terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Estado promove curso sobre controle de doenças que atingem bananeiras

Organizado pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Casa da Agricultura de Araraquara, o curso sobre controle de sigatoka-negra e sigatoka-amarela – doenças que atingem as bananeiras – contou com a participação de produtores e técnicos da região.
O curso foi ministrado pelo engenheiro agrônomo da Superintendência Federal da Agricultura no Estado de São Paulo, Wilson da Silva Moraes, atualmente sediado na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) Vale do Ribeira, órgão também vinculado à pasta.
Segundo o pesquisador, o objetivo foi transferir conhecimentos e tecnologias adaptadas e/ou geradas na região, visando à convivência com a mais severa e destrutiva doença da bananeira, a sigatoka, que pode provocar até 50% de perdas em produtividade no bananal, sendo a negra a mais agressiva. “Onde não é controlada, ela chega a dizimar os pomares”, explica Wilson da Silva Moraes.
A agrônoma Érica Tomé, da Casa da Agricultura, que acompanha os bananais no município, por meio da observação de campo e orienta tecnicamente os produtores, identificou a importância de abordar o tema com os produtores e organizou o curso, com o objetivo de capacitar os agricultoras em um manejo mais eficiente da doença, incentivando assim a adoção de boas práticas agropecuárias no cultivo.
“A parte prática do curso foi realizada no sítio do produtor Cosme Fernandes Moço, que estava com dificuldade no manejo da doença, o que foi muito importante para os participantes verem os problemas in loco”, ressalta a agrônoma.
Uma das frutas mais consumidas no planeta, a banana tem grande importância econômica como fonte de renda para pequenos agricultores. Entre as espécies mais cultivadas em Araraquara estão a Nanica, a Maçã e a Prata, todas suscetíveis à sigatoka.
Além das feiras, que ocorrem diariamente no município, os produtores podem comercializar a fruta no Programa Municipal de Agricultura de Interesse Social (PMAIS), instituído pela Prefeitura Municipal, que compra uma cota de hortifrutis por agricultor.
“Esses produtos compõem cestas que são entregues às famílias em situação de vulnerabilidade social. A banana representa muito importante no processo, pois é uma fruta altamente nutritiva, que complementa a alimentação adequada dessas famílias”, destaca Silvani Silva, coordenadora municipal de Agricultura.
Cerca de 40 participantes, entre piscicultores e técnicos da extensão rural, tiveram a oportunidade de reciclar seus conhecimentos sobre o cultivo de peixes em tanques-escavados, com ênfase em qualidade da água.
O curso foi realizado na Casa da Agricultura de Araraquara, com apoio da Prefeitura Municipal e da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), sendo ministrado pelos pesquisadores Daniela Castellani e Eduardo Gianini Abimoral, do Centro Avançado do Pescado Continental – Instituto de Pesca, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
Foram abordados o manejo alimentar, as técnicas de escavação dos tanques e os principais parâmetros químicos e físicos da água para a criação de peixes. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento sustentável da atividade e a obtenção de bons resultados de produtividade e qualidade do pescado estão diretamente relacionados com a qualidade da água.
Após a parte teórica, foi realizada uma aula prática no sítio do produtor João Oscar Martins Branco, local em que foi analisada a qualidade da água, para obtenção de uma avaliação geral da piscicultura.
“O projeto de acompanhamento dos piscicultores foi iniciado há cerca de dois anos, em uma parceria entre a CDRS e o Itesp. Atualmente, os técnicos avaliam as demandas dos piscicultores que pretendem avançar para o cultivo semi-intensivo”, diz Érica Tomé, da Casa da Agricultura.
A zootecnista Débora Bley Ruivo, do Itesp, reforçou que o trabalho com os produtores busca a sustentabilidade da atividade, além da análise dos parâmetros de qualidade da água. “Frequentemente, é calculada a biomassa do viveiro para acompanhamento do crescimento dos peixes e para o cálculo do arraçoamento. Dessa forma, o produtor pode controlar o custo e acompanhar a produtividade do sistema”, enfatiza a técnica, que afirma que, embora os produtores ainda não estejam em sistema intensivo, os procedimentos são importantes porque profissionalizam o produtor na atividade.
De acordo com Silvani Silva, coordenadora municipal de Agricultura, os cursos oferecidos em parceria com o Estado, por meio das instituições de pesquisa, ensino ou extensão rural, objetivam atualizar o conhecimento do agricultor.
“O trabalho conjunto desenvolvido entre os diversos elos do setor da agricultura na cidade está em acordo com as ações programadas no Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, estabelecidas pela sociedade civil e agentes do setor público, bem como aprovadas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável”, pontua Nestor Jamami, diretor da CDRS Regional Araraquara.

Divulgação


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