quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Tupã desenvolve programação focada na prevenção à leishmaniose visceral

A Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Tupã, iniciou as ações da Semana Estadual de Prevenção à Leishmaniose Visceral (#EuApoioeFaçoParte), que vai até 15 de agosto. 
Durante a programação, as equipes da pasta realizarão visitas em bairros do município, orientando sobre sinais e sintomas da doença e fazendo busca ativa de animais que apresentem quadro semelhante ao da leishmaniose visceral. 
De acordo com a Secretaria de Saúde, as ações da campanha deste ano, que serão desenvolvidas pelos agentes do Centro de Controle de Zoonoses, em parceria com as Unidades de Saúde e agentes comunitários, serão aplicadas de maneira diferente, por conta da possibilidade de transmissão do novo coronavírus. 
Para isso, os agentes usarão Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante todo o tempo da visita nas residências, onde os moradores também serão orientados a usarem ao menos máscaras de proteção. 
O responsável pelo CCZ, Robison Luiz, explicou que a leishmaniose visceral é uma doença perigosa e que requer constante acompanhamento por meio das equipes de Saúde, para que o diagnóstico seja rapidamente realizado. 
"Além de a doença atingir os animais, é importante ressaltar que ela pode ser transmitida para humanos. A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da Leishmaniose Visceral”, explicou. 
Robison acrescentou que, para combater a doença, os agentes de Saúde passarão todas as orientações aos munícipes sobre como evitar a proliferação do mosquito vetor dentro de sua residência. 
A Leishmaniose Visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos. É transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado, denominado flebotomíneo e conhecido popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis.

Redação do Garca.Jor


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