segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Após explosão e protestos, primeiro-ministro do Líbano anuncia renúncia

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, renunciou nesta segunda-feira (10), em meio a protestos contra a corrupção do governo. Os atos começaram depois da megaexplosão no porto de Beirute, na semana passada.
Pressionados pelo ocorrido, ministros da gestão estavam abandonando seus postos. Pouco antes do anúncio, Diab afirmou que a explosão foi decorrente da corrupção endêmica no governo.
No final de semana, o agora ex-primero-ministro já havia admitido que solicitaria eleições parlamentares antecipadas.
Em um discurso na TV, Diab afirmou que dará "um passo para trás para poder estar com o povo e lutar por mudanças junto com as pessoas. Eu declaro hoje a renúncia deste governo", anunciou.
Ao final de sua curta declaração, ele repetiu a frase "que Deus proteja o Líbano" por três vezes.
Enquanto Diab apresentava sua renúncia, os protestos seguiam nas ruas do Líbano. Há diversos registros de confronto entre manifestantes e forças de segurança, que tentam proteger a entrada do Parlamento.
A grande explosão aconteceu na região portuária de Beirute, a capital do país. Ao menos 163 pessoas morreram e mais de seis mil ficaram feridas. A destruição de uma das área mais importantes do Líbano aconteceu em meio a uma grave crise política e econômica.
Após o ocorrido, a insatisfação popular que já era grande cresceu de forma exponencial. No último domingo (09), ministros da Informação e do Meio Ambiente renunciaram junto com vários membros do governo. Nessa segunda-feira, o ministro da Justiça também deixou o cargo.
De acordo com a mídia local, Ghazi Wazni, ministro das Finanças, também preparou sua carta de renúncia. Wazni é tido como um articulador com o FMI sobre um plano de ajuda financeira para o país.
Michel Aoun, presidente do Líbano, inicialmente apontou que a explosão foi causada por uma grande quantidade de nitrato de amônio armazenada de forma negligente durante anos no local. Posteriormente, ele afirmou que a investigação consideraria se houve alguma interferência externa.

Fonte: Yahoo Notícias


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