segunda-feira, 5 de abril de 2021

Live de missa é interrompida em Duartina

Uma igreja em Duartina interrompeu a live da missa de vigília pascal que realizava, na noite do último sábado, 03 de abril, após a chegada da fiscalização sanitária da prefeitura no local. O vídeo com o momento da paralisação da cerimônia pode ser acessado na página da própria paróquia Santa Luzia. Os fiéis ficaram sem entender e reclamaram da interrupção.
A missa estava com 35 minutos de duração quando o padre foi comunicado por alguém sobre problemas e, na sequência, informou o encerramento da missa e pediu desculpas aos internautas.
"Bom gente, vamos terminar aqui. Aqui em Duartina a situação é que não pode haver nem live, então, terminaremos para evitar maiores complicações. Peço ao pessoal que está nos acompanhando que nos desculpe", disse o padre, segundos antes de encerrar o vídeo.
Sobre o fato, prefeito da cidade, Aderaldo Pereira de Souza Júnior (Progressistas), informou que, em nenhum momento, os fiscais proibiram a realização da live, e que apenas solicitaram que os demais fiéis presentes na igreja, que não eram necessários para a gravação, se retirassem do local em cumprimento ao decreto municipal.
Publicado em 01 de abril deste ano, o decreto da prefeitura de Duartina, número 2381, proíbe a realização de missas e cultos presenciais em razão da pandemia.
Segundo o prefeito, a situação foi flagrada após denúncia. "A igreja já havia sido alertada na sexta. Novamente, no sábado, os fiscais chegaram na porta do local e constaram lá dentro cerca de 20 pessoas, inclusive crianças sem máscaras", pontua. "Nenhum fiscal proibiu em momento algum a continuação da celebração. Foi solicitado apenas que os demais fiéis, que não eram necessários para a live, se retirassem, porque o decreto não permite, mas o padre poderia continuar a celebração online", acrescenta o prefeito.
No domingo, 04 de abril, a paróquia Santa Luzia realizou nova live, desta vez da missa de páscoa. A igreja usou suas redes sociais para informar aos fieis que a celebração ocorreria, pois estava amparada na nova decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e com autorização da diocese.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru



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