quinta-feira, 9 de julho de 2020

Diretor da Prefeitura de Duartina é preso por suposto abuso sexual

O diretor de Obras da Prefeitura de Duartina, Sidney da Silva, de 51 anos, foi preso preventivamente por suspeita de abusar sexualmente de uma familiar, na época com nove anos. A mãe da criança também teve prisão decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil. O advogado do indiciado informou que irá recorrer para que ele responda pela acusação em liberdade.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Paulo Calil, pressionada por familiares, a mãe da menina, que não terá o nome divulgado para preservar a vítima, procurou a delegacia e denunciou que a filha vinha sofrendo abusos sexuais por parte do diretor de Obras.
Os fatos, narrados como "graves atos libidinosos", teriam ocorrido entre março e dezembro de 2019, de acordo com Calil, de forma continuada, em quatro ocasiões distintas, em ambientes públicos e privados. O delegado ressalta que exames não constataram conjunção carnal.
Segundo ele, os abusos teriam ocorrido com a conivência da mãe da menina e, por isso, na conclusão do inquérito, ela foi indiciada como coautora e também teve a prisão preventiva solicitada à Justiça. Os dois irão responder pelo crime de estupro de vulnerável continuado.
O delegado conta que Silva também irá responder por armazenamento de vídeo pornográfico envolvendo criança ou adolescente. No aparelho celular dele, de acordo com Calil, a perícia encontrou conversas que comprovariam as denúncias e vídeo com conteúdo de pedofilia. Após o cumprimento dos mandados de prisão, o diretor foi encaminhado à Penitenciária de Iaras. Já a mulher foi conduzida à Cadeia de Pirajuí.
O advogado de Silva, Benedito Laércio Cadamuro, declarou que considera a prisão preventiva uma medida "precipitada" e informou que irá solicitar à Justiça a liberdade provisória do seu cliente. Na opinião dele, este tipo de prisão só se justificaria se a liberdade do indiciado estivesse colocando em risco a ordem pública ou a aplicação da pena, o que não é o caso. "Para mim, ele nega o crime com veemência", diz.
"Inclusive, a prisão cautelar, a prisão antecipada, fere o princípio da inocência. Sabe-se que ninguém pode ser considerado culpado até decisão condenatória. A prisão cautelar é precipitada, prisão antecipada à própria pena. É uma exceção, na verdade. Ele tem o direito de responder ao processo em liberdade porque tem endereço fixo no distrito da culpa e tem emprego fixo, inclusive emprego público".

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru


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