segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

CNM: Garça figura entre municípios com alto nível de problemas em relação ao consumo de drogas

Pesquisa da CNM (Confederação Nacional de Municípios), divulgada nesta semana, aponta que 97,31% de 1.599 cidades brasileiras enfrentam problemas com consumo de drogas. A circulação de crack especificamente foi apontada por 73,80% dos municípios que participaram do estudo. Dentre as cidades analisadas está Garça que, de acordo com o estudo, enfrenta um índice alto de problemas relacionados ao consumo de crack e outras drogas. Cidades da região também receberam classificação de problemas altos com tais substâncias psicoativas, como Pompeia, Osvaldo Cruz, Tupã, Ourinhos, entre outros.
Um dos pontos levantados é a capilaridade do problema, que alcança pequenas e grandes cidades, mais próximas ou distantes de grandes polos ou mesmo da fronteira do país. Isso devido ao fato de 87,3% dos municípios pesquisados serem localidades de pequeno porte — ou seja, possuem menos de 50 mil habitantes.
O presidente da CNM, Glademir Aroldi, destacou que o alcance das drogas nos municípios menores esbarra ainda na falta de recursos para enfrentar a temática.
Segundo o estudo, 50,16% das gestões que responderam à pesquisa desenvolvem ações com recurso próprio. Além disso, apenas 28,72% possuem Caps (Centros de Atenção Psicossocial), que prestam serviços de saúde de caráter aberto e comunitário, constituído por equipe multiprofissional. As principais áreas afetadas pelo uso de drogas são saúde (67,92%), segurança (61,48%), assistência social (60,48%) e educação (56,47%).
Quanto ao nível dos problemas causados pelo consumo e circulação de drogas, 49,73% apontaram que o nível é médio, ante 36,24% que acham o nível alto e 13,68% que indicaram nível baixo. A situação é analisada e classificada pelos gestores na pesquisa com base em suas próprias percepções. Portanto, não há números delimitando os níveis. Na análise da situação apenas em relação ao crack, 46,99% veem nível médio de problema, 29,94%, nível alto e 20,79% nível baixo.
Dados de usuários de drogas nos municípios são raros, como confirma o estudo do Observatório do Crack: apenas 22,45% dos pesquisados têm estimativas desse grupo. O baixo índice já era esperado, pois há uma falta de informatização dos sistemas e também entre as áreas que trabalham com a temática. Outra questão é que grande parte da população usuária de drogas é itinerante. Também existem relatos dos participantes da pesquisa sobre a dificuldade de acompanhamento desses indivíduos, que entram e saem da rede de atenção inúmeras vezes, em razão de recaídas.

Fonte: Jornal Debate


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