quinta-feira, 4 de junho de 2020

Comerciante morre ao realizar limpeza de pizzaria em Marília

Um comerciante de 42 anos morreu depois que caiu de uma escada na pizzaria que era dono, em Marília, nesta terça-feira, 02 de junho. O corpo foi sepultado na quarta-feira, 03 de junho.
De acordo com a polícia, a vítima estava limpava uma luminária, quando caiu de uma altura aproximada de seis metros. O estabelecimento seria reaberto após a prefeitura autorizar a abertura de comércios, incluindo bares e restaurantes, durante flexibilização.
A vítima chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levada para o Hospital das Clínicas (HC), mas não resistiu aos ferimentos. As causas serão investigadas.
Sueli Malaquias dos Santos Alves, de 38 anos, conta que o marido, Joel Carlos Marcelino Alves, de 42 anos, estava fazendo os acertos finais para reabrir sua pizzaria após quase dois meses de portas fechadas por conta da quarentena imposta pela pandemia de coronavírus.
Ao subir em uma escada para limpar uma luminária, Joel Carlos caiu de uma altura de cerca de seis metros. Ele foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital das Clínicas com politraumatismo.
“Essa pizzaria era o sonho da vida dele e da nossa família. Meu marido trabalhou muito duro para ter isso, foi garçom por anos, teve um trailler de lanches, tudo para chegar até aqui. Era zeloso com os detalhes do negócio que ele amava, tanto que subiu na escada para tirar teias de aranha da luminária”, disse a funcionária pública que à noite ajudava o marido na pizzaria.
Apesar da ansiedade para reabrir a pizzaria que inaugurou há cerca de dois anos com um salão para cerca de 100 clientes, a família vinha conseguindo manter o negócio ativo durante a quarentena após adaptar sua forma de trabalho para o sistema de delivery (entregas).
“O delivery estava virando e a gente vinha vendendo bem. Ele fazia as pizzas, nossa filha ajudava atendendo algumas ligações, e eu fazia as entregas. Mas mesmo assim, ele [Joel] não via a hora de reabrir as portas e já se programava para abrir também para almoço. Se precisasse, ele trabalharia 24 horas por dia por seu sonho”, conta a mulher.
Ainda abalada pela tragédia, a funcionária pública afirmou que não sabe se vai tentar manter o negócio, agora sem o marido.
“Já recebi muito apoio de amigos que falam para eu continuar com o sonho dele, mas ainda não sei o que fazer. Acho que não conseguirei mais entrar naquele local sem lembrar da sua alegria no trabalho. Vai ser difícil”, disse.

Fonte: G1


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