sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Lei existente em Pirajuí inviabiliza passeio de trenzinho

O cancelamento dos passeios de uma carreta musical com personagens infantis, previstos para terem início na última quarta-feira, 06 de novembro, em Pirajuí, deixou muitos pais revoltados. Por meio de postagem no Facebook, os organizadores da atração disseram que não teriam como cumprir as regras de uma lei municipal criada com o objetivo de normatizar os passeios do tipo.
A carreta teria como ponto de embarque a Praça do Fórum e os passeios começariam a partir das 18h. A divulgação da atração já vinha ocorrendo há alguns dias. Porém, no dia da estreia, os moradores foram surpreendidos com uma nota da empresa que presta o serviço anunciando o cancelamento.
"Informamos o cancelamento devido a uma lei municipal que trata de trenzinhos da alegria onde a mesma cita que, além de termos que pagar os devidos impostos, temos que repassar 20% do faturamento para o Fundo Social Municipal, além de volta gratuita todos os dias", cita a postagem no Facebook.
"Dessa forma inviabiliza a nossa estadia na cidade. Pedimos desculpas a todos os nossos fãs de coração e, quem sabe, em uma outra oportunidade, pois dessa forma, atualmente, não condiz com a nossa realidade". A lei, de autoria dos vereadores Alexandre Aparecido Ferreira "Salsicha" (PTB) e Rosalina Sônia dos Santos "Rosa da Ambulância" (PL), foi aprovada em 2018 e sancionada pelo prefeito Cesar Fiala (PTB).
Após o anúncio, muitas pessoas usaram as redes sociais para questionar a legislação. Diante da enxurrada de críticas, também pelo Facebook, a Prefeitura de Pirajuí apressou-se em emitir nota de esclarecimento. O prefeito explicou que autorizou o uso do espaço público para a circulação da carreta até 17 de novembro.
"Porém, desde a criação da Lei 2.548, em 29/6/2018, de autoria dos vereadores Alexandre Aparecido Ferreira (Salsicha) e Rosalina Sônia dos Santos (Rosa da Ambulância), muitas desistências ocorreram, pois as determinações definidas na lei inviabilizam a realização da ação na cidade", diz na postagem.
"Enquanto tal lei não for revogada pela Câmara Municipal, fica praticamente impossível trazer interessados para atrações com foco em lazer e entretenimento".

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru


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