quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Brasil bate recorde no número de desempregados: 14 milhões de pessoas

O Brasil abriu 414.556 vagas de emprego com carteira assinada em novembro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje pelo Ministério da Economia. Os números são resultado de 1.532.189 contratações e 1.117.633 demissões no mês passado.
É o melhor resultado para todos os meses desde o início da série histórica do Caged, superando o recorde anterior registrado em outubro. É também o quinto mês consecutivo de saldo positivo e o melhor do ano até o momento.
Com isso, o país passa a ter saldo positivo na criação de empregos formais primeira vez desde o início da pandemia. De janeiro a novembro, o saldo acumulado é de 227.025 empregos (13.840.653 admissões e 13.613.628 demissões).
O total de empregos com carteira no país somou 39.036.648 vínculos em novembro, o que representa uma variação de 1,07% em relação ao mês anterior e bem próximo do registrado em novembro de 2019 (39.358.772).
Apesar disso, números divulgados mais cedo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o desemprego segue em patamar elevado no país.
Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Covid-19, a taxa de desemprego subiu e chegou a 14,2% em novembro, a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em maio. Isso corresponde a 14 milhões de pessoas sem trabalho no país —-em outubro foram 13,8 milhões.
O número de desempregados também é recorde da série, com um aumento de 2% frente a outubro e de 38,6% desde o início da pesquisa (maio). Em outubro, a taxa de desemprego foi de 14,1%.
Esse aumento da população desocupada ocorreu, principalmente, na região Nordeste. Nas demais regiões ficou estável, sendo que no Sul houve queda na desocupação.
Maria Lucia, coordenadora da Pnad Covid-19 Mensal
De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego entre as mulheres foi de 17,2%, maior que a dos homens, que ficou em 11,9%.
Por cor ou raça, a taxa foi maior entre negros —que inclui pessoas que se declaram preta ou parda—, de 16,5%. Para a população branca, a taxa ficou em 11,5%. Isso representou um aumento de 0,3 ponto percentual na taxa entre negros, enquanto a taxa entre os brancos manteve-se inalterada pelo quarto mês consecutivo.
Por grupos de idade, os mais jovens apresentaram taxas de desocupação maiores (24,2% para aqueles de 14 a 29 anos de idade). Na análise por nível de escolaridade, os que têm nível superior completo ou pós-graduação tiveram as menores taxas (6,7%).
Em novembro, a taxa de informalidade ficou em 34,5%, a mesma do mês anterior, segundo o IBGE. Norte e a Nordeste seguem com os maiores níveis de informalidade, 49,6% e 45,2%, respectivamente.
Em números absolutos, 29,2 milhões de pessoas estavam informais em novembro, equivalente a 34,5% do total de ocupados no país. Isso representa um aumento de 0,6% em relação ao total de informais em outubro.
Os dados divulgados hoje pelo IBGE e pelo Ministério da Economia têm metodologias diferentes. O ministério coleta informações declaradas por empregadores por meio dos sistemas do eSocial, Caged e Empregador Web, portanto apenas empregos formais.
Já a pesquisa do IBGE é mais ampla e aborda também trabalhadores informais e pessoas que estão em busca de emprego. Essas informações são obtidas por meio de entrevistas e consultas a outras bases de dados, como beneficiários de programas sociais.

Fonte: UOL



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