segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Australian Open segue adiante mesmo com ira de tenistas por quarentena

O diretor do Australian Open, Craig Tiley, confirmou que o primeiro torneio Grand Slam da temporada de tênis seguirá a programação, a partir de 08 de fevereiro, apesar da irritação de jogadores forçados a entrar em uma dura quarentena em Melbourne por causa de casos positivos do novo coronavírus (covid-19) em seus voos fretados.
Setenta e dois jogadores e suas equipes terão que se isolar por duas semanas em seus quartos de hotel em Melbourne e não estão mais livres a deixá-los para treinarem após infecções terem sido registradas em três voos que os levaram a Melbourne.
Um caso positivo foi registrado neste domingo num voo que havia aterrissado um dia antes e que levou 58 passageiros de Doha, onde ocorreram torneios classificatórios do Grand Slam.
Vinte e cinco jogadores estavam a bordo, mas o passageiro, que havia testado negativo antes do voo, não é um deles.
“Os 25 jogadores no voo não poderão deixar seus quartos de hotel por 14 dias, e até que sejam liberados pelos médicos. Eles não poderão treinar”, disse o Australian Open.
Outros jogadores que chegaram em diferentes voos também estão submetidos à quarentena de 14 dias, mas podem deixar os seus hotéis durante cinco horas por dia para treinar, o que levantou questões sobre a integridade do Grand Slam.
Tiley afirmou que o torneio começaria como planejado, mas a instituição organizadora do esporte no país, a Tennis Australia, considerará alterar os torneios de preparação para ajudar os jogadores afetados.
“Estamos analisando o calendário de preparação para ver o que podemos fazer para auxiliar esses jogadores”, disse Tiley à emissora Nine Network, neste domingo, 17 de janeiro.
“O Australian Open ainda será realizado e continuará a fazer o melhor possível para garantir que esses jogadores tenham a melhor oportunidade”.
Autoridades haviam dito antes que tinham registrado quatro infecções por covid-19 entre passageiros de dois voos fretados levando jogadores a Melbourne.
Um jornalista do voo de Los Angeles testou positivo, se juntando a um membro da tripulação e um treinador de tênis no mesmo voo, cujas infecções haviam sido relatadas no sábado.
O outro caso foi Sylvain Bruneau, treinador da canadense Bianca Andreescu, campeã do US Open de 2019. Ela estava num voo fretado que levou 23 jogadores de Abu Dhabi.
A romena Sorana Cirstea, número 71 do mundo no circuito feminino, disse nas redes sociais: “Se tivessem nos falado dessa regra antes, eu não jogaria. Teria ficado em casa”.
A jogadora suíça Belinda Bencic afirmou que ela e os outros 46 jogadores estão em desvantagem: “Não estamos reclamando [da quarentena]. Estamos reclamando pelas condições desiguais de treinos e jogos antes de um torneio muito importante”.
A chefe de quarentena do Estado de Vitória, Emma Cassar, alertou os jogadores a cumprirem as regras de quarentena e os ameaçou com multas de cerca de US$ 15 mil e a possibilidade de movê-los a instalações mais rígidas após dois jogadores cometerem violações leves, abrindo as portas dos seus quartos de hotel para conversar com outros.

Fonte: Agência Brasil



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