segunda-feira, 3 de maio de 2021

Emca amplia sua atuação e oferece musicalização a alunos da escola Sílvio Sartori

A Emca (Escola Municipal de Cultura Artística) teve um 2020 amplamente atípico. Em março, quando se preparava para mais um ano letivo, se viu diante das incertezas causadas pela pandemia e, diante disso, deixou de oferecer seus tradicionais cursos. As agitadas salas de aula permaneceram, assim, silenciosas por vários meses, ante a impossibilidade de receber seus alunos, professores e funcionários. Dezembro chegou e o ano letivo se esvaiu. Porém, neste 2021, mesmo com algumas restrições verificadas recentemente, a instituição voltou a se reorganizar.
A Escola passou a divulgar — em vários segmentos — a retomada das matrículas e fez contatos com todos os alunos que se encontravam inscritos para a realização de rematrículas. Também puderam fazer a rematrícula aqueles candidatos que haviam feito a inscrição em 2019, no período introdutório, e que se preparavam para ocupar vagas remanescentes.
Enfim, o cenário se mostrou bastante complexo, mas, pouco a pouco, a Emca conseguiu se estruturar e, dentro dos protocolos, as aulas voltaram a ocorrer em fevereiro, com algumas delas presenciais e outras remotas.
Segundo Maria Rosa Trambaioli Machado, diretora da Escola, o curso de música, por exemplo, por sua estrutura, foi favorecido para ter a retomada de aulas presenciais, já que o tratamento com o aluno é individual ou em pequenos grupos. No caso do violão, por exemplo, em que a demanda é maior, os grupos de alunos são de cinco ou seis pessoas e, já que a escola tem salas amplas, é possível respeitar o distanciamento social.
No caso do balé, em que as turmas não passam de 25 alunos, a solução foi o desmembramento, com a divisão dos grupos, sendo uma aula aplicada em um dia e outra no dia seguinte. Por outro lado, também se garante às famílias que as aulas remotas possam ocorrer. O professor efetua a gravação da aula, envia à família do aluno que, posteriormente, repassa a gravação do aluno para a escola para as correções necessárias.
Maria Rosa explicou que, diante do período em que as aulas ficaram suspensas, alguns alunos perderam o contato com a instituição, hoje não participando das atividades presenciais e nem mesmo das remotas. Ela ressaltou que tais alunos são considerados desistentes, já que não se manifestaram, mesmo depois de uma busca constante da direção da Emca em encontrá-los e estimulá-los a voltar a participar das aulas.
Diante do quadro de desistências, um plano de trabalho foi elaborado no âmbito da Secretaria Municipal de Cultura, visando fazer com que as vagas deixadas em aberto pelos alunos que não estão frequentando as aulas pudessem ser preenchidas. Assim, se buscou realizar um processo de descentralização das ações da Emca, levando seus cursos para fora de sua sede.
"Buscamos atender alunos com dificuldade de acesso à Emca, que não participaram do período de inscrição, introdutório. Atendendo a esse plano de trabalho de descentralização, com as vagas remanescentes dos alunos desistentes, nós estamos iniciando um trabalho na escola Silvio Sartori, que fica a 17 quilômetros da Emca. Levamos uma estruturação de musicalização para todos os alunos daquela escola, 190 alunos da educação infantil ao quinto ano. Todos os alunos dos quartos e quintos anos vão ter aulas de violão, que é mais popular, sendo que os instrumentos já estavam lá", indicou a diretora. 
As aulas de musicalização no Sílvio Sartori têm a coordenação dos professores Renata Almodovar e Fabiano Chiari e ocorrem às quintas e sextas-feiras, das 13h30 às 17 horas.
De acordo com Maria Rosa, esse tipo de projeto tem uma relevância significativa e poderia ocorrer em todas as escolas de período integral, no conhecido segundo turno, já que permite o enriquecimento curricular, além das disciplinas tradicionais, gerando conhecimento artístico e também socialização.
"Buscamos fazer com que o aluno possa aprender música e também ter a formação de plateia, com o aluno sendo estimulado a estudar música, treinar ao longo da semana, já que, na última aula da sexta-feira, conforme estipulado no projeto, uma turma se apresenta para os demais alunos. Esse se apresentar para o outro na escola visa também o propósito de formação técnica e de plateia", complementou Maria Rosa.

Fonte: Jornal Debate



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