segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Segmento de bares e restaurante já demitiu 150 mil pessoas no Estado de São Paulo

O comércio e o segmento de bares e restaurantes são os mais afetados com as medidas de restrição surgidas no aumento dos casos de covid-19 no Brasil. O Sindesbar (Sindicato dos Restaurantes e Bares de São Paulo) avalia que haverá uma quebra generalizada dos estabelecimentos do setor, diante de um quadro de proibição de funcionamento e de diminuição de renda de grande parte da população.
De acordo com Sylvio Lazzarini, vice-presidente do Sindesbar, a demanda está comprometida, não havendo mais o auxílio emergencial e o desemprego, em nível recorde, tende a aumentar. Ele apontou que os estabelecimentos enfrentam enormes dificuldades financeiras e não têm mais a possibilidade de redução de jornadas de trabalho. No ano passado, sustentou, 150 mil colaboradores foram demitidos e, sem recuperação da atividade, o número tende a aumentar significativamente neste ano.
"Acredito que a evolução da pandemia nos países asiáticos poderia servir de parâmetro para a tomada de decisões no Brasil. O Japão, por exemplo, tem 14 vezes mais habitantes por quilômetro quadrado que o Brasil, além de ter, também, uma população de idosos muito maior. O número de óbitos no Japão é de 39 por milhão de habitantes (em comparação a 1.035 no Brasil). Detalhe: nenhum comércio foi fechado lá. Nenhum restaurante ou shopping center. Zero quarentena. Certamente, a liderança de um governo responsável ajudou a controlar a pandemia. O exemplo tem de vir de cima", indicou Lazzarini.
Para ele, a vacina deveria chegar mais rapidamente às pessoas, sendo hoje o único instrumento para conter o cenário de caos atual. "Para salvar vidas não temos que matar o comércio. O governo precisa se debruçar sobre medidas para a recuperação da atividade econômica e, assim, garantir empregos, a volta às aulas e o desenvolvimento com justiça social", complementou.

Redação do Garca.Jor



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