segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Jogo da série A3 do Paulista está sob suspeita de manipulação

A goleada do Linense por 4 a 0 diante do Barretos, no retorno do Campeonato Paulista Série A3, foi considerada como suspeita de manipulação de resultados. Quem investiga o caso é a Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), que, por meio do delegado César Saad, já pediu relatório da partida à Federação Paulista de Futebol (FPF).
A FPF informou que sua Comissão de Integridade já analisa o caso junto com a SportRadar, empresa que monitora as movimentações em bolsas de apostas para a entidade.
Na partida, o Linense fez dois gols de pênaltis, cometidos por Fabrício e Deriky. O último gol foi contra após cobrança de escanteio, já no fim do duelo, fechando o placar de 4 a 0.
Com o resultado, o Linense foi para o sexto lugar, com 18 pontos. O Barretos está em 13º com 13.
Por conta da pandemia, o BEC está passando por momento financeiro ruim. Tanto que os jogadores ameaçaram não jogar quando o estadual voltasse. Por fim, esses jogadores deixaram o clube, o que forçou o Barretos a montar o elenco do zero.
O presidente do Linense, Leandro Assato, afirmou que não percebeu o fato e justificou o placar pela própria fraqueza do Barretos.
"Fomos lá e fizemos nossa parte. Ganhamos o jogo da maneira como se apresentou. Achei um time fraco, um time remontado devido aos problemas que tiveram e com pouco tempo de treinamento", avaliou.
Por meio de sua assessoria, o Barretos rebateu as acusações, que 'não há o mínimo de sustentabilidade, e afirmou que entrará em contato com a Polícia Civil para esclarecer a situação.
"A respeito da notícia publicada no portal de notícias Globo Esporte em 19/09/2020 com o título "Polícia de São Paulo analisa suspeita de manipulação em Barretos x Linense pela Série A3", o departamento jurídico do Barretos Esporte Clube afirma que isso não aconteceu e não há o mínimo de sustentabilidade e não há veracidade nas informações e considera leviano.
O Barretos Esporte Clube está questionando junto a FPF (Federação Paulista de Futebol) os lances do primeiro e segundo gols e possível impedimento no primeiro pênalti e discutível no segundo pênalti. O clube também defende que o terceiro gol estava impedido, tendo a falta acontecido a pelo menos meio metro fora da área.
O departamento jurídico entrará em contato com a Polícia Civil do Estado de São Paulo para esclarecimentos e está a disposição para quaisquer colaborações."

Fonte: Futebol Interior



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