quinta-feira, 14 de maio de 2020

Assassino de Flávio da Lotérica recebe mais de 35 anos de cadeia como pena por latrocínio

Dois acusados de envolvimento no latrocínio que culminou com a morte do empresário Flávio José Vieira, assassinado em fevereiro do ano passado na frente de uma agência bancária, no centro de Garça, foram condenados pela Justiça.
O homem apontado como o autor dos disparos contra a vítima pegou 35 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, enquanto seu comparsa, que ajudou na fuga, foi condenado a cumprir 28 anos e seis meses na cadeia.
Um terceiro envolvido no crime, suspeito de integrar uma quadrilha especializada em roubo de malotes, estava foragido e foi preso apenas no dia 18 de fevereiro deste ano. Por isso, seu processo tramita em separado e ele ainda será julgado por esse crime.
O empresário Flávio José Vieira, de 56 anos, morreu após ser baleado durante um assalto, por volta das 14h, no dia 11 de fevereiro de 2019, no centro da cidade.
Segundo a Polícia Militar, o empresário ia fazer um depósito em uma agência bancária, na esquina das ruas Barão do Rio Branco e Sargento Wilson Abel de Oliveira, quando foi abordado pelo criminoso armado.
Imagens de circuito de segurança mostraram que o empresário tentou resistir em entregar o malote e lutou com o criminoso.
A vítima foi baleada na clavícula e tinha um ferimento na perna. Flávio foi socorrido pelos bombeiros e encaminhado para a UPA de Garça, mas sofreu diversas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu aos ferimentos.
Wilson Novaes Guerra, de 37 anos, foi identificado e acusado de atirar em Flávio e foi preso em maio do ano passado, em Osasco. Ele foi identificado por meio de imagens do circuito de segurança, que flagraram o crime.
O outro acusado é Filipe Vieira da Silva, de 25 anos, que também foi preso em maio de 2019, em Guarulhos. Ele estaria pilotando a moto usada na fuga dos criminosos. Wilson e Filipe foram ouvidos pela primeira em audiência em outubro do ano passado.
O terceiro acusado, José Carlos Carrelas, à época com 50 anos, teria levado o atirador até as proximidades do local do crime e depois o resgatado assim que Filipe o levou de moto até a região do lago artificial de Garça. José Carlos Carrelas ficou foragido até ser preso em fevereiro deste ano.
Ainda de acordo com a polícia, Carrelas utilizou um carro que foi apreendido em sua casa, em Itanhaém, no litoral paulista. Ele também era investigado por participação em crime semelhante praticado em Tambaú (SP), onde um dono de lotérica teve um malote roubado com R$ 185 mil.
À época, o delegado Valdir Tramontini, titular da DIG de Marília e que prestou apoio às investigações comandadas pelo delegado Gustavo Pozzer, de Garça, o grupo que atacou o empresário em Garça era suspeito de praticar diversos crimes no estado.

Fonte: G1


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