segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Ideb de escolas municipais e estaduais de Garça fica abaixo de meta projetada

O Ministério da Educação, por meio do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), disponibilizou nesta semana os mais recentes números do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Esse é um indicador voltado para a avaliação educacional referente aos municípios e é divulgado a cada dois anos. Os números disponibilizados agora pela pasta federal referem-se ao desempenho obtido em 2019.
Escolas municipais e estaduais de Garça tiveram desempenho inferior às metas projetadas pelo Ministério da Educação, seguindo um comportamento que já vinha sendo identificado nos levantamentos anteriores. Nessa estatística disponibilizada pelo Inep é apresentada o valor aferido para as quartas séries (quintos anos) do ensino básico, para as oitavas séries (nonos anos) do ensino fundamental e terceiro ano do ensino médio. No primeiro caso, no que se refere a Garça, a avaliação recaiu sobre as escolas municipais e no segundo e terceiro casos sobre as escolas estaduais.
Segundo o levantamento apresentado pelo Ministério, no ano passado, as quartas séries de Garça registraram uma nota de 6,2 pontos no Ideb, que foi ligeiramente superior à verificada em 2017 (6,1 pontos) e 2015 (6,0 pontos). No entanto, o indicador ficou abaixo da meta projetada pela pasta federal, que tinha uma perspectiva de que essas salas atingissem o nível de 6,5 pontos. 
Em 2017, o nível atingido pelas quartas séries da rede municipal ficou em 6,1 pontos, contra uma meta de 6,3 pontos. O ano de 2015 foi um diferencial, já que a cidade naquela oportunidade conseguiu atingir 6,0 pontos, que era efetivamente a meta estabelecida no Índice governamental.
Já para as classes de oitava série, em 2019 as escolas garcenses públicas (rede estadual) atingiram uma nota de 5,2 pontos, abaixo da meta projetada pelo Ministério da Educação, que esperava um nível de 5,6. Em 2017 também foi observado um comportamento abaixo do esperado, com 4,9 pontos computados, contra uma meta de 5,6, ao passo que em 2015 a referência atingida foi de 5,0 pontos, contra um objetivo traçado pelo governo federal de 5,4.
Por fim, o levantamento fez uma análise das classes de terceiro ano do ensino médio, que no caso são de atendimento da rede estadual de ensino. Em 2019, esse índice atingiu 4,3 pontos, contra uma meta estipulada em 4,5 pontos. Já em 2017, essas salas tiveram uma nota de 4,0 pontos, contra uma meta de 4,3.
O Ideb já faz uma projeção para a meta a ser atingida pelas escolas no seu próximo levantamento, que será apresentado no ano de 2021. Para as salas de quarta série, a meta será atingir 6,7 pontos, ao passo que para as oitavas séries o alvo será o patamar de 5,9 pontos, não havendo tal critério para o ensino médio.
Criado em 2007, o Ideb é o principal medidor de qualidade do ensino fundamental e médio no país. O resultado é divulgado em uma escala de zero a 10, levando em conta os dados de aprovação escolar, extraídos do Censo Escolar, e o desempenho dos alunos em Português e Matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica, prova aplicada pelo Ministério da Educação. O cálculo do Ideb é feito com base nesses dois números. 
Até 2022, o Brasil tem o objetivo de chegar à média geral de 6 pontos no Ideb dos anos iniciais do ensino fundamental (primeiro ao quinto ano), para que o índice seja celebrado nos 200 anos da Independência do Brasil. Nos anos finais do fundamental (sexto ao nono ano), o objetivo é 5,5 pontos e, no ensino médio, 5,2. A nota equivale à média dos alunos dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Fonte: Jornal Debate



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