terça-feira, 4 de agosto de 2020

Dados do Ministério da Saúde indicam alta no consumo de bebidas alcoólicas

Realizado em 2019, o estudo do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico apontou, nas capitais brasileiras, um crescimento de consumo abusivo de álcool de 15,7% em 2006 para 18,8% no último ano. Os dados foram publicados em boletim do Ministério da Saúde, que analisou o impacto das bebidas alcoólicas no Brasil.
O texto também traz uma análise, de 2016, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que calculou que 44,5% da população mundial acima dos 15 anos consome bebidas alcoólicas – valor correspondente a 2,3 bilhões de pessoas. O mesmo levantamento indicou que o consumo exacerbado foi, naquele ano, responsável por três milhões de mortes em todo o mundo.
Voltando à situação brasileira, o boletim aprofunda nos dados de outro levantamento, também com números alarmantes. Na Pesquisa Nacional de Saúde – realizada em 2013 – 40,4% dos entrevistados afirmaram consumir bebidas alcoólicas e 13,7% destes apresentaram consumo abusivo, situação que se abrange em maior número entre homens adultos (de até 34 anos de idade), de cor preta ou parda, com maior nível de escolaridade.
Os estados com os maiores índices de ingestão excessiva do álcool foram: Bahia (18,9%), Mato Grosso do Sul (18,4%) e Amapá (17,6%); e os com as menores taxas: Paraná (10,6%), Paraíba (10,9%) e Rondônia (11,1%). No que se entende pela mortalidade causada pelo álcool, o Brasil registrou 12,3 mortes por 100 mil habitantes em 2013, enquanto em 2018 o número foi de 10,6 mortes a cada 100 mil habitantes.
O estado com a maior taxa de mortalidade, tanto em 2013 quanto em 2018, foi o Sergipe, com índices de 27,1 e 19,5 mortes, respectivamente. As outras Unidades Federativas com os maiores registros de óbitos, em 2013, foram Espírito Santo (20,6) e Alagoas (19,2). Enquanto em 2018, as maiores taxas foram de Alagoas (17,3) e Mato Grosso do Sul (16,3).
Os números do Ministério indicam que, entre 2013 e 2018, 106.600 mortes foram registradas no Brasil em decorrência do consumo de álcool. Atualmente, a legislação tenta impedir o avanço do vício através de algumas iniciativas, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores, restrições de propaganda que incentivem o consumo, restrições de disponibilidade em aldeias indígenas e a criação da Lei Seca.

Fonte: Associação Paulista de Medicina


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