terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Produção de energia eólica global pode aumentar em dez vezes até 2050

Um novo estudo da Agência Internacional para as Energias Renováveis, Irena, apresenta opções para acelerar a implantação de energia eólica, tanto terrestre quanto marinha, até 2050.
O estudo diz que a energia eólica pode cobrir mais de um terço das necessidades globais de energia, tornando-se a principal fonte de geração de energia do mundo.
Segundo a pesquisa, com uma implementação acelerada de energias renováveis, combinada com um aumento da eletrificação e maior eficiência energética, será possível atingir, até 2050, mais de 90% das reduções de emissões de dióxido de carbono, CO2, necessárias para cumprir o Acordo de Paris.
Este aumento da energia eólica, combinado com os outros fatores, poderia contribuir para mais de um quarto do total de reduções de emissões necessárias por ano até 2050.
Respondendo por mais da metade das instalações eólicas terrestres e 60% das instalações eólicas marinhas, a Ásia pode se tornar o maior mercado deste tipo de energia do mundo.
A capacidade eólica terrestre do continente pode crescer de 230 gigawatts em 2018 para mais de 2.600 gigawatts em 2050, segundo o relatório.
Para cumprir as metas climáticas e ajudar a conter o aumento das temperaturas globais, o investimento anual em energia eólica terrestre precisa triplicar de US$ 67 bilhões em 2018 para US $ 211 bilhões em todo o mundo em 2050.
Por outro lado, o investimento anual em energia eólica marinha precisaria mais do que quintuplicar, de US$ 19 bilhões em 2018 a US$ 100 bilhões em 2050.
Uma novidade no relatório é o possível surgimento de parques eólicos flutuantes.
De acordo com o estudo, as fundações flutuantes podem ser uma tecnologia revolucionária para explorar o potencial eólico em águas mais profundas. 
O documento destaca que esta tecnologia pode representar cerca de 5 a 15% da capacidade global de geração de energia eólica até 2050.

Fonte: ONU News


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