terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Spotify quer recomendar músicas com base no humor da pessoa

O Spotify pode começar a recomendar músicas de acordo com o humor do usuário. A ideia foi submetida para registro em fevereiro de 2018 e a documentação da patente foi divulgada na última semana. De acordo com o serviço de streaming, a técnica deve funcionar por meio da observação da voz e do som ambiente em torno do assinante. Assim, a inteligência artificial poderia coletar informações que permitiriam ao Spotify fazer recomendações mais precisas aos seus usuários.
Com os dados de voz, a plataforma poderia considerar outros detalhes além do estado do humor, como gênero, idade e até mesmo sotaque. O foco do recurso estaria em obter dados mais específicos a respeito dos usuários e usá-los para recomendar conteúdo. Caso fosse implementado, o ouvinte teria acesso a músicas, podcasts e anúncios mais adequados ao seu perfil e ao seu estado emocional naquele momento.
No texto da patente, o Spotify explica que a análise se daria em cima de conteúdo de áudio, incluindo voz e som ambiente. Isso permitiria à plataforma traçar um quadro de preferências e perfil mais preciso do que o modelo atual, em que o algoritmo busca entender os gostos de cada um a partir dos conteúdos com mais interações.
Entre os cenários de uso, o Spotify menciona a capacidade de identificar se o usuário está sozinho, em grupo ou numa festa, e assim ajustar a recomendação de músicas de forma precisa a cada estado. Em relação às emoções, o serviço indica que poderia detectar estados emocionais, como felicidade, raiva, tristeza ou estresse. Desse modo, as recomendações seriam indicadas para cada um dos sentimentos em tempo real.
Outra possibilidade é a análise de informações como idade, gênero e localização geográfica para ajustar as recomendações. Essa técnica poderia ser baseada em fatores como o índice de popularidade de um artista ou de uma canção em determinada faixa etária e localidade.
No entanto, um detalhe importante a se considerar diz respeito aos limites de privacidade. Afinal, a funcionalidade exige acesso ao que é dito pelo usuário e a todos os sons de seu entorno. A divulgação da patente indica apenas que o Spotify investiga a técnica internamente, mas não garante que o recurso esteja em desenvolvimento ou mesmo que seja disponibilizado ao consumidor no futuro.

Fonte: BBC



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