sexta-feira, 30 de abril de 2021

Homem é preso por engano durante atendimento no Poupatempo de Assis

O morador de Tarumã, Valdemir Mazur, de 50 anos, sofreu um desconforto ao comparecer na agência do Poupatempo em Assis para renovar seu RG e sair preso por engano do local.
Segundo ele, há dias precisava renovar seu RG e compareceu à agência de Assis com horário marcado para pedir uma nova emissão do documento.
"Por volta das 12 horas eu fui atendido, quando a atendente digitou meus dados no sistema, ficou um pouco apreensiva e entrou dentro de uma sala, conversou com um homem e retornou. Novamente ela sentou na mesa digitou e pediu para eu aguardar um pouco que havia um problema", contou Valdemir.
Enquanto esperava, Valdemir notou uma movimentação estranha e quando viu a atendente retornava junto de um policial, que pediu para que Valdemir o acompanhasse até dentro de uma sala.
"Ele foi educado, disse que o assunto poderia causar constrangimento e eu o segui. Quando entrei na sala ele me disse que eu estava sendo procurado pela Justiça, por pensão alimentícia, o que é um absurdo, pois sou casado e só tenho uma filha que mora comigo e minha esposa", explicou indignado o homem.
Valdemir contou ainda que telefonou para sua esposa, conversou com o policial e comprovou os fatos, além de identificar no documento que o CPF que constava não correspondia ao seu, mas mesmo assim ele foi levado para a Delegacia. "Foi constrangedor, tive que ir no carro da polícia, deixar meu carro lá na rua", relatou.
Por volta das 13 horas Valdemir chegou na Delegacia e segundo ele, foi tratado como um bandido. "Eu estou abalado ainda, cheguei lá e me fizeram tirar a roupa para me revistar, tiraram foto minha naquelas paredes de altura e me colocaram numa cela, como se realmente eu fosse um presidiário", desabafou Valdemir.
Após pedir água e ser ignorado pela equipe policial, Valdemir ficou preso até as 17 horas quando levaram água para ele e seu advogado chegou no local. "Eu ,sem telefone e sem nada, nem consegui avisar minha família. Quando o advogado chegou identificaram que foi um erro no fechamento de um processo do meu irmão, feito em 2019, quando colocaram o meu RG no processo dele, e não deram baixa, mesmo ele já tendo pago isso há anos", revoltou-se Valdemir.
Após a constatação do mal entendido, ele foi liberado, restando a dívida com o advogado. "A gente que luta com a vida, passar uma situação dessa é triste demais. Ganho pouco e ainda tenho que pagar o advogado, por algo que nem fiz. A gente é tratado igual bicho pela polícia, não desejo isso para ninguém", finalizou Valdemir.
Valdemir disse que entrará com processo contra o Estado.

Fonte: AssisCity



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