terça-feira, 25 de agosto de 2020

Vendas nos supermercados caem sem as festas juninas e com flexibilização do comércio

O cancelamento das tradicionais festas juninas e julinas, somado à reabertura do comércio de rua, bares, restaurantes e shoppings, causaram uma desaceleração no valor de vendas registado em junho pela Apas (Associação Paulista de Supermercados). 
O faturamento real dos supermercados no Estado de São Paulo (deflacionado pelo IPS/Fipe), no conceito de mesmas lojas — que considera as unidades em operação no tempo mínimo de 12 meses — registrou queda de 0,4% no Estado na comparação com o mesmo junho de 2019. A grande São Paulo foi a região que mais sentiu a queda de vendas com -3,9% em comparação ao ano anterior. O cenário, porém, é diferente no interior do Estado, onde os índices se mantiveram 2,2%.
No acumulado de 2020, o setor varejista alimentar registrou a primeira queda desde fevereiro, caindo de 7,4% em maio para 5,7% em junho. 
“O setor já esperava uma retração nas vendas devido ao aumento do desemprego, o que obriga os consumidores a serem mais seletivos em suas compras. O número de itens vendidos no mês foi 0,8% menor que junho de 2019”, explicou o presidente da Apas, Ronaldo dos Santos.
A Regional Marília (que inclui a cidade de Garça) da Apas foi responsável por 1,7% do faturamento do setor no Estado de São Paulo em 2018, o que equivale a aproximadamente R$ 1,8 bilhão. A geração de empregos também é bastante representativa: em torno de 9 mil pessoas trabalham em supermercados nesta região. Atualmente, a Regional possui 94 associados, que correspondem a 142 lojas em 50 cidades. O diretor da regional é o supermercadista Bruno Kawakami.

Redação do Garca.Jor


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