quinta-feira, 2 de julho de 2020

Mercado de boi gordo busca ampliar lucro

Vem sendo motivo de debates, entre os produtores, a situação do mercado futuro do chamado boi gordo e as consequências das oportunidades de negócio, sem tanto receio do quadro de pandemia a atemorizar os setores do modelo econômico tradicional.
Nas videoconferências, há quem se posicione com tranquilidade, como é o caso do presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Antônio de Salvo.
Para o empresário, o mercado futuro pode ser uma boa opção de comercialização aos pecuaristas que já lidam com a gestão de riscos e preços na propriedade rural e, portanto, estariam acostumados às gangorras da economia.
"A CNA, as federações estaduais e os sindicatos de produtores rurais oferecem a possibilidade de acesso a ferramentas para desenvolver o nosso setor. Essa é uma oportunidade para aproveitar e alavancar as commodities de carne bovina e mostrar o potencial do Brasil nesse segmento", disse Antônio Salvo.
O consultor pecuário Gustavo Figueiredo também evita o estresse no setor ao verificar uma série de vantagens em operações graças ao funcionamento na Bolsa de Valores do Brasil.
"O pecuarista tem a possibilidade de obter o preço de seu produto de forma antecipada utilizando o mercado futuro. Nessa modalidade, ele tem poder de negociação e isso pode garantir a margem no cálculo do custo de produção", destacou.
Na Bolsa, cada contrato de boi gordo futuro representa a negociação de 330 arrobas líquidas, o que pode indicar esta boa perspectiva de margem de lucro, razão de ser de toda a engrenagem.

Fonte: Jornal A Tarde


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