quarta-feira, 15 de julho de 2020

"Julho Amarelo" busca conscientização sobre controle das hepatites virais

Neste mês está sendo verificada em todo o país a campanha "Julho Amarelo". No período, diversas unidades e órgãos de saúde, secretarias, hospitais e universidades realizarão ações para conscientizar a população e intensificar a prevenção e o controle das hepatites virais. Ao longo de 2019, o governo sancionou a Lei 13.802, que instituiu julho como mês para chamar atenção e reforçar as iniciativas de vigilância, prevenção e controle das diferentes hepatites.
A hepatite é uma grave inflamação do fígado e acomete um número cada vez maior de brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, 1,7 milhão são portadores do vírus da hepatite C e 756 mil da hepatite B. Só em 2017, o Brasil registrou 40.198 novos casos de hepatites virais. Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) revelam que já ocorreram 1,7 milhão de mortes no mundo provocadas por complicações dos diferentes tipos da doença. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde destaca que os casos da doença são mais recorrentes em homens de 20 a 39 anos.
As hepatites virais (especialmente A, B e C) podem ser transmitidas pela água e alimentos contaminados, de uma pessoa para outra por via sexual, por meio de fluidos corporais (compartilhar o mesmo barbeador, manicure, usuários de drogas, entre outros) e verticalmente, ou seja, da mãe para o filho, por isso a contaminação é bastante comum e a disseminação muito fácil e rápida.
O grande desafio no que se refere às hepatites virais é a dificuldade de diagnóstico, uma vez que a doença pode não apresentar sintomas. Entretanto, alguns sinais mais comuns são olhos e pele amarelados, cansaço, febre, mal-estar, tontura, vômitos, dor abdominal, urina escura e fezes claras.
Muitas pessoas não sabem que estão infectadas e, além de não realizarem o devido tratamento, acabam disseminando a doença. Por isso recomenda-se a realização do teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida, com o objetivo de diagnosticar e tratar o mais precocemente.
A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B. Quem se vacina para o tipo B se protege também para a hepatite D. Ainda não existe vacina para a hepatite C, porém o paciente pode realizar o tratamento cujo índice de cura é superior a 90%.
Algumas medidas simples previnem a infecção das hepatites virais, tais como o uso de preservativos em todas relações sexuais, a exigência de materiais descartáveis e esterilizados em estúdios de tatuagem, salões de manicures e pedicures, o não compartilhamento de agulhas e seringas, a manutenção de exames de rotina em dia, assim como a consulta frequente a um médico.

Redação do Garca.Jor


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