segunda-feira, 31 de maio de 2021

Saae tem projeto para melhoria da eficiência da Ete Peixe habilitado pelo Fehidro

O Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), órgão ligado ao governo do Estado de São Paulo, habilitou, em maio, o projeto do Saae-( Serviço Autônomo de Águas Esgotos) para obras de melhoria na eficiência da Estação de Tratamento de Esgoto do Rio do Peixe. 
Orçada em R$ 995.661,96 (novecentos e noventa e cinco mil, seiscentos e sessenta e um reais e noventa e seis centavos) a obra de dragagem e desidratação pelo método de contenção em tubos geotêxteis do lodo da lagoa aerada e de decantação da Ete Peize receberá R$ 965.792,10, provenientes do Fehidro e R$ 29.869,86 de contrapartida do SAAE.
Segundo explicou o engenheiro ambiental do Saae, Carlos Henrique Stocco Ortolan, a partir da aprovação do pleito pelo Fehidro, o projeto, que contempla a preparação das células de desidratação e sistemas de retorno, bem como execução da obra em si com fornecimentos de todos os materiais, preparo do sistema de dosagem de polímero floculante e da dragagem propriamente dita, segue para análise técnica e contratual. A partir daí é liberado para licitação e posterior início das obras, previsto para 2022.
A Ete Peixe é responsável pelo tratamento de 53% do esgoto de Garça.  Na Estação do Rio do Peixe, o sistema de tratamento adotado é o de lagoa aerada de mistura completa e lagoa de sedimentação com recirculação de lodos ativados. 
Vale ressaltar que a qualidade do esgoto que vem da lagoa aerada não é adequada para lançamento direto, pelo fato de conter uma grande quantidade de sólidos. Por isso, são geralmente seguidas por lagoas de sedimentação para remoção dos sólidos. 
De acordo com o engenheiro ambiental do Saae, com a adoção do processo de remoção do lodo, o material existente na ETE Peixe será dragado e bombeado para dentro dos bags que irão funcionar como “filtros”, onde a parte líquida é drenada e retorna para o tratamento e a parte sólida fica retida para posterior destinação correta, seja em aterro sanitário ou transformado em adubo. 
O serviço de operação de dragagem com deságue, contenção e armazenamento do lodo, por meio de bags (enormes sacos de polipropileno de alta resistência), para separar e posteriormente desidratar o lodo gerado no esgoto sanitário depositado na lagoa anaeróbia da Estação de Tratamento de Esgoto já foi realizado na Ete do Rio Tibiriçá, com eficiência superior à esperada e projetada junto ao FEHIDRO.
Conforme destacou o diretor Executivo do SAAE, André Pazzini Bomfim, o objetivo é devolver a eficiência total do sistema de lagoas adotado nas Estações de Tratamento de Esgoto. “A coleta e o tratamento do esgoto e aí, inclui-se a remoção e o acondicionamento correto do lodo, é uma das prioridades do SAAE. A habilitação do projeto e posterior concessão de recursos por parte do FEHIDRO é muito importante para que projetos como esse possam ser executados”, frisou. 
Estudo realizado pela ANA (Agência Nacional de Águas) mostra que 27% da população brasileira, algo em torno de 55 milhões de pessoas, não é atendida pelo sistema de coleta e de tratamento do esgoto. Além disso, 18% têm seu esgoto coletado, mas não tratado. Em Garça os percentuais revelam a preocupação constante do SAAE, no que diz respeito ao esgoto; 99,6% são coletados e tratados, índices bem próximos a cidades como Londrina, Maringá e Ponta Grossa, no Paraná, com 99,98%.

Redação do Garca.Jor



Nenhum comentário:

Postar um comentário