segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Produtores de café de Garça querem registro de identificação geográfica

O produtor Cassiano Tosta é de uma família que cultiva café desde a década de 1970. Em busca de uma maior rentabilidade, a saída encontrada foi investir em cafés especiais.
A lavoura já está sendo preparada para a próxima safra. Na deste ano foram colhidas 300 mil sacas. Cerca de 80% da safra tem como destino países da Europa.
O agrônomo Gustavo Guerreiro explica que o mercado mundial de café cresce ao ritmo de 3% a 4% ao ano. Já o mercado de cafés especiais avança na casa dos 20%.
Os pés de café da região são do tipo arábica, o mais comum no Brasil. As lavouras são tocadas por 430 produtores, mas apenas 12 investem na produção de cafés especiais, o que deve mudar em breve.
As plantações de Garça já estão no padrão exigido para o café tipo exportação. O investimento para deixar os grãos ainda mais especiais é voltado para as fases finais de colheita e secagem. O café é mais selecionado, não tem contato com o solo e seca num ritmo mais lento.
Enquanto o café tradicional de terreiro de chão seca entre 2 e 5 dias, o especial leva até um mês para ficar no ponto.
As sacas de café recebem um código de rastreabilidade. É possível saber quando os grãos foram colhidos, de qual talhão, a variedade, a umidade, a técnica de colheita e até os insumos que foram usados nas plantas.
A Associação Rural quer conquistar a indicação geográfica e ter o selo de certificação de microrregião produtora de café de qualidade. A estimativa é de uma valorização da cultura e do preço.
O produtor Vanderlei Tavares Dias conta que, no momento, os consumidores não sabem que tomam o café de Garça, o que deve mudar com o reconhecimento da qualidade da produção local.

Fonte: Programa Nosso Campo


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