segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Acig orienta que todos devem intensificar os cuidados contra a covid-19 no comércio local

A cidade de Garça registrou um aumento exponencial de casos de covid-19 nos últimos dias, com a ampliação também no volume de mortes decorrentes dessa doença. A situação é grave, mas, ainda assim, a região foi colocada na fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena (leia mais sobre o assunto em matéria nesta edição de DEBATE). Mesmo diante desse quadro, os cuidados devem ser redobrados, visando evitar que o novo coronavírus se espalhe ainda mais.
A Acig (Associação Comercial e Industrial de Garça) indicou que continua atenta para a questão da pandemia e tem reiterado aos lojistas a importância de ele continuar trabalhando com a verificação de cuidados imprescindíveis, como evitar que o cliente entre no estabelecimento sem máscara, que peça ao comprador que faça a higienização das mãos com álcool em gel na entrada das lojas, entre outros procedimentos.
"É importante que cada um faça a sua parte neste momento, tanto os lojistas, comerciários, consumidores, cada um tenha a sua responsabilidade de se cuidar e cobrar o seu próximo. Se conseguirmos controlar isso, que não deixemos esses casos aumentarem de maneira tão rápida, a gente consegue até controlar, por exemplo, para não se ter a falta de espaço na UTI para aqueles que necessitam. Essa é a grande preocupação, que chegue um momento em que a UTI esteja lotada e aí alguém necessite e tenha de passar dificuldades ou venha a óbito por falta de vagas", apontou Fábio Dias, gerente da Associação.
Segundo ele, outra preocupação é quanto aos supermercados, que continuam a receber um número considerável de clientes e que deve haver uma conscientização do cliente quanto à aglomeração nesses locais.
"A gente entende que, ao longo do isolamento, as pessoas queiram sair, se distrair. No entanto, no momento que estamos agora, neste mês de agosto e setembro, pedimos que apenas uma pessoa por família vá ao supermercado. Se tem uma criança, por exemplo, e tem com quem deixar, não leve a criança para o supermercado. Se vai o casal, fique um no carro, aguardando. Tomando todos os cuidados ainda na hora de estar dentro do mercado, não descuidando jamais. Hoje o mercado não é lugar de passeio, é um lugar de compras daquilo que é necessário", sustentou.
O aparecimento da pandemia fez com que o comércio garcense tivesse uma mudança das mais consideráveis. O presidente da Acig, João Galhardo, apontou que a entidade vinha trabalhando em cima de uma programação vasta para a promoção das vendas neste ano, sendo que tal planejamento não pôde ser concretizado diante do cenário que se formou. Agora, a expectativa é o final do ano, mas ainda não se sabe o que poderá ocorrer.
"Se for comparar com o ano passado, neste momento já estávamos muito mais adiantados, inclusive, o Natal. Então, agora o que planejamos no começo do ano não deu para colocar em prática, como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados, abertura noturna. Tudo que passou já tínhamos programado e não pôde acontecer e o Natal nós também já havíamos programado e não vai ser possível implantar o que estava planejado. Iremos ver o que virá daqui para frente. Se tivéssemos uma vacina, ainda daria tempo, já que poderíamos trabalhar em outros moldes. Ações grandes exigem um tempo para legalização, mas caso não consigamos ter uma premiação grande, faríamos um planejamento em cima de planejamento, com chegada de Papai Noel, chegada de super-heróis, alguma coisa nesse sentido. Estou confiante, sempre se falou naquela curva e estamos no topo dela agora, acho que a tendência é começar a melhorar", finalizou Galhardo.

Fonte: Jornal Debate


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