quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Jovem que matou pai com facada passa por exame de sanidade mental em Marília

A adolescente suspeita de matar o pai com uma facada em Marília passou por exame de sanidade mental nesta semana em uma clínica psiquiátrica da cidade. A perícia foi um pedido da defesa da jovem durante o processo, que foi aceito pela Justiça em novembro do ano passado.
Segundo o advogado de defesa da jovem, Fábio Ricardo Rodrigues dos Santos, o exame foi realizado para "constatar se no momento dos fatos ela tinha plenitude de consciência do que estava fazendo ou se teve um surto psicótico".
A partir de agora, o médico perito tem um prazo de 10 a 15 dias para entregar o laudo e a defesa e o Ministério Público ainda podem pedir uma complementação desse documento. Depois disso, o caso deve seguir para as alegações finais e para a sentença da Justiça.
O dentista Aloisio Ahnert Tassara foi encontrado morto na sala da casa dele com ferimentos de faca em agosto de 2019. A filha dele, na época com 17 anos, foi localizada logo depois em cima do telhado de uma casa vizinha, com uma faca na mão, e foi levada ao Hospital das Clínicas pois o Samu constatou que ela estava em surto psicótico.
Desde então, a adolescente ficou internada na ala psiquiátrica do HC e recebeu alta no final de outubro. Segundo o advogado, a jovem foi internada mais duas vezes após esse período, mas responde ao processo em liberdade.
Segundo as investigações, a jovem é apontada como a principal suspeita do crime. Ela foi ouvida em outubro do ano passado dentro do Hospital das Clínicas pela equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e teria detalhado o que aconteceu no dia dos fatos.
Depois disso, o delegado que era responsável pelo caso na época enviou um relatório à Vara da Infância e Juventude e ao promotor, além de sugerir o exame de sanidade mental na adolescente.
Em entrevista ao G1 na época, o advogado de defesa disse que a jovem estava passando por tratamento psiquiátrico e que, provavelmente, ela sofre de esquizofrenia paranoide, apesar de não ter o diagnóstico fechado.
A jovem recebeu alta e foi ouvida pelo Ministério Público no dia 25 de outubro. No dia 7 de novembro, o promotor fez uma representação contra a adolescente. Desde então, duas audiências foram marcadas e a Justiça aceitou o pedido da defesa para realizar a perícia, que foi feita quase um ano depois.
Além da morte de Aloísio, a DIG de Marília afirmou que a mãe da adolescente teve que passar por um exame de corpo de delito após o crime. De acordo com o advogado de defesa, a mãe também teria sido agredida pela filha no momento do surto, com mordidas e arranhões.
No dia do crime, a perícia também encontrou quase R$ 20 mil em dinheiro nas roupas do dentista, mas o delegado informou que o valor encontrado não tem qualquer relação com o crime.

Fonte: G1



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