quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Ídolo dos Bolsonaros, Steve Bannon é preso nos EUA sob acusação de fraude

Steve Bannon, que foi conselheiro do presidente Donald Trump, foi preso após ter sido indiciado pelo crime de conspiração para cometer fraude para levantar dinheiro para uma campanha para apoiar a construção de um muro entre os Estados Unidos e o México, de acordo com um comunicado do Departamento de Justiça dos EUA nesta quinta-feira (20).
Um porta-voz da promotoria federal dos EUA confirmou a prisão.
Três supostos cúmplices também foram presos. Eles teriam usado fundos de campanha de forma inconsistente com o de uma representação pública.
A campanha "We Built That Wall" (nós construímos o muro, em tradução literal) arrecadou US$ 25 milhões (cerca de R$ 142 milhões, na cotação atual).
Promotores federais em Nova York anunciaram que Bannon foi acusado em uma acusação em conjunto com Brian Kolfage, Andrew Badolato e Timothy Shea.
Os doadores pensaram que o dinheiro iria para ajudar a construir um muro de fronteira, , mas Kolfage recebeu milhares de dólares que usou para ele mesmo. Kolfage foi descrito como o rosto público e fundador da operação.
Desde que Bolsonaro se consolidou como candidato favorito à Presidência, Steve Bannon apoia e aconselha os Bolsonaros, e sempre que um deles viaja aos EUA, faz uma visita ou uma consulta a Bannon. 
Ao assumir a Presidência, Bolsonaro buscou reorientar sua política externa e aproximar o Brasil dos EUA de Donald Trump.
A aproximação sempre foi vista com entusiasmo pelos dois lados, e Bolsonaro chegou a ser chamado de "Trump Tropical" pela imprensa internacional em razão de uma política externa semelhante à americana.  
Em entrevista ao Estado em fevereiro, Steve Bannon avaliou que o futuro da política é o populismo, e Jair Bolsonaro é a chance de se espalhar o movimento de direita pela América do Sul.
Essa impressão levou a aproximação de Bannon com os Bolsonaro e com Ernesto Araújo. A proximidade entre os dois vem desde antes da eleição de Bolsonaro. Gerald Brant, integrante do mercado financeiro de Nova York e responsável por apresentar Bannon à família Bolsonaro. 

Fonte: G1 e Estado de São Paulo


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