sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Tradicional jornal Folha do Povo fecha as portas após 63 anos de história em Tupã

Um dos jornais tradicionais de Tupã, Folha do Povo, fechou as portas após 63 anos de história na cidade. Durante muito tempo, o proprietário Carlos Marques Pereira tentou vender o meio de comunicação, fato que não ocorreu.
Coincidentemente, o último exemplar trouxe em sua primeira página, a homenagem da Câmara com a entrega da Medalha Luiz de Souza Leão ao diretor da Folha e ao sócio e proprietário do jornal Diário, Nelson Sant’Ana.
A homenagem, conferida através dos decretos legislativos 05 e 06/2019, foi proposta pelos vereadores líderes de bancada Amauri Sérgio Mortágua, Antônio Alves de Sousa "Ribeirão”, Telma Tulim e Valter Moreno Panhossi, e aprovada por unanimidade dos parlamentares.
Ainda de acordo com a matéria, Carlos agradeceu ao Legislativo pela generosa e carinhosa homenagem e encerrou relembrando as palavras do filósofo René Decartes para expressar sua gratidão. "O homem generoso não é prisioneiro de seus afetos, nem de si; ao contrário, é senhor de si, e, por isso, não tem desculpas nem as procura. A vontade lhe basta. E os que são generosos são naturalmente levados a fazer grandes coisas e a não empreender nada de que
não se sintam capazes. E por não estimarem nada maior do que fazer o bem aos outros e desprezar seu próprio interesse, por causa disso são sempre perfeitamente corteses, afáveis e oficiosos para com todos”, concluiu.
Não houve, no entanto, nenhuma informação oficial sobre o encerramento das atividades do jornal.
Durante anos, os dois jornais foram os responsáveis pelas publicações dos atos oficiais da Câmara e da Prefeitura, respectivamente.
Em 2019, a Folha do Povo tinha essa responsabilidade até começo de dezembro, mas a partir do dia 13, uma nova licitação determinou que esse trabalho deverá ser feito pelo Diário, pelo período de 12 meses.
Carlos Marques Pereira é ainda sócio do advogado Ademar Pinheiro Sanches, como proprietários da Rádio Cidade FM de Bastos.
Informações dão conta de que a emissora sempre esteve à venda, mas o valor investido seria alto e o pedido teria inviabilizado o negócio, que giraria em torno de R$ 5 milhões.

Fonte: TupãCity


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