segunda-feira, 5 de abril de 2021

Avaí: leilões de gado são alvo de investigação do Ministério Público

O Ministério Público do Estado de São Paulo deu um prazo de 15 dias para que a Prefeitura de Avaí responda aos questionamentos solicitados por conta da denúncia de que um leilão de animais no município estaria sendo realizado de forma presencial.
Os registros obtidos pela TV Tem foram feitos nos dias 3 de abril, 16 e 23 de março, na fase emergencial do Plano São Paulo, a mais rígida desde o começo da pandemia para conter a disseminação da ovid-19.
O caso foi denunciado ao Ministério Público. As imagens mostram que não havia distanciamento social entre as pessoas que observam os animais, enquanto o pisteiro dava continuidade ao evento. 
A prefeitura de Avaí só autoriza a realização online de leilões de animais e, mesmo que virtualmente, os eventos precisam cumprir as regras de horário, até as 20h, e só podem acontecer se forem autorizados semanalmente pela Vigilância Sanitária Municipal.
O diretor da Vigilância Epidemiológica de Avaí, Márcio Roberto de Almeida Fuliotti, garantiu que fiscaliza os leilões, inclusive pessoalmente, e que as regras estão sendo seguidas. Ele negou que recebeu qualquer denúncia de irregularidade da empresa, mas informou que pode suspender até os eventos online, caso a denúncia seja apurada como verdadeira.
“Vou acionar a empresa e a gente vai encerrar as atividades. Não vai ter leilão nem virtual nem presencial enquanto tiver a pandemia. Não vamos emitir a autorização para a realização de leilões”, relatou Márcio. O prazo de 15 dias dado à Prefeitura de Avaí começou a contar a partir de 31 de março.
À TV Tem o proprietário da empresa que realiza os leilões em Avaí confirmou a realização presencial dos eventos durante a fase emergencial. Disse ainda que recebe entre 30 e 40 pessoas por evento, mas que possui um salão amplo, com ventilação natural e que as mesas ficam a dois metros de distância uma da outra.
O proprietário também complementou dizendo que é obrigatório o uso de máscara e álcool gel, e que, se o Posto Fiscal e a Vigilância Sanitária autorizam a emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) para que o criador leve o gado ao local, ele entende que o criador deve cuidar do animal; e que o comprador precisa estar presente para escolher o gado.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou que a Coordenadoria de Defesa Agropecuária emite o GTA, que controla o trânsito e a concentração de animais, com atuação exclusiva na questão sanitária animal. Segundo a pasta, as fiscalizações de saúde humana são de competência da Vigilância Sanitária.

Fonte: TV Tem




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