segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Garça fecha ano com cerca de 550 casos positivos de dengue

Neste período de chuvas e temperaturas altas a Vigilância Epidemiológica do município reforça o alerta para o perigo da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chicungunya e febre amarela. Novamente é solicitado à população a checagem de quintais e terrenos, eliminando tudo que possa reter água e servir de criadouro do mosquito.
Este ano, Garça teve a confirmação de quase 550 casos de dengue. Desses, cerca de 500 foram contraídos dentro do município, são os chamados casos autóctones. Das três ocorrências confirmadas no último mês, um deles teve graves complicações e o paciente teve de ser transferido para Marília.
No município já foram registrados casos de dengue dos subtipos 1 e 2, com predomínio do subtipo 2. Para cada caso suspeito, são desencadeadas ações de busca, redução de criadouros e orientações nas imediações.
Um dos grandes problemas é que durante todo o ano, nas quatro pesquisas para o Índice de Breteau, foram encontradas larvas em criadouros, em especial, nos bebedouros de animais. Por isso, é necessário que as pessoas adotem uma rotina semanal de verificação dos quintais e terrenos com a finalidade de proteger a família e a população em geral.
Para o ano de 2020, Garça traçou um Plano de Mobilização Social para o Controle do Aedes aegypti. Além disso, os agentes comunitários fazem visitas constantes nos imóveis para eliminar os criadouros e orientar os moradores. Garça possui uma lei municipal que atribui multa por criadouro com larva do mosquito encontrado no imóvel. O valor da multa varia de R$ 345 a R$ 2.070.
A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Quando infectada, a vítima pode sentir uma série de sintomas como febre, dores de cabeça, tonturas e cansaço.
A maneira mais eficaz de se prevenir a doença é impedir o ciclo de reprodução do mosquito transmissor. O inseto coloca seus ovos apenas em acúmulos de água limpa, sendo essa a razão para ele ser tão frequente em épocas de chuva. Muitos materiais podem se tornar propícios para o desenvolvimento larvas do mosquito. Pneus velhos, caixas d’água, garrafas, calhas entupidas, vasos de flor e também recipientes jogados em lixo descoberto são exemplos. Esses materiais devem ser descartados de forma adequada e qualquer foco com água parada tem de ser eliminado.

Fonte: Jornal Debate


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