quarta-feira, 8 de abril de 2020

Tupã deixa de contar com serviços da Zona Azul

A Zona Azul encerrou as atividades em Tupã desde a terça-feira, 07 de abril. Com isso, o contrato de trabalho de 60 funcionários foi finalizado.
De acordo com o presidente da Legião Mirim, instituição responsável pela Zona Azul, Diego Saia, a decisão foi tomada com base na situação econômica e de saúde pública que o país atravessa durante a pandemia do coronavírus.
"Temos um decreto estadual proibindo a abertura do comércio e nós não podemos afirmar até quando isso persiste. Fica um ponto de interrogação. Após o dia 22, o comércio volta ao normal?", questionou. "Com medo de não ter condições de honrar com nossos deveres trabalhistas por ausência de recursos financeiros, estamos encerrando as atividades em Tupã", acrescentou.
Saia ainda frisou que todo o recurso proveniente do pagamento de cartelas da Zona Azul é revertido no pagamento dos funcionários.
"Não temos movimento na região central da cidade, temos o comércio fechado não se sabe até quando, não existe a condição de manter a Zona Azul funcionando. A arrecadação está zerada porque o que movimenta a instituição é o estacionamento rotativo proveniente do comércio", explica.
O presidente da Legião Mirim declarou ainda que, neste mês, a arrecadação fechou em prejuízo, na casa dos R$ 50 mil.
"Não conseguiríamos manter por mais tempo. Então entendemos que, para preservar os nossos funcionários, estamos fazendo a rescisão de contrato e pagamento das verbas trabalhistas".
Segundo Saia, quando a situação se normalizar, a intenção é recontratar as pessoas que estão sendo demitidas neste momento. Ele se diz chateado com a situação: "A notícia não é boa, nós da diretoria lamentamos muito este acontecimento, mas é a providencia que nós entendemos ser mais cabível nesta situação em que vivemos".
A Legião Mirim afirmou ainda que está à disposição dos funcionários que estão sendo desligados para atendimentos assistenciais.
"Nossa assistente social e nossa psicóloga fizeram uma triagem para que estes funcionários não passem necessidade. Montamos uma estrutura para que estas pessoas, embora demitidas, possam contar com a Legião Mirim", frisou Diego Saia.

Fonte: Tupacity


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