quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Operação contra pedofilia cumpre três mandados em Marília

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira, 25 de novembro, a operação Black Dolphin para cumprir 220 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de pedofilia. Em Marília foram cumpridos três mandados.
A ação é coordenada por policiais do Demacro e do Deinter-5 (São José do Rio Preto). Os mandados são cumpridos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Os três mandados de busca e apreensão cumpridos em Marília foram expedidos pela Vara da Infância e Juventude de São José do Rio Preto.
Nos três locais que foram vistoriados pelos policiais, a princípio não foram encontrados o armazenamento ou troca de imagens envolvendo pornografia infantil.
Todos os equipamentos foram apreendidos e vão para perícia. 
A Black Dolphin começou com uma investigação em 2018. Os policiais descobriram que um suspeito de pedofilia pretendia vender sua sobrinha para predadores sexuais na Rússia.
O plano dele era levá-la à Disney da Europa e entregá-la para os predadores na Rússia, alegando que ela teria desaparecido no parque.
Iniciou-se uma investigação de Organização Criminosa em 2019 com indícios de estrutura Piramidal, distribuição de tarefas – moments chats.
Foram realizadas infiltrações em mais de 20 comunidades na deepweb e encontrados mais de 10 mil contas de e-mails, além de mais de cinco nuvens exclusivas com imagens abusos infantis, abrigadas em países do leste europeu.
Também houve o encontro de predadores que produzem, compram e vendem material de abuso infantil, sequestro e tráfico de crianças para abusos.
Em 2019 foi localizado o “nickname” de um provável chefe da Organização Criminosa. Ele dizia que estavam protegidos pelo anonimato e que as leis brasileiras são ridículas.
Afirmava que no Brasil não tinha prisão para segurá-los. Somente a colônia, conhecida como Black Dolphin, poderia detê-los.
Essa prisão localiza-se junto à fronteira do Cazaquistão, abriga somente presos condenados à prisão perpétua e é
conhecida pelo rigor no tratamento dos detentos.
Em 2020 esse provável chefe foi identificado com residência no Brasil. Foi perfilado como machista, autoritário e possessivo.
Em agosto deste ano foi instaurado inquérito policial pela Delegacia Seccional de Polícia de São José do Rio Preto e distribuído para a Vara da Infância e Juventude da mesma comarca.

Fonte: Marília Notícia



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