terça-feira, 5 de novembro de 2019

Argentina e México discutem retomada da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos

A retomada da CELAC poderia ser uma estratégia para contrabalancear o ressurgimento do papel proeminente da Organização dos Estados Americanos (OEA), assim como limitar a ação da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL).
"Estou determinado a unir a América Latina novamente, para mais uma vez conciliarmos forças para lidar com os desafios da globalização", disse Fernandez em coletiva de imprensa, após se reunir com o presidente do México, Andres Manuel Lopez Obrador.
No ano que vem, o México assume a presidência da CELAC, organismo regional criado em 2010, quando governos de esquerda lideravam grande parte da América Latina.
A CELAC é a primeira organização a reunir os estados latino-americanos e caribenhos sem a participação dos EUA e Canadá. A organização tem realizado conferências com parceiros extra-regionais, como as Cúpulas CELAC-China e CELAC-União Europeia.
"Essa é uma oportunidade para revitalizar um dos organismos, um dos espaços de integração que estão esquecidos ultimamente", disse o presidente eleito da Argentina, conforme reportou a Reuters.  O ministro das Relações Exteriores adjunto do México, Maximiliano Reyes, expressou apoio à proposta de Fernandez no jornal local La Jornada:
"O México e a Argentina estão perante a oportunidade de promover um reposicionamento da América Latina no mundo."
Após anos de significativo fortalecimento, os projetos de integração latino-americanos sofreram reveses recentemente.
A União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), criada em 2008 e a primeira a contar com um Conselho de Defesa regional, não foi capaz de superar as controvérsias internas em torno da questão venezuelana.
Em março deste ano, o governo equatoriano liderado por Lenín Moreno chegou inclusive a pedir de volta o prédio-sede da organização, localizado em Quito.
O bloco regional MERCOSUL, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, apesar de continuar operando normalmente, bloqueou a participação da Venezuela e reluta em finalizar a adesão da Bolívia ao bloco.
Por outro lado, acordos regionais de livre comércio como a Aliança do Pacífico, que reúne Chile, Colômbia, México e Peru avançaram, por exemplo, com a adesão da Costa Rica, em 2013. 

Fonte: Sputinik


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