segunda-feira, 1 de junho de 2020

Mesmo com números altos de coronavírus, Camarões retoma aulas

As escolas e universidades reabriram hoje, 01 e junho, na República dos Camarões, onde o governo é criticado pelas suas fracas medidas para combater a propagação da pandemia provocada pelo novo coronavírus, num dos países mais afetados pela doença na África Subsariana.
Depois de mais de dois meses sem aulas, os alunos voltaram às escolas em Yaoundé, enfrentando a chuva e com as máscaras no rosto, segundo a agência France Presse.
O governo suspendeu em 17 de março as aulas em todas as escolas, faculdades, colégios e universidades, tanto públicas como privadas.
"O recomeço é efetivo com as aulas do último ano", disse Catherine Bessala, professora na Abang Nkongoa Public High School, nos subúrbios do sul de Yaoundé.
Os alunos do terceiro e primeiro anos retomarão na quinta-feira, acrescentou.
À entrada, são colocados três baldes de água para os alunos, outros nas salas de aula. "Tentamos aproximar o mais possível os alunos dos locais para a lavagem das mãos e para os encorajar a fazer isso o mais frequentemente possível", afirmou Bessala.
Em Abang Nkongoa, os alunos do 12.º ano foram divididos em 12 salas de aula, em vez das quatro que existiam habitualmente, respeitando o número máximo de 24 estudantes por turma.
Nas escolas primárias e secundárias, o recomeço só envolve os alunos das classes que têm exames este ano, um vez que os estudantes estão preocupados com a sua entrada na universidade.
Na semana passada, o primeiro-ministro, Joseph Dion Ngute, confirmou o reinício das aulas, apesar das críticas de vários sindicatos de professores e das preocupações dos pais, amplamente difundidas pelas redes sociais.
Segundo a imprensa do país, os sindicatos afirmaram que as condições de segurança sanitária não estão sendo contempladas.
O início do novo ano escolar ocorre enquanto a epidemia continua a aumentar em Camarões, com mais de 6.100 casos positivos e 197 mortes.
Quase duas semanas após a detecção do primeiro caso, em 05 de março, o governo tinha tomado medidas - incluindo a suspensão das aulas - que foram consideradas muito tardias em comparação com muitos países africanos e, sobretudo, bastante tímidas num país com mais de 25 milhões de habitantes.

Fonte: Mundo ao Minuto


Nenhum comentário:

Postar um comentário