line, as inscrições passaram de 15.510 no processo seletivo do segundo semestre de 2020 para 17.111 inscritos no vestibulinho do mesmo período deste ano", disse.
A seleção dos candidatos se dará por meio de análise do histórico escolar, sem a realização de prova presencial ou on-line. Serão avaliadas as notas de Português e Matemática do primeiro ano do Ensino Médio ou do primeiro termo do Ensino Médio na modalidade EJA, concluídos até 31 de dezembro de 2020. 
O novo critério de seleção foi adotado visando atender ao distanciamento social, para prevenir a transmissão do coronavírus, e respeitando as orientações recomendadas pelo governo do Estado de São Paulo e autoridades sanitárias.

Fatec — A Fatec Garça também revelou a relação de inscritos para seu vestibular de segundo semestre. O curso que teve maior demanda foi o de Gestão Empresarial no formato ensino à distância, que contou com 121 inscrições para 40 vagas, com média de 3,03. O segundo curso mais concorrido foi o de Análise e Desenvolvimento de Sistemas para o período noturno, que teve 103 inscritos para 40 vagas, com 2,55 candidatos por vaga.
Completam a lista da faculdade pública garcense, o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistema para o período da manhã, com 103 inscritos para 40 vagas, com média de 2,55 candidatos/vaga. Para Gestão Empresarial presencial noturna, foram abertas 89 inscritos para concorrer a 40 vagas, com média de 2,23. O mesmo curso, mas no período da manhã, teve 62 inscritos (média de 1,55 pleiteantes por uma cadeira na instituição).
Já o curso de Manufatura Avançada, que teve 40 vagas em aberto, teve 60 inscritos, com média de 1,50 candidato. Ao passo que o curso de Mecatrônica Industrial teve 76 pleiteantes. O curso, oferecido no período noturno, tem 40 vagas em aberto, com média de 1,90 vestibulando por volta.
Para o coordenador do Ensino Superior de Graduação, Rafael Ferreira Alves, a demanda elevada pelos cursos das Fatecs é consequência da permanente evolução da educação profissional do Centro Paula Souza 
"O foco na elaboração de currículos que espelhem as necessidades do setor produtivo, a proximidade com o mercado de trabalho e as constantes inovações nos modelos educacionais são os diferenciais dos nossos cursos", sustentou.      
Assim como ocorre com as Etecs, a seleção dos candidatos para serem admitidos na Fatec será feita exclusivamente pela análise do histórico escolar do ensino médio, sendo avaliadas as notas de Matemática e Português do segundo ano.

Fonte: Jornal Debate



Novo decreto sobre covid-19 já está em vigor em Garça

Com a chegada de insumos na rede de saúde e a ampliação de sete para 16 o número de leitos de enfermaria exclusivos para pacientes com covid-19, a Prefeitura de Garça publicou um novo decreto, na última sexta-feira, 25, aumentando o horário de atendimento de algumas atividades econômicas. As medidas entraram em vigor nesta segunda-feira, 28, e se estenderão até 11 de julho, podendo ser alteradas, revisadas ou prorrogadas a critério da municipalidade.
O decreto não justifica e nem incentiva aglomerações e o não cumprimento do distanciamento social como medidas eficazes na contenção da evolução da pandemia e preservação dos serviços de saúde. Nesse sentido, a fiscalização continuará mais intensificada, com os fiscais da Prefeitura e policiais. As multas são aplicadas para pessoa física e jurídica.
A suspensão provisória de circulação, tanto de pessoas, quanto de transporte, em espaços e vias públicas, retornou para o período das 21 às 05 horas, diariamente, liberado somente para cuidados de saúde, manutenção de serviços essenciais, transporte de produtos e insumos agrícolas e entrega de produtos essenciais e relacionados à alimentação (delivery). As atividades relacionadas aos serviços de saúde, distribuição e venda de medicamentos, indústrias em geral, táxi, moto-táxi, transporte por aplicativo, hotéis, pensões e similares também poderão funcionar após as 21 horas.
Está mantido o atendimento ao público de forma presencial em estabelecimentos que tenham por objeto atividades essenciais, porém, até as 21 horas e restringindo em 40% a capacidade de lotação presencial do estabelecimento.
Continua obrigatório e sujeito a multa de R$ 365,00, em quem for flagrado, o uso de máscara de proteção facial nos espaços de acesso aberto ao público, incluídos os bens de uso comum da população, bem como no interior de qualquer estabelecimento.
Também está mantida a proibição de aglomerações de pessoas e o consumo de bebidas alcoólicas em passeios e espaços públicos do município, em especial praças, rotatórias, Lago Artificial "J. K. Willians", Bosque Municipal e Parque Jayme Miranda, independentemente do horário.
As atividades não essenciais, além de todos os protocolos de biossegurança, deverão funcionar da seguinte forma e por até oito horas diárias: galerias e similares, lojas de comércio varejista e atacadista e prestadores de serviços, das 09 às 17 horas; restaurantes, lanchonetes e similares, para o almoço, das 11 às 15 horas, e para o jantar, das 17 às 21 horas, sendo vedados eventos musicais e a utilização do passeio público para colocação de mesas e cadeiras; bares, das 05 às 13 horas ou das 13 às 21 horas, sendo vedados eventos musicais e a utilização do passeio público para colocação de mesas e cadeiras; sorveterias, das 12 às 20 horas; salões de beleza e barbearias, das 11 às 19 horas; academias, das 06 às 10 e das 17 às 21 horas.
Continua suspenso o funcionamento e as atividades relacionadas a casas de eventos e afins, áreas comuns, playground, salões de festas, campos de futebol, edículas, piscinas em condomínios e atividades dedicadas à realização de festas, eventos ou recepções, bem como clubes e associações.
As atividades religiosas poderão ocorrer de forma presencial, limitadas a 40% da capacidade dos templos, de terça-feira a sábado, uma celebração religiosa por dia, entre 19 e 21 horas e aos domingos, até quatro celebrações religiosas, das 07 às 08h30, das 09h30 às 11, das 17 às 18h30 e das 19 às 20h30.



Incêndio de grandes proporções atinge estação de metrô em Londres

Um incêndio atingiu a estação de metrô Elephant & Castle em Londres na manhã desta segunda-feira, 28. Uma enorme quantidade de fumaça saía do local. Cerca de 70 bombeiros tentam apagar as chamas, de acordo com a BBC.
Ainda não há informações de vítimas nem sobre como o incêndio começou. Os moradores foram alertados para manter as portas e janelas fechadas e todos os trens foram impedidos de circular pela área. Em imagens compartilhadas nas redes sociais é possível ver uma bola de fogo explodindo na entrada da estação.

Fonte: BBC



Primeiro-ministro sueco renuncia após derrota em moção de censura no Parlamento

O primeiro ministro da Suécia, Stefan Löfven, apresentou sua renúncia hoje, uma semana depois de ter sido derrotado em uma moção de censura, e deixou para o presidente do Parlamento a missão de tentar encontrar um novo chefe de Governo.
O líder social-democrata, que tinha até hoje para anunciar a decisão, descartou a opção alternativa de convocar eleições antecipadas.
"A um ano das eleições previstas, levando-se em consideração a situação excepcional em que o país se encontra, com uma pandemia e os desafios que isto representaria, eleição antecipada não é o melhor para a Suécia", declarou Löfven em uma entrevista coletiva.
"Por isto, solicitei ao presidente da Câmara para ser destituído de minhas funções de primeiro-ministro", completou.
Löfven, que se tornou o primeiro chefe de Governo da Suécia derrotado em uma moção de censura, afirmou, no entanto, que está disposto a retornar ao cargo após negociações parlamentares.
Na prática, seu governo se limita atualmente a administrar as questões pendentes.
Este ex-soldador e líder sindical de 63 anos, levou a esquerda sueca de volta ao poder em 2014 e conseguiu se manter no poder ao aproximar seu partido da centro direita nas eleições de 2018. Esse movimento acarretou a perda de apoio do Partido da Esquerda.
A moção de censura foi apresentada pelo Partido Democratas da Suécia, de extrema direita, depois que o Partido da Esquerda anunciou que poderia apresentá-la em protesto contra um plano para reduzir o controle do valor dos aluguéis.
O conservador Partido Moderado e os Democratas-Cristãos apoiaram a moção, aprovada por 181 votos, do total de 349.
Depois de 11 moções de censura na história política moderna da Suécia, Lofven estabeleceu um precedente, embora tenha mostrado capacidade de sobreviver a várias crises políticas.
Até agora, Lofven não conseguiu aplacar o Partido da Esquerda, com 27 cadeiras, que rejeita a proposta de "mercados de aluguel". Neste plano, os proprietários de apartamentos poderiam fixar livremente os preços dos aluguéis, algo que a esquerda considera como uma ameaça aos direitos dos inquilinos.
O processo de negociação que se abre nesta segunda-feira pode ser lento.
O presidente do Parlamento, Andreas Norlen, tem de consultar cada partido antes de propor um novo chefe de governo.
Isso poderia abrir as portas para que o líder do Partido Moderado, Ulf Kristersson, assuma o cargo, afirma Patrik Kronqvist, colunista do jornal Expressen.
Para ser escolhido, o líder parlamentar precisa contar com o apoio de 175 legisladores. A atual composição do Parlamento não ajuda, porém, a se chegar facilmente a uma maioria.
Caso o objetivo não seja alcançado, será necessário voltar a considerar a possibilidade de realizar eleições antecipadas. Seria a primeira vez no país desde 1958.
De acordo com uma pesquisa do instituto Ipsos divulgada na semana passada, direita e extrema direita alcançariam uma leve maioria parlamentar em uma eleição geral.

Fonte: AFP



Pirajuí: mulher toma outra vacina e alega que fez isso para entrar na Europa

Uma mulher de 74 anos, que havia completado o ciclo vacinal contra a covid-19 com duas doses da CoronaVac, procurou uma unidade de saúde em Pirajuí alegando que ainda não havia sido imunizada, e recebeu dose da AstraZeneca. Quando o fato foi descoberto e ela foi contatada pela equipe de saúde, alegou que quis tomar o imunizante do laboratório britânico porque iria viajar para a Europa e, lá, a vacina produzida pelo Instituto Butantan ainda não estaria sendo aceita. O caso, investigado pela Polícia Civil, também foi remetido ao Ministério Público.
O fato ocorreu no final de maio, mas se tornou público somente no final de semana. A investigada, que não terá o nome divulgado em razão de o caso estar sob apuração, foi até a unidade de saúde no dia 20 e disse que ainda não tinha tomado vacina contra a covid-19 por medo. Ela foi agendada para a manhã do dia seguinte, quando recebeu a dose da AstraZeneca.
À tarde, quando a funcionária que aplicou a vacina foi lançar os dados no sistema, descobriu que a mulher já havia tomado as duas doses da CoronaVac. A profissional fez contato com ela, por telefone, e a paciente confirmou que estava com ciclo vacinal completo, justificando que quis tomar a dose da AstraZeneca porque iria viajar para a Europa e, lá, essa vacina é aceita. A funcionária registrou boletim de ocorrência de preservação de direito e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a conduta da mulher que tomou a vacina, que pode responder, em tese, por estelionato. Além de solicitar à prefeitura informações sobre a vacina, processo de conferência de dados e valores gastos com aquisição, transporte, armazenamento e aplicação da dose do imunizante, o delegado César Ricardo do Nascimento informou que irá ouvir os envolvidos.
Em nota, a diretora de comunicação e imprensa de Pirajuí, Denise Guimarães de Oliveira, confirmou os fatos e explicou que, por se tratar de pessoa idônea que, inclusive, trabalhou por anos na saúde, a equipe confiou em sua palavra e não consultou os dados antes da vacinação.
"A paciente mentiu sobre não ter tomado vacina anterior e alegou que um médico a orientou a fazer isso", diz.
Por orientação do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da Secretaria de Estado da Saúde, segundo a diretora, foi feito um comunicado de erro e recolhido o comprovante de vacinação na casa da paciente para a comprovação de que ela agiu de má-fé.
A pasta aguarda orientações da GVE para saber se a mulher terá de tomar a segunda dose da vacina da AstraZeneca.
O fato, de acordo com Oliveira, também resultou em mudanças no protocolo de vacinação.
"Hoje, os dados de todos que tomam a vacina são consultados nos equipamentos novos que chegaram (tablets), justamente para que não ocorra mais esse tipo de conduta", explica. Os equipamentos foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde com objetivo de conter fraudes.

Fonte: Jornal da Saúde de Bauru



Surto de covid-19 atinge 37 dos 45 internos do asilo de Osvaldo Cruz com uma morte

Um surto de covid-19 atingiu 37 dos 45 idosos que moram no Lar São Vicente de Paulo de Osvaldo Cruz. A notícia foi informada pela diretoria da instituição por meio de nota. Uma interna faleceu por complicações decorrentes da pandemia nesse surto.
Apesar de todos os internos e colaboradores terem sido vacinados duas vezes contra a doença, quase todos os abrigados foram contaminados. Apenas oito deles testaram negativo para a covid-19. Uma idosa faleceu no dia 25 de junho em decorrência de complicações trazidas pela covid-19.
Conforme a nota, os idosos que estão contaminados foram isolados dos demais e recebem assistência na própria instituição. 
Essa é a segunda vez este ano que um surto de covid-19 atinge a população do asilo de Osvaldo Cruz. No começo do ano, seis internos foram contaminados.
A Prefeitura presta acompanhamento no caso através das secretarias de Saúde e Assistência Social e o Ministério Público Estadual acompanha a situação.

LEIA NA ÍNTEGRA A NOTA

"Nota à Imprensa
O Lar São Vicente de Paulo de Osvaldo Cruz informa que, infelizmente, dos 45 internos da instituição, 37 testaram positivos para covid-19.
Após testes realizados em todos os assistidos, oito tiveram exames negativos para a doença.
Os idosos que apresentaram resultados positivos foram isolados no próprio Lar.
Importante salientar que todos os internos do Lar São Vicente de Paulo bem como os seus funcionários já foram vacinados com duas doses de imunizante contra a covid-19.
Já os idosos que tiveram resultados negativos também foram isolados, obedecidos os protocolos de segurança e saúde preconizados.
A Prefeitura de Osvaldo Cruz, através das secretarias de Assistência Social e Saúde prestou todos os serviços de orientação e cuidado aos idosos e ainda aos colaboradores do Lar São Vicente de Paulo através de equipes médica e de atenção social.
O município ainda faz acompanhamento e orientação das medidas de prevenção e enfrentamento ao surto.
Infelizmente, entre os internos, uma senhora faleceu devido ao surto ontem (25/06). Esta senhora tinha saúde debilitada e comorbidades.
Todas as providências que podiam ser tomadas foram feitas e a situação segue com acompanhamento devido.
Autoridades do Município e do Ministério Público atual em conjunto no enfrentamento da questão.
É a nota.

Osvaldo, 26 de Junho de 2021.

Diretoria do Lar São Vicente de Paulo
Osvaldo Cruz-SP"

Fonte: OCNet



quinta-feira, 24 de junho de 2021

Bracell abre unidade na região e vai ofertar cerca de cem postos de emprego

A Bracell, empresa de celulose com atuação no interior de São Paulo e integrante do Grupo RGE com sede em Cingapura, terá um módulo de produção em Marília e deve abrir em torno de cem vagas de emprego.
A produção na cidade deve abastecer a nova fábrica do grupo em Lençóis Paulista. A Bracell projeta ser líder mundial na produção de celulose solúvel com até 6.650 empregos diretos e terceirizados em todas as unidades.
As vagas em Marília devem ser abertas na divisão florestal. As funções são para Operação de máquinas agrícolas de grande porte, que vão atuar nas áreas de colheita e carregamento de madeira. Os equipamentos são modernos e com tecnologia de ponta, que garante toda segurança e conforto para o trabalho, que pode ser realizado por homens ou mulheres.
Para participar do processo seletivo é importante que o profissional tenha a partir do Ensino Fundamental completo, habilitação nas categorias B, C, D ou E (CNH), além de disponibilidade para trabalhar em regime de turno.
A instalação da empresa foi anunciada pela Prefeitura de Marília nesta quinta. Na quarta-feira o prefeito Daniel Alonso recebeu representantes da Bracell.
“É uma grande notícia para a nossa cidade, que estará recebendo a Bracell nos próximos dias. Em tempo de pandemia, temos que comemorar a vinda de uma empresa que em breve se tornará a maior do mundo na produção de celulose solúvel. Além disso, irá gerar cerca de cem empregos diretos, além de outros 50 indiretos. Agradecemos toda a diretoria da Bracell pela confiança em Marília e desejo muito sucesso a eles que estarão se instalando em nossa cidade.”
Participaram do encontro o gerente de Recursos Humanos da empresa, Gustavo Redondo; e a responsável pelo recrutamento de seleção, Ana Camila Silva, e o secretário municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Nelson Mora.
A Bracell realiza um programa de qualificação e capacitação para os profissionais que não têm experiência, mas que desejam atuar com máquinas agrícolas e iniciar uma nova carreira.
Para e candidatar as vagas você pode entregar seu currículo no Procon (ao lado do Ganha Tempo), a partir do dia 28 de junho (segunda-feira), das 8h30 às 13h30; ou acessar o site da Bracell, no menu Pessoas e Carreiras https://www.bracell.com/carreiras/; ou ainda enviar o currículo pelo WhatsApp (14) 99628-9465.
O gerente sênior de RH da Bracell, Carlos Gasparetto, afirma que a intenção é dar prioridade para os candidatos que já residem na região.

Fonte: Giro Marília




TRE: condenação de prefeito de Duartina é mantida

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) negou provimento ao recurso do prefeito de Duartina, Juninho Aderaldo (Progressistas), e manteve sentença de primeira instância que o condenou pela veiculação de publicidade institucional na página da Secretaria da Saúde no Facebook, durante os três meses que antecederam as eleições.
De acordo com o TRE, a conduta imputada ao chefe do Executivo é vedada pelo artigo 73, parágrafo VI, inciso "b", da Lei 9.504/97 (Lei das Eleições). A multa aplicada foi de 5 mil Unidades Fiscais de Referência (Ufirs), o equivalente a R$ 5.320,50, e cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Em nota, o prefeito alega que o acórdão não foi disponibilizado. "Somente após publicação, nossa advogada analisará se é cabível recurso. Desde já, pontuo que sempre trabalhamos com zelo pela administração pública e que as publicações foram realizadas nos termos que permitiu a Emenda Constitucional 107/2020, § 3º, inciso VIII", declarou.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

J

Assassino de mãe e filho por briga de água e energia em Assis é condenado

O dia 09 de julho de 2011 foi marcado de uma tragédia por motivo fútil, em que, por causa de divisão de contas de água e energia, de pessoas que moravam no mesmo quintal, Sidnei Gomes de Melo, um dos habitantes do local, matou a tiros de arma de fogo mãe e filho, porque julgava injusta a divisão dos valores.
O crime aconteceu na rua Cabral, 122, em Assos, quando foram mortos a tiros Benedita Sonia Maria e seu filho Anderson Rosa Alves. O companheiro de Benedita, que estava no local, não conseguiu evitar a tragédia, assim como preferiu chamar o socorro a ir atrás do assassino que foi preso posteriormente.
À época foi declarada prova da materialidade do crime e de indícios suficientes de sua autoria, e testemunhas ouvidas chegaram a relatar que houve luta corporal entre Anderson e o assassino, no sentido de evitar que ambos fossem baleados. Eles morreram no local e exame necroscópico teve laudo compatível com arma de fogo.
Onze anos depois, Sidnei Gomes de Melo, que já se encontrava preso, foi submetido a júri, visto que respondia a processo pelo gravíssimo crime de homicídio qualificado e delito hediondo.
Ele, que já trazia em sua bagagem maus antecedentes por lesão corporal, foi condenado por decisão do júri, a sete anos de reclusão pela morte de Anderson, porém, com confissão do autor, a pena passou a ser de seis anos. O mesmo se deu pelo homicídio de Benedita.
As penas são cumulativas pelos dois crimes totalizando 12 anos de reclusão em regime fechado. Não cabe a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, bem como a suspensão de seu cumprimento, tendo em vista a quantidade da pena, bem como os maus antecedentes.
O advogado de defesa Carlos Henrique Pinheiro foi procurado para se manifestar sobre a sentença, não retornou até o fechamento da matéria.

Fonte: AssisCity



Homem de 59 anos morador de Marília está desaparecido desde segunda-feira

O aposentado Nelson Alberto de Souza, de 59 anos, morador na rua João Batista Rafael, bairro Palmital, em Marília, está desaparecido desde a manhã da segunda-feira, 14.
Segundo a filha do aposentado, Geovana Samara Rodrigues de Souza, o pai saiu da residência bem cedo e avisou para alguns vizinhos que iria dar uma caminhada e não retornou mais.
"Estamos desesperados, pois o meu pai às vezes tem perda de memória, mas já procuramos em hospitais, igrejas e lugares próximos a nossa casa. Até agora não tivemos nenhuma notícia", disse Geovana
Ao sair de casa, Nelson estava trajando: calça jeans, camiseta polo listrada de preto e azul, tênis escuro e moleton marrom. A família fez o Boletim de Ocorrência e a polícia investiga o caso.
Quem tiver informação entrar em contato com o fone 190 ou com Geovana, pelo telefone 99801 1357.

Fonte: Visão Notícias



Mulher é presa por maus-tratos a cachorra em Garça

A dona de casa Solange Aparecida dos Santos, de 40 anos, foi presa por maus-tratos a animais na última quarta-feira, 23, em Garça.
A ONG Spaddes, de Marília, recebeu uma denúncia anônima sobre uma cachorra em situação de maus-tratos na cidade.
Segundo o diretor da entidade, Gabriel Fernando, a entidade não costuma atender outras cidades, mas diante da situação, viu que o animal precisava ser socorrido imediatamente. “Aconselho as pessoas a procurarem sempre uma ONG da própria cidade para fazer a denúncia”, orientou.
No endereço, os voluntários encontraram a cadela em um terreno baldio. O animal estava abandonado, muito debilitado, magro, não conseguia se levantar, tinha muita secreção ocular e nasal, chiados nos pulmões, e tremia demais.
A Polícia Militar foi acionada para apoiar a ocorrência. A tutora do animal reside a duas casas do terreno em que a cachorra estava e foi localizada no imóvel.
Consta ainda que a dona da cachorra não teria procurado nenhuma ajuda veterinária, o que caracteriza negligência e abandono.
Solange foi presa e encaminhada até a delegacia de Garça, onde permaneceu à disposição da Justiça.
De acordo com a ONG, o animal corre risco de morte, pois o quadro é considerado de extrema gravidade. A cachorra ficou sob cuidados veterinários.

Fonte: Marília Notícia



quarta-feira, 23 de junho de 2021

Associação Comercial de Marília apoia novo formato de Zona Azul

A diretoria da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marília) recebe com expectativa positiva o novo conceito de disciplina do uso das vagas de estacionamento nos principais corredores comerciais da cidade. De acordo com o presidente da entidade, Adriano Luiz Martins, comerciantes, comerciários e consumidores são unanimes na necessidade de haver uma melhor rotatividade no uso das vagas existentes. 
“A proposta é boa, moderna e necessária para melhorarmos o fluxo de pessoas entre as lojas”, disse o dirigente mariliense que esteve reunido na sede da associação comercial com representantes da empresa Rizzo Parking, que será a responsável pela administração da chamada “Zona Azul”, a partir do dia 15 de Julho, com o início da campanha de orientação, e a partir do dia 15 de Agosto o funcionamento com a cobrança de tarifa pelo uso.
No encontro realizado entre representantes da associação comercial e a empresa que venceu a concorrência pública para a implantação do sistema rotativo de estacionamento em Marília nos próximos 15 anos, foi explicado detalhes de como serão os procedimentos, afinal, para estacionar nos principais corredores comerciais da cidade será cobrada a tarifa de R$ 2,00 a hora, através de sistema totalmente digitalizado por aplicativo.
“O prazo máximo de pagamento é de 48 horas, e a fiscalização e a cobrança de multas ficará a cargo da Emdurb”, disse Thiago Balbino, diretor de operações da Rizzo Parking. “Haverá cobrança proporcional ao tempo utilizado”, acrescentou ao informar que aproximadamente 50 operadores da empresa estarão nas ruas do centro comercial, a partir do dia 5 de Julho, para orientar a população sobre o uso do aplicativo.
São mais de três mil vagas que serão administradas, sempre das 8 as 18 horas durante a semana, e aos sábados das 8 as 13 horas. “A partir do dia 15 de Agosto haverá um prazo de 30 dias, ou seja, até 30 de setembro, sem penalidades aos usuários, que receberão todas as orientações sobre o funcionamento do sistema”, disse Adriano Luiz Martins ao colocar a entidade como parceira neste processo de orientação, principalmente aos comerciantes e comerciários. 
“Desde 2017 estamos sem uma disciplina na Zona Azul o que nos anima com este novo sistema”, falou o vice-presidente da associação comercial, Carlos Francisco Bitencourt Jorge, que também está entusiasmado com a perspectiva de uma maior rotatividade no uso das vagas e a presença de mais consumidores entre as lojas da cidade, nos principais corredores comerciais no centro e nos bairros de Marília. “É importante dizer que haverá um tempo de tolerância de 15 minutos para aquelas casos mais rápidos”, falou.
Outro detalhe comentado no encontro realizado na sede da associação comercial foi quanto a isenção do pagamento de tarifa para os estacionamentos de motos, e para deficientes físicos e idosos, que terão 5% das vagas destinados para os idosos e 2% para os deficientes, devidamente sinalizados, com no máximo duas horas de ocupação da vaga. 
“Um trânsito organizado proporciona ao consumidor, principalmente, mais segurança”, disse Roberto Rizzo, diretor da empresa que se fixa na cidade. “Nossa empresa não realiza a multa”, apontou Thiago Balbino. “Nós coletamos os dados e encaminhamos ao órgão de trânsito no município, no caso a Emdurb, que dá prosseguimento aos procedimentos de cobrança”, explicou ao contar com o apoio da associação comercial no sentido de orientar os comerciantes sobre o novo sistema de rotatividade da Zona Azul.

Redação do Garca.Jor



Próximo da cadeia, Ricardo Salles pede demissão de governo Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro exonerou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A exoneração foi publicada nesta quarta-feira, 23, em edição extra do "Diário Oficial da União" e informa que a exoneração foi a pedido de Salles.
No mesmo decreto, Bolsonaro nomeou Joaquim Alvaro Pereira Leite como novo ministro do Meio Ambiente. Até então, Leite ocupava o cargo de secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do Ministério.
Antes de integrar o governo, o novo ministro do Meio Ambiente foi conselheiro da Sociedade Rural Brasileira (SRB), uma das organizações que representam o setor agropecuário no país.
Na terça, 22, ao participar de uma cerimônia no Palácio do Planalto, na qual o governo anunciou o Plano Safra 2021-2022, Bolsonaro elogiou Salles.
"Prezado Ricardo Salles, você faz parte da história. O casamento da Agricultura com o Meio Ambiente foi um casamento quase que perfeito. Parabéns, Ricardo Salles. Não é fácil ocupar seu ministério. Por vezes, a herança fica apenas uma penca de processos", declarou Bolsonaro.
A gestão de Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente foi marcada por inúmeras polêmicas..
Uma das polêmicas de Salles envolve a reunião ministerial de 22 de abril de 2020, no Palácio do Planalto. Na reunião, Ricardo Salles sugeriu a Bolsonaro que o governo aproveitasse que a atenção da imprensa estava voltada para a pandemia da Covid-19 para "ir passando a boiada" na área ambiental, alterando regras.
Além disso, Ricardo Salles é alvo de inquérito, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), por supostamente ter atrapalhado investigações sobre a maior apreensão de madeira da história.
A suspeita foi apresentada pela Polícia Federal. Ao Supremo, a PF disse haver "fortes indícios" de que Ricardo Salles participa de um esquema de contrabando ilegal. Salles nega ter cometido irregularidades.
No Ministério do Meio Ambiente, Salles também entrou em atrito com o Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) quando o órgão divulgou dados de desmatamento.
Em manifestação no Palácio do Planalto após o pedido de demissão, Salles relacionou medidas que adotou à frente da pasta e reclamou das críticas.
"Experimentei ao longo destes dois anos e meio muitas contestações, tentativas de dar a essas medidas caráter de desrespeito à legislação, o que não é verdade", declarou.
Segundo ele, a sociedade espera "respeito" ao setor produtivo e à iniciativa privada. Salles destacou a necessidade de o Brasil ampliar as obras de infraestrutura e "continuar sendo o grande líder do agronegócio".
O ex-ministro defendeu uma transição "serena". "Para que se faça da maneira mais serena possível, apresentei meu pedido de exoneração", disse.
Desde que Bolsonaro assumiu o governo e nomeou Salles no cargo de ministro do Meio Ambiente, o Brasil tem sido cobrado internacionalmente a adotar medidas de proteção do meio ambiente.
A cobrança já partiu de países como Estados Unidos, Alemanha e Noruega (clique no nome do país para relembrar a cobrança).
Ainda no período eleitoral, Bolsonaro dizia que não nomearia no cargo de ministro do Meio Ambiente algum "xiita ambiental". Também na campanha, Bolsonaro disse que se eleito iria tirar o Brasil do Acordo de Paris, mas, depois, afirmou que não iria retirar.

Fonte: G1



Criador do antivírus Mcfee é encontrado morto em prisão espanhola

O criador do antivírus informático John McAfee, 75, foi encontrado morto nesta quarta-feira (23) em sua cela em uma prisão, horas após a Justiça espanhola aprovar sua extradição para seu país de origem, os Estados Unidos.
"Foi encontrado morto em sua cela, aparentemente por suicídio", informou a porta-voz do sistema penitenciário na Catalunha (nordeste), sem dar detalhes.
McAfee, um empresário que nos últimos anos se dedicou ao comércio de criptomoedas, foi preso em outubro de 2020 no aeroporto de Barcelona. Ele estava acompanhado de outras duas pessoas aguardando para embarcar para Istambul, na Turquia. Ele apresentou seu passaporte britânico e foi identificado a partir de um filtro de saídas internacionais.
Uma vez consultadas as bases policiais, sobre sua identidade dele, os agentes que realizaram a abordagem verificaram que havia um mandado de busca e prisão da Interpol, que exigia extradição imediata para os Estados Unidos, por causa da investigação do crime de fraude.
O Tribunal Nacional autorizou a extradição, mas a decisão ainda poderia ser apelada e deveria ser aprovada em última instância pelo governo espanhol. Se ele fosse entregue e julgado nos EUA, enfrentaria uma pena de até 30 anos de prisão.
Em março deste ano, ele foi indiciado pela Justiça dos EUA, em outro caso, por supostamente usar informações privilegiadas e lucrar com elas na venda de criptomoedas.
As autoridades norte-americanas solicitaram a extradição alegando que ele ganhou mais de US$ 10 milhões entre 2014 e 2018 graças à atividade com criptomoedas, serviços de consultoria, conferências e venda de direitos para fazer um documentário sobre sua vida.
No entanto, "ele não apresentou declarações fiscais em nenhum desses anos e não pagou nenhuma de suas obrigações fiscais", de acordo com a ordem do Tribunal Nacional, um tribunal superior com sede em Madri.
"Para ocultar sua renda e bens", o réu "ordenou o pagamento de parte de sua renda a terceiros e colocou propriedades no nome deles", acrescenta o despacho, citando os argumentos da administração fiscal norte-americana, que estima a dívida do empresário em US$ 4,2 milhões antes de multas e juros.
McAfee fez fortuna na década de 1980 com seu antivírus, que ainda leva seu nome. Em 2010, ele vendeu a companhia para a Intel por US$ 7,6 bilhões. Com a aquisição, a companhia ganhou um novo nome: Intel Security.
Nos últimos anos, se tornou um guru no mundo das criptomoedas e chegou a afirmar que ganhava US$ 2.000 por dia com elas —sua conta no Twitter tem mais de um milhão de seguidores.
Em um tweet postado em sua conta em 16 de junho, McAfee escreveu que as autoridades dos EUA acreditam que ele tenha "criptomoedas ocultas".
"Eu gostaria de tê-las", mas "meus bens restantes foram todos confiscados. Meus amigos evaporaram por medo de serem associados a mim. Não tenho nada. E não tenho arrependimentos".
Mesmo longe das atividades da sua companhia de antivírus, McAfee sempre figurava no noticiário por polêmicas. Uma das principais ocorreu em 2012 quando ele foi considerado fugitivo pelas autoridades de Belize por estar envolvido no assassinato do seu vizinho, que era um cidadão dos Estados Unidos.
O crime não foi solucionado e, quando a polícia foi ao local para investigar, encontrou-o morando com uma garota de 17 anos e com um grande número de armas em casa. Na época, ele se disfarçou e fugiu do país da América Central. A família do falecido entrou com um processo por homicídio culposo e, no ano passado, um tribunal da Flórida ordenou que McAfee pagasse mais de US$ 25 milhões de indenização.
O documentário "Gringo: A Perigosa Vida de John McAfee" dá detalhes da vida excêntrica que ele levava em Belize.
Em 2016, ele resolveu se candidatar à presidência dos EUA pelo Partido Libertário, mas seus planos não foram adiante.

Fonte: UOL



Cerejeiras Festival tenta continuar sendo lembrada no ambiente on-line

O Cerejeiras Festival (antiga Festa da Cerejeira) sempre se caracterizou pelo grande volume de público. Milhares de pessoas de Garça, região e até de outros Estados marcavam presença nesse evento que foi "ceifado" pela pandemia e que não foi realizado em 2020 e 2021. Numa tentativa de fazer sobreviver a ação, como numa colocação de um by-pass, os organizadores tentam fazer com que o evento seja realizado de forma on-line. Tudo bem, mas a frieza de uma tela jamais vai substituir o caminhar pelo Lago e sentir a energia do evento que por anos foi o que mais chamou a atenção para a cidade de Garça.
No dia 10 de julho, a partir das 19 horas, será iniciado o Cerejeiras Festival.
Em uma coletiva de imprensa na ´´ultima quarta-feira, 23, a Prefeitura de Garça indicou que o evento irá buscar oferecer atrações características da tradicional festa garcense, mas, dessa feita, por meio online. . As atrações dessa ação virtual serão: Vivi Aoki, Banda Phoma, Dança Japonesa – Nikkey Clube de Garça, Banda Ferrorama, Grupo Resenha, Lucas & Luana, Banda Alquimia, Matheus Branco, Ministério Soldados, Rodrigo & Alexandre, Sala 23, Mina,Taikô e Tozetti.
O evento também irá ajudar nas ações desenvolvidas pelo Fundo Social de Garça. Durante as lives, no canto da tele, haverá um QR Code para doações à instituição. Outra importante ação social do Cerejeiras Festival on-line foi envolver as entidades assistenciais para comercializarem produtos a serem consumidos pelo público em suas casas. Participam a Patrulha Juvenil de Garça, Afai, Rotary Aliança,  Associação Cultural e Esportiva Nikkey de Garça, Hpospedaria Franciscana, Rotary Clube Garça Azul, Lar dos Velhos Frederico Ozanam e Casa de Apoio de Garça em Jaú. As instituições já estão comercializando artigos gastronômicos que poderão ser adquiridos ao longo das transmissões.

Redação do Garca.Jor



Agiotagem, sonegação, contrabando: o que a Abin diz sobre Luciano Hang

Um relatório produzido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entregue à CPI da Covid no Senado, coloca em dúvida a lisura dos negócios do dono da Havan, Luciano Hang. O documento foi elaborado em junho de 2020 e faz um compilado das investigações e suspeitas que recaem sobre o empresário catarinense para alertar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre os riscos políticos da proximidade entre eles.
Alguns dos possíveis crimes apontados pelo documento são: agiotagem, contrabando, evasão de divisas e sonegação. De acordo com o documento, só na Justiça de Santa Catarina há 25 processos em aberto envolvendo o braço financeiro dos negócios de Hang.
O documento é classificado como ‘reservado’, grau mais baixo de sigilo na escala da Abin, mantendo um segredo de cinco anos sobre suas conclusões. Apesar disso, ele foi repassado a um membro da CPI da Covid e as informações divulgadas pelo portal Uol nesta terça-feira (22/6).
No texto, que tem 15 páginas, os investigadores traçaram um panorama histórico da carreira empresarial do dono da Havan. Foram levantados fatos desde a entrada de Hang no mundo dos negócios, quando ele tinha 21 anos, até as polêmicas recentes — como a investigação na CPI das Fake News por suspeita de integrar o chamado gabinete do ódio.
Entre os pontos mais detalhados do relatório, está uma análise dos dados contábeis da empresa produzida ainda no ano 2000 por uma estudante de economia da Universidade Federal de Santa Catarina. Na pesquisa, ela destacava que, já naquela época, o custo fixo mensal das lojas era cinco vezes maior que o faturamento, o que deveria inviabilizar os negócios.
A Abin também relatou ao presidente Bolsonaro que Hang foi investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro, remessa de dinheiro de origem ilegal ou duvidosa, sonegação fiscal, contrabando de importados e evasão de divisas. Na época, ele foi acusado de usar o primo Nilton Hang como ‘testa de ferro’. Os fatos datam da época do 'Escândalo do Banestado', que estourou em meados de 2003.
Apesar da natureza sigilosa do relatório, parte das acusações é bastante conhecida pela opinião pública. O envolvimento de Hang com disparos de mensagens em massa durante as eleições de 2018, por exemplo, levou-o a ser um dos principais investigados na CPI das Fake News. Em dezembro de 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal do dono da Havan para amparar a investigação sobre possíveis irregularidades cometidas por ele.
Hang também foi condenado em segunda instância pela sonegação de R$ 2,5 milhões por não recolher a contribuição patronal à previdência devida aos trabalhadores, entre outras verbas não declaradas ou não pagas.
Ainda segundo o Uol, é comum que a Abin produza esses documentos sobre figuras próximas à presidência.
O dono da Havan faz parte do chamado núcleo ideológico do governo Bolsonaro, composto pelos apoiadores do presidente que se aproximaram dele por afinidades de pensamento em contrapartida à ala militar. Apesar de não ter cargo público na gestão, Hang é sabidamente influente no Planalto. Em maio de 2020, por exemplo, a ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Kátia Bogéa denunciou que a própria demissão teria sido um pedido direto do catarinense depois que o instituto interditou obras de uma das lojas da rede, no Rio Grande do Sul.
E o prestígio junto ao presidente Bolsonaro não é gratuito, uma vez que Hang foi um dos principais apoiadores da campanha do político ao Planalto em 2018. Inclusive, o empresário foi investigado por coagir funcionários das lojas Havan para que votassem em Bolsonaro. Além disso, o grupo de donos de capital é usado por Bolsonaro para pressionar outros poderes e a opinião pública quando precisa de adesão a ideias impopulares. Como o caso da ‘caminhada’ feita até o Supremo Tribunal Federal (STF), em maio de 2020.

Fonte: Correio Braziliense



Justiça bloqueia para indenização bens de culpados por latrocínio em Garça

A Justiça de Garça bloqueou bens e condenou por danos morais dois dos três assaltantes envolvidos no roubo ao proprietário da Lotérica Matriz, em 2019, na frente da agência da Caixa Econômica Federal. O crime teve como vítima fatal Flávio José Vieira, conhecido como Flávio da Lotérica e os bandidos, segundo a Justiça, terão que indenizar a viúva e os filhos da vítima.
Sentença assinada na última segunda-feira, 21, pela juíza Renata Lima Ribeiro Raia é um desdobramento do caso e fixa uma indenização de R$ 50 mil a ser paga por cada um dos autores.
A decisão atinge Filipe Vieira da Silva, de 26 anos, e Wilson Novaes Guerra, de 38 anos, já sentenciados por latrocínio em processo criminal. Eles tiveram as condenações confirmadas em segunda instância e não podem mais recorrer – em relação à prisão por roubo seguido de morte.
Um terceiro assaltante, apontado como principal responsável pela logística da ação criminosa, Carlos José Carrelas, de 51 anos, ainda tem processo penal em fase de apelação. Por isso, a Justiça Cível ainda não fixou indenização a ser paga por ele.
“O latrocínio praticado pelos réus contra o esposo da requerente e pai dos demais acarreta dano moral in re ipsa – presumido sem a necessidade de comprovação – (do próprio fato), pois se trata de ato ilícito que viola diretamente direito de personalidade, havendo presunção de abalo psicológico”, escreve a magistrada na sentença.
A juíza dispõe ainda que “entendo que o valor deve ser fixado em R$ 50 mil para cada autor, como ‘compensação’ pelo sofrimento advindo do injustificável ato praticado pelos réus. O valor é significativo, pois pondera também a necessidade de dissuadir o ofensor de práticas semelhantes”, fundamenta.
Como a decisão – na ação por danos morais – é de primeira instância, as defesas de Filipe e Wilson ainda podem recorrer.
Flávio Vieira era dono de uma lotérica e iria fazer o depósito do movimento do fim de semana em uma agência bancária no Centro de Garça, quando foi abordado por um bandido armado. Mais tarde, com a ajuda de câmera de segurança, o ladrão seria identificado como Wilson Novaes.
O empresário reagiu e entrou em luta corporal com o bandido, que conseguiu se desvencilhar e disparou algumas vezes contra Flávio, no meio da rua. Foram roubados R$ 78 mil que estavam no malote.
O empresário chegou a ser socorrido pelos bombeiros e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Garça, mas perdeu muito sangue, sofreu paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
Durante as investigações foram colhidas diversas provas, como contatos telefônicos em Garça, no dia do crime, entre Carrelas, Filipe e Wilson. A polícia identificou também o veículo usado no crime, uma moto CB 300, com numeração de motor e chassi adulterados, usada por Filipe para a fuga.
Em maio do ano passado saiu a primeira sentença do caso. Wilson, identificado como o autor do disparo que matou o empresário, foi condenado a cumprir 35 anos e dez meses de prisão. Filipe recebeu pena de 28 anos e seis meses de cadeia.
Carrelas só foi preso em fevereiro de 2020 e, por isso, o processo foi desmembrado. Em dezembro, ele foi sentenciado a 35 anos de prisão pelo crime de latrocínio. 

Fonte: Garcaonline



Indígenas fazem protesto e interditam rodovia em Avaí

Indígenas das aldeias de Tereguá, Nimuendaju, Ekeruá e Kopenoti, em Avaí, fizeram uma manifestação na manhã desta quarta-feira, 23, e interditaram os dois sentidos de uma rodovia na região.
O protesto começou por volta de 10h30 na vicinal que liga o município a Duartina, e interditou os dois sentidos. No início da tarde, o protesto foi encerrado as pistas liberadas.
O grupo pede a retirada do projeto de lei 490/2007, que dificulta a demarcação de terras indígenas, da pauta do Congresso Nacional. A ação em Avaí aconteceu em apoio às manifestações que começaram em Brasília nesta terça-feira, 22.
Segundo Adriano de Lima, liderança da aldeia Tereguá, 150 pessoas participaram da ação, com uso de máscara. A Polícia Militar foi ao local para acompanhar o protesto, que foi pacífico.
Adriano informa também que ato se une às manifestações que pedem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e também contra o presidente da Funai, Marcelo Xavier.
"Essa PL dá autonomia para o governo fazer o que quiser com a terra indígena e dificulta a demarcação de terras. Com a aprovação dela, as autorizações e indenizações recebidas pelas aldeias de linhas férreas que passam por ela ou a instalação de energia elétrica que atravessa as aldeias passam a não ser mais necessárias. E ela ainda prejudica a natureza, o bioma, porque facilita a exploração de minérios. Ai temos que aglomerar e fazer manifesto, mas estão todos de máscara", diz o líder indígena.

Fonte: G1



terça-feira, 22 de junho de 2021

Atiradores realizam campanha para venda de "pizza beneficente"

O Tiro de Guerra 02-014 de Garça está realizando uma campanha para a venda da "pizza beneficente". 
Os recursos a serem obtidos nessa ação serão revertidos para a comissão de formatura da turma de 2021 dos atiradores. Os cupons para a aquisição das pizzas já estão sendo comercializados e a retirada do produto se dará no próximo dia 26 de junho, entre 13 e 14 horas, na sede do TG, na rua Edson José Puga, 260, no Jardim José Ribeiro. 
A aquisição dos cupons para a retirada das pizzas pode ser feita junto aos atiradores e seus familiares, ao valor de apenas R$ 20, sendo que a pizza é a mista especial, com molho de tomate, muçarela, apresuntado, calabresa, requeijão, milho, ervilha, azeitona, cebola e orégano.

Redação do Garca.Jor



Oficina "Criação e Composição em Rap" tem 50 vagas para Garça

No próximo dia 29 de junho, feriado em Garça, a Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com Secretaria de Cultura e Economia Criativa do governo do Estado, oferece, de forma gratuita e on-line, a oficina "Criação e Composição em Rap”. A atividade ocorrerá das 18 às 21 horas, por meio da plataforma Zoom e tem a coordenação do coletivo "Pelaarteazuera", por meio de Samuel Porfirio, oficineiro e apresentador, e Kiko de Sousa, músico, tecladista, produtor e professor. 
A oficina tratará da composição em rap, explorando aspectos como tempo e ritmo, evidenciando os processos criativos de métricas. 
A proposta é estimular o mergulho no universo paralelo existente aos olhos do apreciador e a empatia em entender os caminhos e pensamentos diversos, explorar a origem da postura, códigos seculares, autoestima e rotina do rap, além de outros pontos relevantes, como direitos autorais. 
Estão abertas 50 vagas e as inscrições, que devem ser feitas no endereço poiesis.org.br/maiscultura, se encerrarão com o preenchimento integral delas.

Redação do Garca.Jor



Vera Cruz: homem é preso depois de quebrar tornozeleira eletrônica

I.F.P.J foi capturado em Vera Cruz acusado de quebrar a tornozeleira eletrônica que usava em liberdade monitorada. O aparelho foi encontrado nesta terça, 22, pouco mais de 12 horas, horário em que ele deveria se apresentar para retorno à prisão.
Uma investigadora encontrou a tornozeleira, informou a ronda da cidade e o homem foi detido caminhando  “tranquilo” e levado à cadeia.
Foi o segundo caso registrado na região em dois dias. Ontem a PM havia detido C.L.N., de 38 anos, na cidade de Marília.
Ele havia rompido o equipamento no último sábado, 19. Na segunda-feira, policiais militares realizavam patrulhamento pela rua João Batista Rafael quando visualizaram o acusado.
O indivíduo foi detido e encaminhado para o regime fechado da penitenciária de Marília, onde cumprirá o restante da pena sem direito a novo benefício.

Fonte: Giro Marília



Estudante é preso por armazenar pornografia infantil em Pirajuí

Um estudante de 19 anos foi preso no início da tarde desta terça-feira, 22, em Pirajuí (SP), por armazenar conteúdo pornográfico.
A Polícia Civil foi até uma residência na avenida Presidente Afonso Pena, no bairro Vila Ortiz, para cumprir um mandado de busca e apreensão.
O objetivo era apreender aparelhos celulares ou outros dispositivos de armazenamento com fotografias, vídeos ou outros registros de pornografia envolvendo crianças ou adolescentes.
No local, a polícia apreendeu um celular que pertencia ao estudante. No aparelho havia vídeos pornográficos de uma adolescente de 17 anos. O estudante detido alegou ser amigo da jovem.
Ele foi preso em flagrante, mas foi arbitrada fiança no valor de um salário mínimo (R$ 1.100). A fiança foi paga e o estudante vai responder pelo crime em liberdade.

Fonte: G1



Plano Safra 2021/2022 anuncia R$ 251 bilhões para produtores rurais

O governo federal lançou nesta terça-feira, 22, o Plano Safra 2021-2022, que contará com R$ 251,2 bilhões em crédito para apoiar a produção agropecuária nacional. O volume representa R$ 14,9 bilhões a mais em relação ao plano anterior (R$ 236,3 bilhões), um aumento de 6%. Os financiamentos podem ser contratados de de julho deste ano até o final de junho de 2022.
"Novamente, nós priorizamos a agricultura familiar e os investimentos, em especial na agricultura de baixo carbono, que aumentou em mais de 100% neste plano. Então, este é um plano que já vem muito pincelado de verde", afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante o anúncio.  
Do total de crédito disponibilizado, cerca de R$ 39,3 bilhões serão exclusivos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um incremento de 19% em relação ao ano passado. Os demais públicos ficam com R$ 211,9 bilhões (4% a mais do que em 2020), sendo R$ 34 bilhões destinados aos médios produtores, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Dos R$ 251,2 bilhões do Plano Safra, um total de R$ 177,8 bilhões serão para custeio e comercialização e outros R$ 73,4 bilhões serão para investimentos. Neste último caso, o aumento da disponibilidade foi de 29%.
As taxas de juros dos financiamentos tiveram aumento médio de 10% para os pequenos e médios produtores, na comparação com os juros praticados nos financiamentos do Plano Safra anterior. No caso do Pronaf, os juros passam de 2,75% ao ano para 3% a.a, para a produção de bens alimentícios; e de 4% a.a para 4,5% a.a para os demais produtos. Já para o Pronamp, que reúne os médios produtores, os juros serão de 5,5% a.a para custeio e 6,5% a.a para investimento. Os grandes produtores poderão contratar financiamentos com juros de 7,5% a.a para custeio e 8,5% a.a para financiamento de máquinas. Os financiamentos via cooperativas para investimento, crédito industrial e capital de giro será de 8% a.a.    
Para os investimentos considerados prioritários pelo governo, de promoção da sustentabilidade, o valor dos juros será de 5,5% ao ano. A taxa se refere à projetos de recomposição de reservas legais e áreas de preservação permanentes (APPs). Para financiamento de integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens, irrigação e construção de armazéns, os juros serão de 7% a.a.
"[Foi] inevitável uma elevação da taxa de juros, por tudo que vocês têm acompanhado. A gente conseguiu que não fosse uma elevação tão acentuada", afirmou Wilson Vaz de Araújo, diretor de financiamento e informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 
 A subvenção ao prêmio do seguro rural ficou em R$ 1 bilhão. O valor deve possibilitar a contratação de 158,5 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 55,4 bilhões e cobertura de 10,7 milhões de hectares.
Para o próximo ciclo, o Plano Safra fortaleceu o Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis na agropecuária. Neste caso, a disponibilidade de crédito foi ampliada em 101% em relação aos recursos do plano anterior. A linha terá R$ 5,05 bilhões em recursos com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano, carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos. 
O Plano Safra 2021/2022 prevê o financiamento para aquisição e construção de instalações para a implantação ou ampliação de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio. Também serão financiados projetos de implantação, melhoramento e manutenção de sistemas para a geração de energia renovável. O limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões. 
O Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão, com juros de 7,5% ao ano. Já o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões, e taxas de juros de 7% ao ano.
Os recursos para a construção de armazéns nas propriedades rurais também ganhou ampliação expressiva neste Plano Safra. Ao todo, serão destinados R$ 4,12 bilhões, um acréscimo de 84%. Para o financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5,5% ao ano e para maior capacidade, a taxa é de 7% ao ano, com carência de três anos e prazo máximo de 12 anos. O valor disponibilizado é suficiente para aumentar em até 5 milhões de toneladas a capacidade instalada com a construção de cerca de 500 novas plantas. 
Os custos aos cofres públicos para a subvenção dos financiamentos pelo governo federal será de R$ 13 bilhões. Deste total, R$ 6,4 bilhões são para o Pronaf e R$ 6,6 bilhões para a agricultura empresarial.

Fonte: Agência Brasil



Concessionária e governo não divulgam data de operação de pedágios na SP 294

Na iminência do início da cobrança nas praças de pedágio da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP 294), na região, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) ainda não definiu os valores que os motoristas terão que pagar. Também não está definido quando a cobrança deve começar.
A falta de informações preocupa usuários, que precisam se programar para os novos custos. Em um raio de 100 quilômetros, serão quatro locais de cobrança na região; nos quilômetros 367+800 (Piratininga), 425+700 (Garça), 474+800 (Oriente) e 551+700 (Parapuã).
Nem a empresa, nem a Artesp confirmam valores, mas informação apurada pelo Marília Notícia indica que a tarifa básica no trecho pode superar os R$ 8 – e as expectativas iniciais, após a concessão, assinada no ano passado.
A Eixo, que venceu o certame, reiterou que o cronograma está alinhado com os prazos de cumprimento do edital de concessão, regido pela agência reguladora. A empresa informou que haverá ampla divulgação das datas e valores, ainda indefinidos.
A Artesp informou que atualmente segue o processo de inspeção das obras – que inclui todo o cronograma previsto na primeira fase da concessão – para que, só então, sejam autorizadas as cobranças.
A Agência informou que há previsão de prazo regimental para que, após as inspeções, sejam iniciadas as cobranças, mas negou que os motoristas possam ser surpreendidos.
Segundo o órgão, haverá ampla divulgação prévia, para acionamento das praças de pedágio.

Fonte: Marília Notícia



Em dois dias, acidentes com motos deixam quatro mortos na região

Quatro homens morreram no intervalo de pouco mais de 24 horas em três acidentes de trânsito envolvendo motocicletas registrados em estradas de Agudos, Gália e Promissão. Todos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. O mais recente ocorreu nesta segunda-feira, 21, por volta das 05h20, no quilômetro 323 mais 350 metros da rodovia Marechal Rondon (SP 300), em Agudos.
Segundo o registro policial, V.S.C., 35 anos, conduzia uma Honda CBX 250 com placa de Bauru, no sentido Capital, quando, por razões a serem apuradas, bateu na traseira de um veículo.
De acordo com a polícia, quando as equipes chegaram, apenas o motociclista estava no local. Pelos danos na moto, os policiais acreditam que ele tenha se chocado contra um caminhão.
V.S.C. foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru, mas acabou não resistindo aos ferimentos. A polícia revelou que ele era morador de Bauru.
O segundo acidente ocorreu no domingo, 20, por volta das 11 horas, no quilômetro 397 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP 294), a Bauru-Marília, em Gália.
De acordo com o registro policial, J.A.B., 45 anos, conduzia moto BMW S 1000 RR sentido Duartina-Garça quando, por razões a serem esclarecidas, perdeu o controle da direção e tombou além do acostamento.
O motociclista chegou a ser socorrido com vida e encaminhado em estado grave à Unidade de Pronto Atendimento de Garça, mas morreu na unidade. J.A.B. também era morador de Bauru.
Um pouco antes, por volta das 06h30, dois jovens morreram em um acidente no quilômetro seis da vicinal Kitizo Utiyama, que liga Promissão a Guaiçara, em Promissão.
Segundo o registro policial, F.B.S., 22 anos, e L.G.R.L., 19 anos, seguiam em uma moto Honda CG sentido Guaiçara quando, por razões a serem investigadas, o veículo colidiu em uma árvore.
Os dois jovens chegaram a ser socorridos com vida pelo Corpo de Bombeiros e levados ao Hospital Geral de Promissão, mas não resistiram aos ferimentos. Eles eram moradores de Guaiçara.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru



segunda-feira, 21 de junho de 2021

Privatização da Eletrobrás causará 25% de aumento na energia

Fabiola Latino Antezana e Gilberto Cervinski
 
O governo Bolsonaro conseguiu aprovar no na Câmara e no Senado a Medida Provisória 1031/2021, que autoriza a privatização da Eletrobrás e suas empresas subsidiárias. Com isso, muito em breve, a conta de luz de todos os brasileiros sofrerá novos e grandes aumentos. 
Esta é uma das consequências da privatização da maior empresa estatal de energia elétrica da América Latina. Atualmente, a União controla 62% do sistema Eletrobrás, do qual fazem parte de empresas como Chesf, Eletronorte, Furnas, Eletrosul, Cepel, entre outras. Por meio dessas empresas, o Estado brasileiro é proprietário de 125 usinas com capacidade de 50.000 MW (91% hidráulica), 71.000 quilômetros de linhas de transmissão, 335 subestações de eletricidade, operadas por 12.500 trabalhadores e trabalhadoras de alta qualidade e produtividade. Hidrelétricas como Tucuruí, Belo Monte, Xingó, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e dezenas de outras, em pleno funcionamento, serão literalmente transferidas para o controle de uma minoria privilegiada da burguesia financeira. 
Para justificar o injustificável, o governo Bolsonaro propaga que a privatização poderá diminuir em 7,36% a tarifa de energia. Uma falsidade completa.
Vejamos. Juntamente com a Lei da Privatização da Eletrobrás, o governo conseguiu aprovar uma série de outras medidas que, juntas, aumentarão o custo da energia aos consumidores finais.
Uma delas prevê que a Eletrobrás passe a cobrar mais caro pela energia das suas usinas. Atualmente, cerca de 20 hidrelétricas (13.500 MW de potência), como as usinas da Chesf no rio São Francisco, estão vendendo sua energia ao preço de 65 reais por 1.000 kWh (R$ 65/MWh), enquanto as usinas privatizadas cobram acima de 250 reais pela mesma quantidade de energia hidráulica. Isso mesmo, as estatais vendem mais barato. Com a privatização, esse modelo dará lugar ao regime de mercado via produtor independente, o que permitirá a descontratação e a recontratação da mesma energia, agora com preços de mercado (quatro vezes mais caro). Essa diferença será repassada integralmente em aumentos futuros nas contas de luz da população. 
Em 2020, descontando a energia de Itaipu e da Eletronuclear, que não serão privatizadas no momento, a Eletrobrás conseguiu produzir 144 milhões de MWh (16.500 MW médios). Quase metade dessa energia é comercializada no chamado regime cotizado, ou seja, são 7.850 MW médios de energia vendidos à R$ 65,00/MWh, preço fixado até dezembro de 2042. Com essa fatia, a companhia obtém uma receita de 4,5 bilhões de reais por ano (7.850 MWh x 24 horas x 365 dias x R$ 65,00). 
A privatização acabará com esse preço mais barato e autorizará a recontratação da energia ao preço de mercado, no chamado “Mercado de Curto Prazo” (MCP), cujo valor atual está acima de R$ 300,00/MWh. Desta forma, a receita com essa parcela de energia saltará para R$ 20,5 bilhões por ano. Aqui está o motivo central porque querem privatizar a companhia: o lucro líquido da Eletrobrás e dos acionistas que a comprarem aumentará em 16 bilhões de reais por ano, somente com essa fatia. Este valor será cobrado dos 75 milhões de consumidores residenciais brasileiros com aumentos na conta de luz, que vigorarão pelos próximos 30 anos, tempo de concessão previsto no processo de privatização (até 2051).
Além das vinte usinas amortizadas que pertencem à Eletrobrás, a hidrelétrica de Tucuruí, que gera 4.100 MW médios, também entraria na cota de energia mais barata após o fim de sua concessão em 2024, e poderia oferecer energia a baixo custo. Mas não! Com a privatização o preço seguirá alto para a nova concessão de mais 30 anos.
Não analisamos neste artigo os impactos das demais usinas da empresa. Mas certamente se fizermos um estudo detalhado dos contratos, também haverá aumento nos custos da energia e impactará a tarifa ainda mais.   
O golpe não para por aí.  Para conseguir aprovar a privatização da estatal no congresso nacional, o governo fez uma série de negociatas com os deputados, senadores e grupos empresariais do setor elétrico, acrescentando vários mecanismos de toma-lá-da-cá. E os custos de tudo isso, também será jogado nas tarifas em aumentos futuros.
Um destes esquemas é a obrigação de contratação por 20 anos de 8.000 MW de termelétricas. Para beneficiar os empresários privados, donos de usinas térmicas a gás natural, a bagaço-de-cana, resíduos de eucalipto, carvão e etc, a lei da privatização vai obrigar as distribuidoras de energia de cada estado a contratar essa energia como “reserva”. Além de ser a mais cara do país, ficarão recebendo mesmo com as usinas desligadas. Um absurdo completo. Já estabeleceram até o preço obrigatório de referência na contratação. Essa energia vai custar R$ 367,92/MWh, conforme documento do Ministério de Minas e Energia . Portanto, um pacotaço de R$ R$ 18 bilhões/ano em contrato de 20 anos de duração que vai ser cobrado na tarifa final.Outro esquema aprovado é a contratação de 2.000 MW de Pequenas Centrais Hidrelétricas.  Serão beneficiados empresários locais de cada estado que dominam essas usinas. O preço de referência será o do leilão A6/2019 que, atualizado, é próximo a R$ 315,00/MWh. Vale lembrar que a Eletrobrás vende energia hidráulica a R$ 65,00/MWh. Portanto, mais um pacotaço de R$ 2,5 bilhões por ano, que neste caso serão contratos de 30 anos de duração.
Também teremos que pagar mais 875 milhões por ano durante os próximos dez anos para financiar três projetos regionais de bancadas parlamentares do Nordeste, Norte e Sudeste. No norte cogita-se que parte do dinheiro poderá ser usado para subsidiar a navegação no trajeto de Porto Velho até o litoral, para o transporte de soja, madeira, boi e outras mercadorias de exportação. Projetos de caráter e benefício suspeito.
Até o chamado PROINFA será renovado. Um programa (2002-2022) que subsidiava os empresários donos de usinas de biomassa, eólicas e PCHs e pagava uma tarifa absurdamente cara, que em 2020 foi em média R$ 365,00/MWh e gastou 3,32 bilhões no ano. Decidiu-se renovar por mais 20 anos e, embora essas usinas já tenham sido pagas (amortizadas), seguirão como se fossem “investimentos novos”.
Somando apenas estes itens analisados, a privatização causará cerca de R$ 40 bilhões de custos adicionais anuais. Considerando que a receita total nacional do setor elétrico do ambiente de consumidores cativos é R$ 160 bilhões por ano (sem tributos), e serão estes que terão que suportar os reajustes, o tarifaço tenderá ser de aproximadamente 25% nas contas de luz.  
Evidentemente, vários outros custos entrarão no bolo e terão grande peso nas contas de energia. O próprio valor da privatização, acrescido de juros e correções, poderá ser cobrado por meio de um mecanismo chamado de Retorno de Bonificação de Outorgas. Além disso, há o esvaziamento dos lagos, a dívida da chamada Conta Covid, entre outros.
É certo que nos próximos 5 anos tudo isso já estará totalmente embutido nos reajustes tarifários e atingirá o bolso do povo que trabalha. Também é possível que esses reajustes sejam postergados e acumulados para depois de 2022, ano da eleição presidencial. 
Para além do tarifaço, a privatização causará queda na qualidade da energia com aumento de apagões no futuro, desindustrialização com consequente aumento da falência de empresas e desemprego, privatização da água e a destruição da soberania energética. Sem controle, a energia elétrica do país ficará completamente dominada por empresas privadas internacionais associadas a grupos empresariais brasileiros, majoritariamente bancos e fundos especulativos.
Teremos que cobrar e responsabilizar cada deputado, cada senador e o governo Bolsonaro pelas consequências que causarão ao país e ao povo brasileiro com essa iniciativa. Não podemos aceitar a privatização da Eletrobrás. 
Por isso, é dever de todo povo lutar para derrotar o entreguismo, reverter por completo a privatização da Eletrobrás, derrotar o neofascismo, e realizar uma reforma radical no setor elétrico orientada pela soberania, distribuição da riqueza e controle popular. 

Fabiola Latino Antezana é especialista em Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo pela UFRJ e Trabalhadora do Sistema Eletrobrás. É diretora do STIU-DF e integrante da Plataforma Operária e Camponesa de Água e Energia; Gilberto Cervinski é especialista em Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo pela UFRJ e mestre em Energia pela UFABC. Faz parte da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Plataforma Operária e Camponesa de Água e Energia.



Nota oficial. Renuncie, Presidente!

Renuncie, presidente!
Descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado. Qualquer uma destas expressões poderia ser usada para classificar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, insultando jornalistas da TV Globo e da CNN.
Com seu destempero, Bolsonaro mostrou ter sentido profundamente o golpe representado pelas manifestações do último sábado. Elas desnudaram o crescente isolamento de seu governo.
Que o presidente nunca apreciou uma imprensa livre e crítica, é mais do que sabido. Mas, a cada dia, ele vai subindo o tom perigosamente. Pouco falta para que agrida fisicamente algum jornalista.
Seu comportamento chega a enfraquecer o movimento antimanicomial – movimento progressista e com conteúdo profundamente humanitário. Já há quem se pergunte como um cidadão com tamanho desequilíbrio pode andar por aí pelas ruas.
Mas a situação é ainda mais grave: esse cidadão é presidente de um país com a importância do Brasil.
Diante da rejeição crescente a seu governo, Bolsonaro prepara uma saída autoritária e, mesmo a um ano e meio da eleição, tenta desacreditar o sistema eleitoral. Seu objetivo é acumular forças para a não aceitação de um revés em outubro de 2022.
É preciso que os democratas estejam alertas e mobilizados.
Diante desse quadro, com a autoridade de seus 113 anos de luta pela democracia, a ABI reitera sua posição a favor do impeachment do presidente. E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o Brasil.
Outra solução – até melhor, porque mais rápida – seria que ele se retirasse voluntariamente.
Então, renuncie, presidente!

Paulo Jeronimo
Presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)



Câmara prevê maior reforma eleitoral das últimas três décadas

Os brasileiros sabem que vão às urnas em 2022 para escolher presidente, governador, senador e deputados federal e estadual, mas, por enquanto, não sabem como se dará o processo eleitoral nem mesmo qual modelo de voto será adotado e por qual meio, se apenas eletrônico ou também impresso. As incertezas sobre o pleito do ano que vem resultam da abertura inédita, pela Câmara dos Deputados, de três frentes distintas e simultâneas de trabalho que podem culminar na maior e mais impactante reforma político-eleitoral desde a redemocratização.
Os debates ocorrem no momento em que a Casa funciona de maneira semipresencial em função da resiliência da pandemia de covid-19 no Brasil. Com uma média superior a 2 mil mortos por dia e no contexto de uma CPI em funcionamento no Senado para apurar responsabilidades do governo Jair Bolsonaro na maior tragédia sanitária dos últimos 100 anos no País, deputados discutem mudanças significativas nas regras eleitorais sem alarde e praticamente sem a participação da sociedade civil. Ao todo, os três grupos realizaram 20 audiências públicas remotas, onde os interessados em acompanhar só assistem às exposições de convidados.
Mudanças pontuais são debatidas de maneira recorrente desde 1996, quando a primeira comissão especial foi instalada na Câmara para reformar a legislação eleitoral vigente à época. De lá pra cá, outros 15 grupos semelhantes (excluindo os três atuais) definiram, por exemplo, o fim da doação empresarial para campanhas, a criação dos fundos públicos de financiamento, a exigência de ficha limpa e o fim das coligações proporcionais, entre tantas outras. Mas nunca um conjunto grande de mudanças de uma só vez.
Essa é a principal diferença da iniciativa atual da Câmara para as demais, segundo um grupo de organizações e movimentos civis que se uniram em um manifesto intitulado Freio na Reforma. A ação visa chamar a atenção da sociedade para o risco de se reformar a política sem um debate aprofundado.
“Além da inédita quantidade de arenas discutindo a possibilidade de mudanças estruturais e acessórias no sistema político brasileiro, também chama a atenção a abrangência dessas possíveis modificações, pois todo o sistema eleitoral, de forma ampla, seus atores e principais processos estão sendo analisados e são passíveis de mudanças”, ressalta estudo da Transparência Partidária, ITS Rio e Pacto pela Democracia.
Um “catadão” de emendas apresentadas pelos parlamentares à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 125/11, usada como base para a reforma, inclui questões como tempo de mandato, número total de deputados, voto facultativo, cotas raciais e de gênero, recall de mandatos, financiamento de campanhas, fidelidade partidária, candidatura avulsa e até o próprio nome da Câmara dos Deputados, que passaria a se chamar Câmara Federal, pela proposta.
“Não há nenhum aspecto relacionado a eleições ou funcionamento do sistema político que não esteja sendo discutido”, diz o cientista político Marcelo Issa, que é diretor executivo do Transparência Partidária.
Novata no rol de regras eleitorais em vigor no Brasil, a cláusula de barreira já corre o risco de ser flexibilizada. A lista de possibilidades vai desde propostas que preveem seu congelamento a outras que incluem senadores eleitos na conta que define quais partidos poderão ter acesso a recursos do fundo partidário. Esse é apenas um dos pontos em discussão em uma lista que tem mais de 50 emendas.
À frente dessa organização de demandas está a deputada federal Renata Abreu (PodemosSP), que rechaça críticas feitas pela sociedade civil em relação à baixa participação popular no processo ou mesmo ao timing escolhido para se avançar com uma reforma político-eleitoral em plena pandemia. “Esse é um debate que ocorre na Casa há muitos anos. Estamos apenas dando continuidade a um trabalho já iniciado. Nada está sendo feito a toque de caixa”, diz ela.
Relatora da PEC 125/11, escolhida para abrigar a reforma, Renata defende, por exemplo, a inclusão de senadores na cláusula de barreira, adotada em 2018. “Cada vez que se tem uma alteração é natural que depois se faça uma revisão com o intuito de se avaliar o impacto”, afirma. Levar em conta também a bancada de senadores na primeira metade do mandato seria, portanto, uma evolução da regra que, segundo a parlamentar, favoreceria partidos como a Rede – que elegeu só uma deputada, mas cinco senadores. Mas também o seu Podemos, hoje com 9 representantes no Senado.
A cláusula de barreira ou de desempenho (como também é chamada) tem o objetivo de impedir ou restringir o funcionamento do partido que não alcançar determinado porcentual de votos na eleição para a Câmara dos Deputados. A meta é reduzir gradativamente o número de legendas – são 33 hoje.
Para cumprir a regra, cada partido terá de alcançar o mínimo de 2% dos votos válidos em 2022, ou eleger 11 deputados em pelo menos um terço das unidades da Federação. Os que não conseguirem ficam sem acesso ao fundo público que custeia os gastos das siglas e também sem o tempo de rádio e TV no horário eleitoral. Na eleição de 2018, 14 siglas não conseguiram cumprir essa condição.
Considerado essencial para organizar a democracia brasileira e impedir o surgimento dos chamados partidos de aluguel, o dispositivo considera a bancada eleita por cada legenda no Senado.
Mas os dribles à regra não têm consenso entre os parlamentares, ao menos por enquanto. Pesquisador da FGV-SP, o cientista político Humberto Dantas ressalta que quando determinado grupo político defende muito o seu ponto de vista, perde-se, normalmente, as pontes que se têm com os demais. “Quanto mais a reforma parecer beneficiar algum agente de forma singular, maior a chance de não dar certo”, afirma.
Dantas lembra que outras tentativas de reformas amplas foram bastante reduzidas ao longo do processo. “Toda grande mudança causa reverberação. Ou agrada a todos – e desagrada a opinião pública – ou não tem reforma.” Sobre a possível flexibilização da cláusula de barreira, o pesquisador diz que ela já nasceu flexibilizada. “Permitir a junção de partidos que não a alcançaram é uma das formas; escalonar no tempo os porcentuais válidos é outra”, diz.
Tão polêmica como a possível mudança do sistema eleitoral ou a impressão do voto, a proposta de retorno da doação empresarial a campanhas tem um componente a mais, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão: o simbolismo da medida.
Vetada pelo Supremo Tribunal Federal em 2015 como forma de reduzir a corrupção e a prática de caixa dois, na esteira da Operação Lava Jato, o financiamento privado surge agora como opção para reduzir os gastos públicos. Nas eleições de 2018, foram retirados R$ 3,8 bilhões dos cofres públicos para o custeio das campanhas.
Segundo proposta do Novo, os partidos e as campanhas seriam financiados exclusivamente por doações de pessoas físicas ou jurídicas, “observados os princípios da transparência e da moralidade”, bem como a vedação por um mesmo eleitor ou uma mesma empresa a mais de um candidato ao mesmo cargo no Executivo
Jogar a atenção para essa mudança, que dificilmente alcançará consenso, pode “esconder” outra proposta de interesse geral das legendas, que é a redução do poder de fiscalização da Justiça, sobretudo em relação à arrecadação e aplicação dos recursos públicos e à sua competência. As três reformas em curso na Câmara querem reduzir até o alcance da Justiça Eleitoral, que perderia sua competência criminal.
“A condição na qual nos encontramos, seja pelas dificuldades impostas pela pandemia, seja pelas disposições autoritárias que se verificam frequentemente, deveria fazer com que esse debate ocorresse com uma dose a mais de transparência e participação social. Não é uma tarefa simples, especialmente no contexto atual, mas não nos parece exagero dizer que disso pode depender o futuro da democracia no Brasil”, ressalta.
A preocupação em relação ao ritmo célere de debates e eventual aprovação de um conjunto tão grande de mudanças – o prazo é outubro, um ano antes da eleição – é dividida por movimentos que cresceram muito nos últimos anos e ajudaram a renovar em parte a composição da própria Câmara, como os grupos de formação política RenovaBr, Agora! e Acredito.
“Mudar o sistema eleitoral, por exemplo, teria um impacto muito grande, principalmente se os próprios deputados ficarem incumbidos de definir eventuais distritos (se a troca fosse para o distrital puro, misto ou distritão, levando em conta também as eleições para deputados estaduais e vereadores). Não há modelo perfeito, mas o distritão, especificamente, ajudaria as pessoas que já estão na política a se perpetuarem no poder, reduzindo a renovação”, diz a cientista política Mariana Lopes, que preside o Acredito. No chamado distritão, são eleitos os deputados federais mais votados por Estados

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo